Datena X Marçal: escalada de ataques mútuos e a cadeirada

O baixo nível da disputa eleitoral em São Paulo chegou ao ápice na noite de domingo, dia 15, com a ‘cadeirada’ que Datena (PSDB) aplicou em Pablo Marçal (PRTB), durante debate na TV Cultura.

🇧🇷 URGENTE: Datena (PSDB) dá uma cadeirada em Pablo Marçal (PRTB) e interrompe debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo.

Eixo Político (@eixopolitico.com.br) 2024-09-16T02:17:14.742Z

De acordo com o Jornal O Globo, Marçal vinha anunciando nos últimos dias a intenção de “desestabilizar” Datena e forçá-lo a desistir da candidatura, iniciou o debate citando uma acusação por assédio sexual contra o candidato tucano.

– Você não se arrependeu [de dar a cadeirada?]- Claro que não

Eixo Político (@eixopolitico.com.br) 2024-09-16T03:28:11.852Z

O candidato do PRTB aproveitou o tempo de resposta, e levantou o primeiro ataque contra Datena, dizendo que o apresentador de TV “responde por assédio sexual”.

Ao negar as acusações e frisar que o caso havia sido arquivado, Datena chamou Marçal de “ladrãozinho de banco devidamente acusado e condenado”, referindo-se a uma condenação do candidato do PRTB por furto qualificado em 2010.

Marçal manteve o tom provocativo e citou o choro do adversário durante uma sabatina na semana passada, quando Datena se emocionou ao comentar seu rendimento aquém do esperado nas pesquisas de intenção de voto, e disse que encerraria a carreira “sem realizar o sonho” de se eleger a um cargo público.

Pablo Marçal cobra Jair Bolsonaro R$ 100 mil

O candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB) e o ex-presidente Jair Bolsonro (PL), trocaram farpas nesta quinta-feira, dia 22, nas redes sociais. Tudo começou após Marçal comentar uma publicação de Bolsonaro sobre entregas de ferrovias em seu governo.

“Pra cima capitão. Como você disse: eles vão sentir saudades de nós”, disse Marçal. O perfil oficial de Bolsonaro, no entanto, ironizou: “Nós? Um abraço”.

Em seguida Marçal não gostou da resposta e reagiu cobrando o apoio e investimento de R$ 100 mil destinado à campanha de Bolsonaro em 2022.

“Isso mesmo. Coloquei 100 mil reais na sua campanha para presidente, te ajudei nas estratégias digitais, fiz você gravar mais de 800 vídeos no Planalto. Entrei para a lista de investigados da PF por te ajudar. Se não existe o nós, seja mais claro (…) Não nos curvaremos a comunistas na eleição de São Paulo e se o capitão quiser me tirar do ‘nós’, me ajude devolvendo os 100 mil reais depositando na minha campanha aqui de prefeito”.