Washington desiste de disputa para Câmara e declara apoio a Orleans

Liderança do PT no Maranhão, Washington Oliveira, em carta aberta direcionada à população e divulgada sexta-feira, dia 4, anunciou a retirada de sua pré-candidatura a deputado federal.

O petista também declarou apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) para o governo do Maranhão.

Washington atribui sua decisão à discordância com os encaminhamentos adotados pelo partido no estado, como a pré-candidatura de Felipe Camarão ao governo, segundo ele, sem o devido diálogo com as correntes internas que estruturavam uma ampla frente política.

CARTA ABERTA

Com muita responsabilidade, comunico a decisão de retirar minha pré-candidatura a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores no Maranhão. Essa pré-candidatura nasceu do diálogo, da responsabilidade e do espírito coletivo. Foi construída dentro de uma ampla frente política formada por diferentes lideranças comprometidas com o fortalecimento de um projeto democrático, popular e voltado aos interesses do povo maranhense.

O PT do Maranhão compunha uma ampla aliança que, durante muitos anos, reuniu diferentes forças políticas em torno de objetivos comuns para o nosso estado e para o Brasil. Ao longo desse percurso, essa composição política sofreu mudanças. O grupo que caminhava unido acabou se desfazendo, embora o Partido dos Trabalhadores tenha permanecido na aliança com o atual governo do Maranhão, por compreender que, naquele momento, havia um compromisso maior com a estabilidade do campo democrático e com a defesa da continuação de um projeto nacional de desenvolvimento econômico e social, liderado pelo Presidente Lula.

Recentemente, de forma inesperada e sem o devido diálogo com as forças políticas que constroem o PT no estado, foi anunciada uma candidatura própria que rompe com essa construção ampla e acaba por isolar o PT de parte importante de sua base de diálogo.

O panorama político do Maranhão desenha uma polarização nas eleições estaduais entre as candidaturas de Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD). Da mesma forma há uma polarização nacional que, embora alguns neguem, deverá guiar as opções políticas sobre qual projeto de país os candidatos que lideram a disputa vão optar e encampar. Diante desse novo cenário a que o PT está submetido, entendo que não seria coerente seguir adiante com minha pré-candidatura. Faço essa escolha com serenidade e absoluto compromisso os valores democráticos que sempre orientaram minha trajetória.

Neste momento, nossa prioridade deve ser fortalecer o projeto de reeleição do presidente Lula, ampliar as bancadas comprometidas com esse projeto no Congresso Nacional e contribuir para a eleição de representantes que defendam os interesses da população brasileira. A extrema direita continua representando uma ameaça às conquistas democráticas, aos direitos sociais e às instituições do nosso país. Por isso, é fundamental manter unidas todas as forças democráticas e progressistas na defesa do Brasil e do nosso povo.

Nesse sentido, a partir de agora, passo a dedicar meus esforços, prioritariamente, à reeleição do presidente Lula, ao fortalecimento das pré-candidaturas ao Senado de Eliziane Gama e Weverton Rocha, bem como das pré-candidaturas do Partido dos Trabalhadores à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Maranhão, com especial enfoque à eleição da companheira Cricielle a deputada estadual e sugerindo a pré-candidatura do meu amigo e companheiro Francimar a deputado federal.

Francimar foi presidente do PT, reeleito em 2025, demonstra grande capacidade organizativa e política e claro, muita responsabilidade com o PT e com o Programa que defendemos.

Priorizando a preservação da unidade, a viabilidade desse projeto coletivo e a priorização da reeleição do presidente Lula acima de qualquer outro interesse, declaro também meu apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão.

Saudações petistas.

São Luís – MA, 03 de julho de 2026

Eleições 2026: defeso eleitoral impõe limites a agentes públicos

Do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral impões a partir deste sábado, dia 4, data que marca o período de três meses antes do 1º turno das Eleições Gerais de 2026 , as principais restrições destinadas a agentes públicos. O período se estende até 25 de outubro. 

O chamado “defeso eleitoral” estabelece um conjunto de proibições e regras sobre a administração pública, previstas na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e disciplinadas pela Resolução nº 23.735/2024 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo é assegurar a igualdade de oportunidades entre as candidaturas. 

As restrições estendem-se a servidoras e servidores públicos, estatutários ou não, bem como a órgãos e entidades da Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal e estadual. 

Edivaldo Holanda Jr. critica gestão de Braide na prefeitura de São Luís

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior critica o também ex-prefeito Eduardo Braide, pelo fim de avanços nas áreas sociais e do transporte público alcançados pela população de São Luís durante a sua gestão.

Em vídeo, o pré-candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão, responde a questionamentos de mães e usuários do transporte sobre o fim do Cartão Criança e a falta de ônibus com ar-condicionado.

“Nossa Pátria não está à venda”, Lula para Flávio Bolsonaro e os EUA

O presidente Lula reagiu disse nesta quinta-feira, dia 2, em tom de indignação que a família Bolsonaro, para retornar o poder continua apelando a qualquer coisa, inclusive ao entreguíssimo e “submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”.

A reação de Lula foi provocada pelo documento enviado pelo senador Flávio Bolsonaro ao governo dos EUA, em que afirma que a sobretaxa proposta sobre produtos brasileiros daria a Lula “exatamente a vitória política que ele vem buscando”.

Orleans Brandão e Edivaldo Jr. assumirão campanha em São Luís

A campanha de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão terá comando direto na capital. A partir desta quarta-feira (1º), com o anúncio oficial de Edivaldo Holanda Júnior como vice na chapa, ficou definido que os próprios pré-candidatos vão conduzir a estratégia eleitoral em São Luís.

A decisão tem peso político e simbolismo: em vez de terceirizar articulações ou pulverizar decisões, Orleans e Edivaldo optaram por centralizar o comando e imprimir identidade própria à campanha na principal praça eleitoral do estado.

Na prática, Edivaldo passa a ocupar posição de linha de frente na coordenação das ações na capital, terreno que conhece como poucos após dois mandatos na Prefeitura de São Luís. A leitura nos bastidores é de que a chapa aposta na experiência administrativa, no conhecimento do território e na conexão construída com diferentes regiões da cidade para ampliar presença junto ao eleitorado.

O movimento também sinaliza confiança e unidade política: Orleans entra com a construção estadual, enquanto Edivaldo assume protagonismo na capital para transformar estrutura em voto e presença nas ruas.

Atlas/Bloomberg: Lula venceria eleições em todos os cenários

Pesquisa instituto Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, dia 1º, Lula sería reeleito em disputa de 1º e 2º turnos. Ele é favorito contra todos os os outros pré-candidatos e em todos os cenários apresentados na pesquisa.

A pesquisa Atlas/Bloomberg BR-04582/2026 no Tribunal Superior Eleitoral foi realizada entre os dias 26 e 30 de junho, mediante recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos. A amostra foi de 4.999 respondentes com 16 anos ou mais. Os entrevistados são de todas as regiões do Brasil e foram recrutados organicamente enquanto navegavam pela internet.

Parte do PL comemora saída de Michele Bolsonaro do ‘PL Mulher’

Do O Globo

A saída de Michele Bolsonaro do PL Mulher foi celebrada por lideranças do PL e parte dos parlamentares. Ela vinha acumulando desafetos, especialmente entre deputados e deputadas federais que não haviam sido apadrinhados por ela.

A queixa central era que os candidatos respaldados por Michelle em suas campanhas seriam, em geral, mais competitivos dentro do próprio PL do que aqueles que não faziam parte do grupo de agraciados pela esposa de Jair Bolsonaro. Os apelos para que Michelle apoiasse mais candidaturas chegaram às lideranças do PL, mas ela deixava claro que a escolha era exclusividade dela.

De salvadora, ela passou a ser vista como um “problema” dentro do partido. As lideranças mudaram o discurso sobre ela, que antes era considerada peça-chave para a campanha presidencial, mas agora incomoda a cúpula.

A avaliação de grande parte da legenda é que não havia mais clima para que Michelle permanecesse no comando, a menos que abraçasse a campanha de Flávio Bolsonaro.

Valdemar e Michelle tiveram uma conversa dura. A ex-primeira-dama estava de cabeça quente e chegou a ameaçar se desfiliar do PL. Depois de conversas com aliados, decidiu adiar a decisão.

Rildo e Brandão cada unidos pelo Maranhão Brasil

O registro do governador Carlos Brandão ao lado do prefeito Rildo Amaral, em Imperatriz, durante a transmissão do jogo entre Brasil e Japão, calou a boca dos que insistiam em propagar um possível distanciamento político entre os dois.

Nas últimas semanas, rumores apontavam que Rildo poderia deixar a base governista e buscar outro caminho para 2026. A aparição pública, porém, transmitiu uma mensagem diferente.

Vídeos e fotos que circularam do evento mostraram um clima de comemoração entre Brandão e Rildo após a vitória do Brasil, com abraços e celebração conjunta.

O gesto foi uma demonstração pública de sintonia política e reforçou a leitura de que o prefeito segue alinhado ao grupo governista e permanece como peça importante na construção do projeto político liderado pelo Palácio dos Leões para 2026.