Polícia Federal volta madrugar em endereços da família de Aécio Neves

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Senador Aécio Neves (PSDB-MG): Foto: Fátima Meira

Agentes da Polícia Federal fazem, na manhã desta quinta-feira (20), buscas em três endereços ligados à família do senador e deputado eleito Aécio Neves (PSDB-MG), em Belo Horizonte. A ação, autorizada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem como objetivo, segundo a PF, coletar elementos que possam indicar envolvimento do parlamentar com os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Um dos endereços vasculhados é o apartamento onde mora a mãe do senador, localizado em área nobre da capital mineira. Também é alvo da PF a residência de Frederico Pacheco, primo do senador que foi preso em 2017, acusado de intermediar, a pedido de Aécio, o recebimento de dinheiro do grupo J&F.

Essa é a segunda ação da PF contra Aécio em dez dias. No último dia 11, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis do senador e da irmã dele, Andrea Neves, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Na ocasião também foram cumpridas ordens judiciais contra Frederico Pacheco e o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força Sindical.

Operação Ross

A operação, batizada de Ross, tem como ponto de partida delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F. Os delatores afirmam que repassaram quase R$ 110 milhões em propina ao senador tucano. Segundo eles, os valores eram repassados por meio da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias. Aécio sempre alegou inocência.

Ricardo Saud diz que a J&F comprou o apoio de 12 partidos para formar a coligação que apoiou Aécio nas eleições de 2014. Um dos partidos beneficiados, segundo a colaboração, foi o Solidariedade, que teria recebido R$ 15,27 milhões.

“Não podemos mais aceitar que delações de criminosos confessos e suas versões se sobreponham aos fatos. E o fato concreto é um só: o que estamos tratando nesse inquérito é de doações a campanha eleitoral de 2014 feitas de forma legal, registradas na Justiça eleitoral e aprovadas por essa mesma Justiça Eleitora, sem qualquer contrapartida”, afirmou Aécio em coletiva no último dia 11 ao protestar contra as buscas e apreensões determinadas também pelo ministro Marco Aurélio.

Do Congresso em Foco

Ministro Gilberto Kassab é suspeito de embolsar R$ 58 milhões da JBS

 

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Gilberto Kassab, Ministro de Ciência e Tecnologia do governo Temer, e futuro Secretario Chefe da Casa Civil de João Doria, governador eleito de São Paulo

A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira (19), operação de buscas e apreensões no apartamento do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), em São Paulo. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e estão relacionados a inquérito que apura se Kassab cometeu os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa dois, conforme delações da JBS. Também são feitas buscas na residência de Renato Kassab, irmão do ministro.

Futuro chefe da Casa Civil do governador eleito João Doria (PSDB), Kassab é acusado por delatores de receber mesada de R$ 350 mil por mês, entre 2010 e 2016, como contrapartida por atender a interesses da JBS.  Também são cumpridos mandados em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, e em Natal, no Rio Grande do Norte.

As suspeitas envolvem o pagamento ilícito de R$ 58 milhões, conforme os investigadores. O inquérito também apura se o ministro, fundador do PSD, recebeu dinheiro para garantir o apoio político de seu partido ao PT nas eleições de 2014. Nesse caso, segundo os delatores, os pagamentos foram feitos por meio de doações oficiais.

De acordo com a Polícia Federal, parte dos recursos foi repassada para campanha do governador Robinson Faria (PSD) e de seu filho, o deputado Fábio Faria (PSD). Os dois também são alvos da PF. A suspeita é que os valores eram recebidos por empresas por meio da simulação de serviços que não foram efetivamente prestados e para os quais foram emitidas notas fiscais falsas.

O empresário Wesley Batista e o ex-executivo Ricardo Saud alegam que fizeram repasses ao ex-prefeito paulistano por meio de contratos com as empresas Yape Transportes e Yape Consultoria, que, segundo os delatores, são ligadas a Kassab. De acordo com Wesley, durante seis anos foram pagos mais de R$ 20 milhões.

Kassab, que está em Brasília, disse que não cometeu qualquer ilegalidade. “Ao longo de todos esses anos de vida pública não há nada que me comprometa no campo da imoralidade. Estou tranquilo porque sempre respeitei os princípios da ética. Estou à disposição do Ministério Público e do Poder Judiciário. Não há nada que macule minha imagem”, afirmou o ministro. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do governador Robinson Faria e do deputado Fábio Faria.

Informações Congresso em Foco

PF realiza ação no RJ para identificar autor de ameaças a Bolsonaro

 

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Jair Bolsonaro/Foto: Adriano Machado

A Polícia Federal está realizando na manhã desta quinta-feira (13), uma ação de busca e apreensão no Rio de Janeiro, para identificar autor de postagens com ameaças de morte ao então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

A ação ocorre no bairro Maracanã, na zona norte da cidade. O investigado, segundo a Polícia Federal, é um homem de 23 anos, cuja identidade não foi revelada.

O trabalho da PF também pretende identificar outras pessoas que possam estar relacionada na mesma pratica delituosa. A pena para o tipo de crime investigado previsto na Lei de Segurança Nacional é de prisão, de 1 a 4 anos.

Aécio Neves usa ‘ataque como defesa’ ao falar sobre Operação da PF

 

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Senador Aécio Neves(PSDB)/Foto: Pedro Ladeira

O senador Aécio Neves (PSDB), se posicionou após a Operação Ross realizada nesta terça-feia (11), pela Polícia Federal que teve ele e sua irmã como principais alvos. Réu no STF (Supremo Tribunal Federal), voltou tentar desqualificar os executivos da JBS que o acusam de receber propina do grupo empresarial e comprar apoio político.

Com medo de não obter sucesso na sua reeleição para o senado, Aécio Neves disputou e conseguiu uma das vagas para Câmara Federal, o que lhe garante certa tranquilidade frente às investigações e processos que responde. O senador classificou de desnecessária a operação da policia federal e disse ser o maior interessado no esclarecimento de todas acusações contra ele.

Tucanos dos mais e menos bicudos, já não escondem o desejo de defenestra-lo do PSDB, após mais esse escândalo.

 

Aécio Neves, Cristiane Brasil e Paulinho da Força são alvos de operação da PF

 

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Foto: Reprodução/Rafael Feliciano

Polícia Federal e Ministério Público Federal nesta terça-feira (11), fazem buscas e apreensão em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB) e da irmã dele, Andréa Neves, no Rio e em Minas Gerais.

Andréa é considerada operadora do senador nas investigações da Lava Jato. Ela foi presa pela PF em maio de 2017 e foi solta há um ano, por decisão do ministro Marco Aurélio.

A operação tem objetivo de encontrar documentos baseados em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud. Os executivos do grupo J&F relataram repasse de propina de quase R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves.

Suspeita-se que os valores eram recebidos através da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

São um total de 24 mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos em oito estados e no Distrito Federal. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

São alvos da operação: Aécio Neves (PSDB), senador e deputado federal eleito; Agripino Maia (DEM), senador; Andréa Neves, irmã de Aécio; Antonio Anastasia (PSDB-MG), senador; Benito da Gama (PTB), deputado federal; Cristiane Brasil (PTB), deputada federal; Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do partido Solidariedade. Empresários também são investigados e alvos da da polícia Federal.

A operação no Rio é braço de investida que ocorre simultaneamente em São Paulo (capital e interior, com nove mandados), Brasília, Bahia e Rio Grande do Norte. Decorre do inquérito 4519, que tem como relator, no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio.

Segundo a PF, o senador Aécio Neves comprou apoio político do Solidariedade, por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Com informações G1

Bolsonaro relativiza investigação contra super-ministro Paulo Guedes

 

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Jair Bolsonaro e Paulo Guedes: guru econômico do presidente eleito/ Foto: Sergio Moraes/Reuters)

Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que desconhece informações sobre inquérito da Polícia Federal que investiga Paulo Guedes, um dos futuros ministros do seu governo. A declaração foi dada durante a formatura de aspirantes a oficial na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) onde se formou em 1977.

“Desconheço investigação sobre Paulo Guedes. Eu integro o Poder Legislativo e integrarei o Executivo. Isso compete ao Judiciário”, disse sobre a investigação.

Sobre Paulo Guedes, que comandará a Economia no governo Bolsonaro, pesam suspeitas  de irregularidades na gestão financeira de fundos de investimento. A abertura do inquérito foi um pedido do Ministério Público Federal à PF. Guedes nega irregularidades.

Após responder sobre o caso de Guedes, Bolsonaro comparou o caso com o processo aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) por apologia ao crime de estupro e injúria.

“Eu sou réu no Supremo Tribunal Federal. E daí? Todo mundo que eu converso, sendo amigo ou não, diz que é uma coisa que beira o absurdo. Eu estava defendendo uma mulher, vítima de estupro. E eu defendi uma condenação para o estuprador. O outro lado defendia que o estuprador deveria ser tratado como um garotinho que apenas abusou por cinco dias e matou uma menina de 16 anos de idade. E eu acabei sendo réu. É justo isso? O povo entendeu que não, tanto é que votou em mim”, disse.

Informações Agencia Estado

PF realiza “Operação Atalaia” no Maranhão e mais 12 estados

 

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Foto: Reprodução PF

A Polícia Federal no Maranhão realiza nesta quinta-feira (22), na capital e interior do estado, a “operação Atalaia”. Desta vez o alvo são suspeitos de envolvimento em pedofilia. As ações se concentram em São Luís e Zé Doca, onde foram cumpridos vários mandados de buscas e apreensões.

Os crimes investigados são de violência sexual e produção de videos e fotos pornográficos com crianças divulgados na internet. Além do Maranhão, a operação está sendo realizada em outros 12 estados.

São 60 mandados de busca e apreensão, nos estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e no Distrito Federal. Cerca de 300 policiais federais participam da operação.

As penas desse tipo de crime podem chegar a seis anos de reclusão e multa. A Polícia Federal também investiga eventuais delitos conexos, relativos à prática de violência sexual contra crianças e à produção do material pornográfico ilícito, cujas penas podem chegar a 15 anos de reclusão.

A operação foi intitulada Atalaia em referência ao termo árabe que significa “torre de observação”.