“É só fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante..”, disse Bolsonaro sobre Meio Ambiente

 

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Presidente da República, Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro deu nesta sexta-feira (9), mais uma declaração no mínimo polêmica e infeliz. Questionado por um repórter sobre questões ambientais, em tom raivoso e autoritário peculiar:

“.. o pessoal tem de comer e o agronegócio é a parte da economia que está dando certo, temos que colaborar com esse setor”, destacou. “É só você deixar de comer menos um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também.”

Revista Veja revela que o Brasil esteve à beira de uma Convulsão Social, o ápice seria 10 de Abril

 

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Dias Toffoli: “O Supremo deve ter esse papel moderador, oferecer soluções em momentos de crise” (Cristiano Mariz/VEJA)

Matéria publicada nesta sexta-feira (9), pela revista Veja, revela que uma ação iniciada pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou um provável  impeachment  do presidente Jair Bolsonaro.

Na entrevista, Dias Toffoli, conta que costurou um acordo nos primeiros meses do ano com os presidentes da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Foram várias encontros e temas tratados, entre eles, um movimento pró-impeachment de Bolsonaro e julgamentos que poderiam resultar na libertação de Lula.

De acordo com o ministro Toffoli, estava em andamento um processo de convulsão social no país. Havia insatisfação de militares, classe política e de empresários, incomodados com a forma que o presidente Bolsonaro começou conduzir o país.

Veja aqui a entrevista com Dias Toffoli

Flávio Bolsonaro é escalado para defender Capitalização no Senado

 

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Paulo Guedes, ministro da Economia, e Flávio Bolsonaro, senador (PSL-RJ)

Sem sucesso na Câmara Federal, o sistema de Capitalização da Aposentadoria, principal proposta de Reforma da Previdência do governo Bolsonaro será defendida no Senado pelo filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

No governo Bolsonaro o maior defensor da Capitalização é Paulo Guedes, banqueiro e ministro da Economia.

O principal argumento de Paulo Guedes para a Capitalização é a expectativa de vida do brasileiro que aumentou. Ele defendeu a proposta na Câmara mas foi rejeitada até por aliados do governo Bolsonaro.

Polemico, no regime capitalização o cidadão é responsável pela própria aposentadoria, se guardou dinheiro terá aposentadoria; funciona como uma poupança. Os contrários a capitalização alegam que as pessoas não é bom, mas para bancos e instituições financeiras é uma maravilha.

Falta, agora, dar uma lição nesses nazistas

 

Por Leandro Fortes 

Entre julho de 1944 e janeiro de 1945, as tropas soviéticas que marchavam sobre a Polônia, em direção a Berlim, foram se deparando, aos poucos, com o horror dos campos de concentração montados pelos nazistas para exterminar judeus, ciganos, homossexuais, prisioneiros de guerra e opositores do regime. Belzec, Sobibor, Treblinka e, finalmente, Auschwitz.

Diante da devastadora investida do Exército Vermelho, os nazistas optaram por uma tática desesperada: remover os prisioneiros dos campos e enviá-los para o interior da Alemanha, de modo que morressem durante a marcha de remoção ou quando chegassem a seu destino, nas entranhas do III Reich, vítimas de inanição, doenças ou, simplesmente, exaustão.

Remover presos submetidos a maus tratos – ou mortos sob tortura – também foi um expediente das ditaduras militares implantadas pela CIA no continente americano, nos anos 1960 e 1970, de modo a negar a responsabilidade do Estado em atentados contra os direitos humanos. No Brasil, não foi diferente.

Enfim, fascistas gostam de ranger os dentes e destilar ódio, mas são extremamente covardes na hora de assumir responsabilidades sobre seus atos.

A tentativa de remoção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para uma penitenciária, em São Paulo, obedece a essa mesma lógica nazista, mas é ainda mais covarde, porque feita por juízes, servidores públicos que deveriam aplicar a lei, não manipulá-la. E, pior, em nome de uma estratégia vil, abjeta, mesquinha.

O fato é que a turma de Sérgio Moro dobrou a aposta sem as fichas necessárias, apavorada com a possibilidade cada vez mais palatável de o Supremo Tribunal Federal tornar nula a sentença de prisão contra Lula. Com a ajuda dos acólitos que mantém no Poder Judiciário, Moro ordenou a remoção de Lula para São Paulo, sob os gritinhos do bufante João Dória, na esperança de vê-lo morrer – do coração, de desgosto, de estoque ou de bala – antes de vê-lo ser solto, ao arrepio de sua obsessão e de seu desejo doentio pelo ex-presidente petista.

Por 10 x 1, o STF vetou a remoção de Lula.

Falta, agora, dar uma lição nesses nazistas.

Para Flávio Dino o ex-presidente Lula já era para está no semi-aberto

 

Dino e Lula
Foto: Reprodução

A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Judicial de Curitiba, no Paraná, determinou na manhã desta quarta-feira (7), a transferência de Lula para cumprir pena no Estado de São Paulo, a pedido da defesa do ex-presidente.

Para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que também é ex-juiz federal, o ex-presidente Lula já deveria está no regime semi-aberto.

“O ex-presidente Lula já tem direito ao regime semi-aberto há alguns meses. Aplicação literal do artigo 387, parágrafo 2º, do Código de Processo Penal. Não entendo as razões jurídicas para este óbvio direito lhe ser negado. A lei não é para todos?”, disse Flávio Dino no twitter.

Veja aqui a decisão da Juíza