Pesquisa Quaest apontam percentual de risco de a eleição de 2026 sofrer interferência estrangeira. A possibilidade é que 45% creditam na interferência, enquanto 48% não veem risco.
Quaest: 48% não acham possível interferência estrangeira nas eleições 2026. 45% acreditam ser possível. A pesquisa ouviu 2004.
"A interferência hoje pode ser de várias formas. E as redes sociais preocupam muito a campanha de Lula", analisa @Ana_Flor.
A interferência mais provável é em relação aos EUA de Donald Trump, 57% acreditam que a eventual interferência teria a direita como principal beneficiada. Apenas 22% mencionam a esquerda, 5% acham que ambos os lados seriam ajudados “da mesma forma” e 16% não sabem responder.
A campanha de Lula (PT) teme que os EUA coloquem em curso ações de interferência no processo. O Itamaraty chegou a recusar o pedido de visto de dois funcionários da diplomacia americana ligados ao trumpismo que queriam vir ao país.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro é BR-06773/2026.
O presidente Lula (PT) nesta quarta-feira, dia 5, chamou de “irresponsável” a decisão dos EUA de revogar o visto da embaixadora Maria Luzia Viotti no país. Lula disse ainda que o Brasil exige ser tratado com respeito.
Segundo o presidente, os Estados Unidos demoraram a indicar um embaixador para o Brasil e não poderiam impor o cronograma desejado para o recebimento do representante.
▶️ ATENÇÃO: Lula suspende recepção a embaixadores até depois da eleição em resposta aos EUA
Lula revelou que, após receber dez embaixadores de uma só vez no mês passado, decidiu não receber mais nenhum representante estrangeiro até depois da eleição, seja de qual país for. A… pic.twitter.com/dl3pJfg015
O PT lança campanha “O Brasil não se entrega”, no dia que o tarifaço imposto dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entrou em vigor. A iniciativa petista reúne imagens que associam a família Bolsonaro à medida do governo de Donald Trump, além de destacar que as sanções trarão prejuízos para empresários do país.
O partido aposta no discurso de proteção da soberania nacional e da economia brasileira na campanha do presidente Lula à reeleição.
“Queremos mostrar, de forma simples e direta, como a defesa da soberania está no dia a dia de cada um de nós. Na proteção aos empregos e à indústria, na defesa do PIX e das nossas riquezas estratégicas — como as terras raras e os recursos minerais que pertencem ao povo brasileiro”, afirma Éden Valadares, secretário nacional de comunicação do PT.
O presidente Lula (PT) disse nesta sexta-feira, dia 17, porque ainda não se pronunciou oficialmente sobre o tarifaço de 25% plicado ao Brasil pelos EUA. Questionado sobre a medida adotada pelo governo americano, Lula ressaltou que se posicionará após Donald Trump comentar a nova medida.
“Eu vou deixar para falar do tarifaço depois que o Trump falar. Enquanto ele não falar, eu não falarei. Nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo”. disse Lula.
"Ninguém ganha mentindo", diz Lula sobre tarifaço. O presidente também disse que só vai se manifestar sobre as novas taxas depois que Donald Trump falar também.
A pesquisa Quaest divulgada quinta-feira, dia 15, aponta que a maioria dos brasileiros atribui a responsabilidade pelas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros é do senador Flávio Bolsonaro (PL). O instituto questionou os entrevistados quem motivou a medida da gestão de Donald Trump: 51% citaram o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 30%, o presidente Lula (PT).
Pesquisa Quaest: 51% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro pediu as taxas e 30% acreditam que o senador solicitou que as tarifas não fossem impostas ao Brasil. Na pesquisa foram entrevistadas 2004 pessoas e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, antes de Washington ter decidido impor a tarifa de 25% aos produtos brasileiros, nesta quarta.
O presidente Lula reagiu disse nesta quinta-feira, dia 2, em tom de indignação que a família Bolsonaro, para retornar o poder continua apelando a qualquer coisa, inclusive ao entreguíssimo e “submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”.
A reação de Lula foi provocada pelo documento enviado pelo senador Flávio Bolsonaro ao governo dos EUA, em que afirma que a sobretaxa proposta sobre produtos brasileiros daria a Lula “exatamente a vitória política que ele vem buscando”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, dia 17, que conversou com o presidente Lula durante a cúpula do G7, e classificou o Brasil como um “país politicamente difícil”.
O presidente dos EUA também comentou as eleições no Brasil e confundiu Flávio Bolsonara, pré-candidato a presidente da república, com Eduardo Bolsonaro, condenado esta semana pelo STF.
Trump precisa entender que o Brasil não é quintal de ninguém. Lula deixou claro que o povo brasileiro decide sozinho o seu futuro. pic.twitter.com/WLcuCWQaKs
O Governo Lula criticou duramente a ação de “falsos patriotas envolvidos com o crime organizado” que pediram ao governo dos Estados Unidos que classificassem facções criminosas como terroristas internacionais e, assim, abrem caminho para intervenção estrangeira em nosso território.
Além de nota oficial que cita diretamente “integrantes da família Bolsonaro” como “traidores”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre o tema durante cerimônia em que celebrou a retomada da produção da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen). Lula disse que a intervenção estrangeira pode colocar em risco riquezas minerais e a soberania do Brasil.
AGORA: Lula diz que povo brasileiro é verdadeira vítima das facções e não o povo dos EUA. E cobra aprovação da PEC da Segurança para combater o crime organizado. “Armas importadas que são contrabandeadas para o Brasil vêm dos EUA. Tem candidato à presidente que vai pedir… pic.twitter.com/HYZCGGSdMF
O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.
O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.
É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.
O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.
Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.
Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.
A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança.