Queiroga testa positivo para Covid-19 e fica nos EUA

Após protagonizar um dos comportamentos mais toscos de uma autoridade brasileira em uma agenda oficial e internacional, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou nesta terça-feira, dia 21, que testou positivo para Covid-19.

O ministro vai ficar 14 dias nos EUA cumprindo quarentena. Ele participava da comitiva brasileira na reunião anual da ONU.

“Comunico a todos que hoje testei positivo para #Covid19. Ficarei em quarentena nos #EUA, seguindo todos os protocolos de segurança sanitária. Enquanto isso, o @minsaude seguirá firme nas ações de enfrentamento à pandemia no Brasil. Vamos vencer esse vírus”, disse Marcelo Queiroga no twitter.

Queiroga descobriu o resultado positivo ao fazer o teste para o retorno ao Brasil. Ele disse que foi informado pelo presidente Bolsonaro.

‘.. fiquei feliz com a nova posição do governo dos EUA..’, Dino sobre quebra de patentes

O governo dos EUA decidiu apoiar nesta quarta-feira, dia 5, a ideia de suspender patentes de vacinas e juntar aos países emergentes na OMC (Organização Mundial de Comércio).

A decisão do governo Biden está sendo considerada histórica. O Brasil que já foi a favor da medida, mas desde o ano passado passou ser contra, se alinhando ao então governo de Donald Trump.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), lembrou nas redes sociais que mês passado numa reunião virtual dos governadores com a Secretária Geral Adjunta da ONU, defendeu a suspensão temporária das patentes de vacinas.

“Haveremos de recuperar nosso protagonismo global”, lamenta Flávio Dino

O governador Flávio Dino (PCdoB), lamentou nesta quinta-feira, dia 22, a situação do Brasil aos olhos do mundo, após o discurso de Bolsonaro durante abertura da Cúpula do Clima hoje que está discutindo metas em defesa do meio ambiente.

De acordo com Flávio Dino, além da fala do presidente ficar no ‘final da fila foi ‘excessivamente genérica’.

“O presidente brasileiro ficou no fim da fila dos líderes a discursar. E o presidente dos Estados Unidos não ficou para ouvir. Ou seja, a esdrúxula diplomacia do Brasil como “pária mundial” foi bem-sucedida. Lamento muito. Haveremos de recuperar o nosso protagonismo global (..) Além de excessivamente genérico, o discurso de Bolsonaro tem um grave problema: é incoerente com a realidade. Faltam ações que deem amparo às palavras. Basta ver a situação absurda do Fundo Amazônia, paralisado desde 2019”, disse Dino twitter.

Governador de Nova York anuncia caso da variante P1 da Covid-19

Do G1

Nova York registra primeiro caso da variante P1, da Covid-19, identificada inicialmente no Brasil. O foi feito pelo governador, Andrew Cuomo.

O paciente tem 90 anos e mora no Brooklyn e não tem histórico de viagens recentes.

O diagnóstico foi feito no hospital local e ainda não se sabe como a pessoa contraiu o vírus. A identidade do paciente é mantida em sigilo pelo governo

Em janeiro, no estado de Minnesota, foi registrado outro caso em um paciente que esteve no Brasil recentemente.

Hoje, 48 casos estão em análise nos Estados Unidos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Diante do caso em Nova York, o governador, ressalta a importância em se manter as medidas de segurança.

Senador Rodrigo Pacheco também faz apelo aos EUA por vacina

Nesta sexta-feira, dia 19, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), informou que em carta endereçada a Kamala Harris, vice-presidente dos EUA, fez um apelo para obter vacinas para o Brasil.

“Solicitei, nesta sexta-feira, aos Estados Unidos, por meio de ofício enviado à vice-presidente Kamala Harris, pedido de socorro ao Brasil nas ações de combate à pandemia da Covid-19 (..) No ofício, pedi que fosse considerada, pelas autoridades norte-americanas, a eventual concessão de autorização especial que permita a aquisição, pelo governo brasileiro, de doses de vacina estocadas nos Estados Unidos e ainda sem a previsão de serem utilizadas localmente (..) Esse compartilhamento de estoques, caso autorizado, daria impulso decisivo ao esforço de imunização dos 210 milhões de brasileiros”, destacou Rodrigo Pacheco no twitter.

Nesta semana, o ex-presidente Lula, em entrevista à CNN norte-americana, pediu ao presidente, Joe Biden, que reúna o G-20 para distribuírem o excedente das vacinas, também sejam enviadas ao Brasil.

Na ausência de governo e coordenação no enfrentamento à pandemia no Brasil, autoridades e lideranças políticas tenta preencher a lacuna.

Dino pede ao embaixador dos EUA intermediação junto as vacinas Pfizer e Janssen

Durante reunião virtual sexta-feira, dia 5, do Consórcio da Amazônia Legal com o embaixador Todd Chapman dos EUA, o governador Flávio Dino solicitou que sinalize aos laboratórios Pfizer e Janssen que os estados da Amazônia Brasileira possuem interesse em adquirir diretamente vacinas contra a Covid-19.

“.. se for possível sinalizar a fornecedores que nós desejamos comprar vacinas. Todos os nove estados têm endereçado essa demanda aos grandes fabricantes e com avanço do plano de vacinação dos Estados Unidos, queremos crer que talvez seja possível esse esforço de diplomacia. Nós temos os recursos disponíveis em cada um dos estados (..) Não temos intenção de concorrer com o PNI, queremos complementar o PNI, porque consideramos que em um país continental como o nosso, com 210 milhões de pessoas, 25 milhões só na Amazônia Legal, temos uma necessidade muito elevada”, afirmou o governador Flávio Dino, presidente do Consórcio da Amazônia Legal. 

O embaixador dos EUA informou que acompanha a situação e está à disposição dos estados para auxiliar diplomaticamente na situação

“Estamos completamente abertos para poder oferecer vacinas do mundo, com a tecnologia mais moderna que existe. Queremos trabalhar com vocês, queremos cumprir com as normais legais do país, e vocês terão todo acesso a essas empresas. Entendo completamente que essa é a prioridade número um para um governador agora, a saúde da sua gente”, respondeu Todd Chapman. 

Flávio Dino agradece EUA pelo Hospital de Campanha em Bacabal

O governador Flávio Dino, agradeceu nesta terça-feira, dia 9, o embaixador norte-americano e o secretário pela aquisição e instalação do Hospital de Campanha em Bacabal, para atendimento de pacientes de Covid-19, a partir da próxima semana. Ele agradeceu ao secretário, Simplício Araújo, Industria e Comércio do Estado, pela coordenação para aquisição do hospital.

“Agradeço ao Sr. Embaixador dos Estados Unidos @USAmbBR pela doação de Hospital de Campanha ao Maranhão, montado em Bacabal. Funcionará na próxima semana para casos de coronavírus. Também agradeço ao secretário @SimplicioAraujo que coordena esse processo”, destacou Dino.

A Carta de Jair Bolsonaro a Joe Biden, novo presidente dos EUA

Senhor Presidente,

Tenho a honra de cumprimentar Vossa Excelência neste dia de sua posse como 46º Presidente dos Estados Unidos da América.

O Brasil e os EUA são as duas maiores democracias do mundo ocidental. Nossos povos ~estão unidos por estreitos laços de fraternidade e pelo firme apreço às liberdades fundamentais, ao estado de direito e à busca de prosperidade através da liberdade.

Pessoalmente, também sou de longa data grande admirador dos Estados Unidos e, desde que assumi a Presidência, passei a corrigir os equivocos de governosn brasileiros anteriores, que afastaram o Brasil dos EUA, contrariando o sentimento de nossa população e os nossos interesses comuns.

Assim, inspirados nesses valores compartilhados, e sob o signo da confiança, nossos países têm construído uma ampla e profunda parceria.

No campo econômico, o Brasil, assim como os empresários de nossos dois países, tem interesse em um abrangente acordo de livre comércio, que gere mais empregos e investimentos e aumente a competitividade global de nossas empresas. Já temos como base os recentes protocolos de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e combate à corrupção, que certamente contribuirão para a recuperação de nossas economias no contexto pós-pandemia. A esses acordos se somam recente Memorando entre o Ministério da Economia do Brasil e o Eximbank, para estimular os financiamentos de projetos, e nosso Acordo de Cooperação para o Financiamento de projetos de Infraestrutura.

Na área de ciência e tecnologia, o potencial de cooperação é enorme, como ficou ilustrado pelo ambicioso plano de trabalho desenvolvido por nossa Comissão Mista e pela conclusão do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, que permitirá lançamentos espaciais a partir da base de Alcântara, no Brasil. O mesmo se aplica à área de defesa, com a conclusão de nosso Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação.

Nas organizações econômicas internacionais, o Brasil está pronto para continuar cooperando com os EUA para a reforma da governança internacional. Isso se aplica, por exemplo, à OMC, onde queremos destravar as negociações e evitar as distorções de economias que não seguem as regras de mercado. Na OCDE, com o apoio dos EUA, o Brasil espera poder dar contribuição mais efetiva e aumentar a representatividade da organização. Nosso processo de acessão terá, também, impacto fundamental para as reformas econômicas e sociais em curso em nosso país.

Estamos prontos, ademais, a continuar nossa parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente, em especial a Amazônia, com base em nosso Diálogo Ambiental, recém-inaugurado. Noto, a propósito, que o Brasil demonstrou seu compromisso com o Acordo de Paris com a apresentação de suas novas metas nacionais.

Para o êxito no combate à mudança do clima, será fundamental aprofundar o diálogo na área energética. O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e, junto com os EUA, é um dos maiores produtores de biocombustíveis. Tendo sido escolhido país líder para o diálogo de alto nível da ONU sobre Transição Energética, o Brasil está pronto para aumentar a cooperação na temática das energias limpas.

Brasil e Estados Unidos coincidem na defesa da democracia e da segurança em nosso hemisfério, atuando juntos contra ameaças que ponham em risco conquistas democráticas em nossa região. Adicionalmente, temos cooperado para impedir a expansão das redes criminosas e do terrorismo, que tantos males causam a nossos países da América Latina e do Caribe.

Necessitamos também continuar lado a lado enfrentando as graves ameaças com que hoje se deparam a democracia e a liberdade em todo o mundo e que se tornam mais prementes no mundo pós-Covid: o crime organizado transnacional; as distorções ao comércio mundial e ao fluxo de investimentos oriundas de práticas alheias ao livre mercado; e a instrumentalização de organismos internacionais por uma agenda também contrária à democracia.

Entendo que interessa aos nossos países contribuir para uma ordem internacional centrada na democracia e na liberdade, que defenda os direitos e liberdades fundamentais de todos e, muito especialmente, de nossos cidadãos. E estamos dispostos a trabalhar juntos para que esses valores fundamentais estejam no centro das atenções, seja bilateralmente, seja nos foros internacionais.

É minha convicção que, juntos, temos todas as condições para seguir aprofundando nossos vínculos e agenda de trabalho, em favor da prosperidade e do bem-estar de nossas ações.

O Brasil alcançou sua Independência em 1822, e os EUA foram o primeiro país a nos reconhecer. Em 1824, foram estabelecidas nossas relações diplomáticas. São dois marcos históricos cujo bicentenário, em futuro próximo, os brasileiros queremos celebrar com nossos amigos americanos.

Ao desejar a Vossa Excelência pleno êxito no exercício de seu mandato, peço que aceite, Senhor Presidente, os votos de minha mais alta estima e consideração.

JAIR BOLSONARO

Biden assume defendendo a Democracia, que o antecessor tentou destruir

O novo presidente dos EUA, Joe Biden, 76 anos, que tomou posse nesta quarta-feira, dia 20, assumiu defendendo a Democracia e União no seu país e no mundo.

“Aprendemos de novo que a democracia é preciosa. A democracia é frágil. E nesta hora, meus amigos: a democracia prevaleceu! Este é o dia da América … Hoje celebramos o triunfo não de um candidato, mas de uma causa – a causa da democracia”, destacou Joe Biden.

Trump deixa Casa Branca e entra na lista dos não reeleitos nos EUA

O ex-presidente, Donald Trump, a partir desta quarta-feira, dia 20, passou fazer parte do grupo de ex-presidentes dos EUA.

Ele também entra na lista dos que não conseguiram se reeleger, na história do país.

John Adams (1797 a 1801), John Quincy Adams (1825 a 1829), Martin Van Buren (1837 a 1841), Grover Cleveland (1885 a 1889), Benjamin Harrison (1889 a 1893), Herbert Hoover (1929 a 1933), Gerald Ford (1974 a 1977), Jimmy Carter (1977 a 1981), George H. W. Bush (1989 a 1993).