A pesquisa Quaest divulgada quinta-feira, dia 15, aponta que a maioria dos brasileiros atribui a responsabilidade pelas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros é do senador Flávio Bolsonaro (PL). O instituto questionou os entrevistados quem motivou a medida da gestão de Donald Trump: 51% citaram o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 30%, o presidente Lula (PT).
Pesquisa Quaest: 51% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro pediu as taxas e 30% acreditam que o senador solicitou que as tarifas não fossem impostas ao Brasil. Na pesquisa foram entrevistadas 2004 pessoas e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, antes de Washington ter decidido impor a tarifa de 25% aos produtos brasileiros, nesta quarta.
O presidente Lula reagiu disse nesta quinta-feira, dia 2, em tom de indignação que a família Bolsonaro, para retornar o poder continua apelando a qualquer coisa, inclusive ao entreguíssimo e “submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”.
A reação de Lula foi provocada pelo documento enviado pelo senador Flávio Bolsonaro ao governo dos EUA, em que afirma que a sobretaxa proposta sobre produtos brasileiros daria a Lula “exatamente a vitória política que ele vem buscando”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, dia 17, que conversou com o presidente Lula durante a cúpula do G7, e classificou o Brasil como um “país politicamente difícil”.
O presidente dos EUA também comentou as eleições no Brasil e confundiu Flávio Bolsonara, pré-candidato a presidente da república, com Eduardo Bolsonaro, condenado esta semana pelo STF.
Trump precisa entender que o Brasil não é quintal de ninguém. Lula deixou claro que o povo brasileiro decide sozinho o seu futuro. pic.twitter.com/WLcuCWQaKs
O Governo Lula criticou duramente a ação de “falsos patriotas envolvidos com o crime organizado” que pediram ao governo dos Estados Unidos que classificassem facções criminosas como terroristas internacionais e, assim, abrem caminho para intervenção estrangeira em nosso território.
Além de nota oficial que cita diretamente “integrantes da família Bolsonaro” como “traidores”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre o tema durante cerimônia em que celebrou a retomada da produção da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen). Lula disse que a intervenção estrangeira pode colocar em risco riquezas minerais e a soberania do Brasil.
AGORA: Lula diz que povo brasileiro é verdadeira vítima das facções e não o povo dos EUA. E cobra aprovação da PEC da Segurança para combater o crime organizado. “Armas importadas que são contrabandeadas para o Brasil vêm dos EUA. Tem candidato à presidente que vai pedir… pic.twitter.com/HYZCGGSdMF
O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.
O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.
É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.
O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.
Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.
Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.
A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança.
O Palácio do Planalto monitorou praticamente em tempo real, num grupo de pesquisa qualitativa, a reação de diversos setores da sociedade à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas.
Ele tende a surpreender os que, talvez de maneira apressada, tenham celebrado a medida como de impacto amplamente positivo sobre a população brasileira.
Os resultados da investigação sobre a decisão do governo Donald Trump surpreendem porque mostram que, de modo geral, o grupo pesquisado entende a complexidade do assunto e os riscos envolvidos na ofensiva americana.
Não há quem não condene a atuação das duas organizações, o CV e o PCC. Ambas são vistas como perigosas e danosas ao país. Há quem reconheça que determinadas ações de ambos guardam semelhanças com o modus operandi de grupos.
O grupo de pesquisas —que para ser útil não pode contar somente com pessoas que apoiem o governo Lula— concentrou observações preocupadas com a preservação do patrimônio nacional e ainda manifestou desconfiança das verdadeiras intenções do presidente Donald Trump.
O encontro dos presidentes dos EUA, Donald Trump, Lula aconteceu na Casa Branca, as duas autoridades saíram da reunião comemorando. Quem esperava uma humilhação internacional a Lula, deve estar completamente frustrado.
Saio de Washington com a ideia de que demos um passo importante na consolidação da relação democrática histórica que o Brasil tem com os Estados Unidos. Foi uma reunião muito importante com o presidente Donald Trump. O Brasil está preparado para discutir qualquer assunto com… pic.twitter.com/CKEjhm5RTQ
O presidente Lula se manifestou nas redes sociais neste domingo, dia 26, em solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e aos participantes do jantar com correspondentes em Washington, após tiros serem disparados ontem sábado, dia 25, no local.
Lula presta solidariedade a Trump após ataque em jantar com correspondentes da Casa Branca.
O episódio ocorreu durante um jantar que reuniu jornalistas, autoridades e convidados em um hotel na capital americana. Um homem foi detido após efetuar disparos nas imediações do local. Ninguém ficou ferido.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, retirou as credenciais diplomáticas de um servidor dos Estados Unidos que atua no Brasil, junto à Polícia Federal. A informação foi revelada nesta segunda-feira, dia 22, à GloboNews.
“Retirei credenciais hoje do servidor dos EUA que aqui estava”, diz o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues em entrevista ao #Estúdioi. A medida foi adotada pela PF em resposta à decisão das autoridades norte-americanas de cancelar a credencial de um delegado… pic.twitter.com/eCXbqQdfqJ
A medida ocorre após o presidente Lula falar em reciprocidade caso seja constatado abuso do governo Trump em retirar dos EUA o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que participou da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ).
Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues diz que o ex-deputado Alexandre Ramagem foi abordado nos EUA após uma infração de trânsito. Por causa disso, foi solicitada a documentação dele e, então, identificado que o visto estava cancelado "pelo próprio ICE".
Em setembro de 2025, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil, pela fronteira com a Guiana, enquanto era julgado pelo STF por envolvimento na trama golpista do 8 de janeiro. Em seguida conseguiu chegar aos EUA. Ele está condenado à 16 anos de prisão no Brasil.