“vamos fazer a reciprocidade” Lula volta peitar Donald Trump

O presidente Lula foi questionado na manhã desta terça-feira, dia 21, em relação ao imbróglio da prisão do bolsonarista e ex-deputado Ramagen. Lula, que está em agenda na Europa, disse que pode adotar a reciprocidade após os Estados Unidos pedirem a saída de um delegado da Polícia Federal do país. Ele ressaltou que não sabe o que aconteceu no caso do delegado.

“Fui informado hoje de manhã, acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil (…) Essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas pessoas americanas querem ter com relação ao Brasil”, destaca Lula.

O Itamaraty informou aguardam esclarecimentos das autoridades americanas. O delegado trabalha em conjunto com as autoridades americanas em Miami. O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que o delegado está há mais de dois anos nos EUA realizando a atividade.

PF diz que prisão de Ramagem é resultado de cooperação com EUA

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso nessa segunda-feira, dia 13, pelo ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos. O ex-parlamentar está em situação irregular nos EUA e por isso foi detido.

Em nota, a Polícia Federal informou que a prisão é resultado de cooperação com autoridades dos Estados Unidos. Ramagem foi preso em Orlando, na Flórida. No site oficial do ICE consta que ele está sob a custódia do órgão.

A Polícia Federal informa que um brasileiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal foi preso, nesta segunda-feira (13/4), em Orlando/ Flórida, pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) dos Estados Unidos da América (EUA).

A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e as autoridades policiais dos EUA.

O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, de golpe de Estado e de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito.

Brasil e Estados Unidos juntos contra o crime organizado

Do JN

O Brasil e os Estados Unidos fecharam um acordo de combate ao crime organizado.

A parceria vai permitir a troca de informações da Receita Federal com a Agência de Fronteiras dos Estados Unidos sobre cargas enviadas de navio ou avião, tudo em tempo real. No Brasil, a informação vai permitir que, antes mesmo da chegada dos contêineres, a Receita tenha como identificar produtos ilegais e acionar a Polícia Federal para apreender as cargas.

Os dados de inteligência da Agência de Fronteiras dos Estados Unidos serão conectados ao programa brasileiro Desarma, que reúne informações estratégicas das apreensões de armas, como tipo de material, origem declarada, logística da carga e eventuais identificadores ou números de série.

A parceria também vai ajudar no combate ao tráfico de drogas. De acordo com o governo, nos três primeiros meses de 2026 foram apreendidas no Aeroporto de Guarulhos 1,5 tonelada de drogas, principalmente sintéticas.

EUA ataca Venezuela e captura Maduro; América do Sul em alerta

Os Estados Unidos atacaram Caracas, capital da Venezuela, e outros três estados, na madrugada deste sábado, dia 3, o próprio presidente americano, Donald Trump, confirmou nas redes sociais o ataque. Ele também destaca que Maduro e sua esposa foram capturados.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos EUA. Mais detalhes em breve”, disse Trump.

A Venezuela está em “estado de emergência”.

Pela Constituição venezuelana, em caso de queda de Maduro o poder passaria para Delcy Rodríguez, responsável pela política econômica. Mas, dada as circunstâncias, não está claro quem acabaria no comando. Os Estados Unidos não reconhecem Maduro como presidente legítimo, e a oposição venezuelana afirma que o presidente de direito é o político exilado Edmundo Gonzales Urrutia.

A pá de cal no bolsonarismo: Xandão sai das sanções da Lei Magnitsky

Alvo de sanções da Lei Magnitsky aplicada pelo governo dos EUA, o ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa saíram nesta sexta-feira, dia 12, da lista da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA, do Tesouro dos Estados Unidos.

A medida era uma espécie de ‘tábua de salvação’ para manter a campanha bolsonarista contra o atual governo brasileiro e o STF.

Lula e Trump se encontrarão no domingo, dia 26, na Malásia

Às vésperas do possível encontro bilateral entre Lula e Trump, na Malásia, em paralelo à Cúpula Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean)no próximo domingo, dia 26, aliados de Bolsonaro ainda tentam novas sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Aliados de Eduardo Bolsonaro confirmaram que o parlamentar pleiteou nas últimas reuniões com a administração Trump a adoção de novas ações contra magistrados.

A prioridade seriam os demais integrantes da Primeira Turma do STF, que decidiu pela condenação de Bolsonaro, a exceção, claro, de Luís Fux, único a se posicionar pela absolvição do ex-presidente.

“O Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas”, Lula na ONU

O presidente Lula (PT) abriu a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) hoje com fortes críticas às sanções dos Estados Unidos e ao que chamou de extrema-direita internacional.

“Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado democrático de Direito. Foi investigado, indiciado e julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam às suas vítimas”, Lula, na ONU, sobre a condenação de Bolsonaro

Hugo Mota abre caminho para cassação de Eduardo Bolsonaro

O presidente da Câmara Federal, Hugo Mota (Republicanos), rejeitou nesta terça-feira, dia 23, a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para liderança da Minoria. A nomeação é considerada incompatível porque o parlamentar encontra-se nos EUA desde fevereiro.

Eduardo Bolsonaro chegou a solicitar licença em março, mas o prazo máximo permitido para esse tipo de ausência terminou em julho.

Só há possibilidade de registro remoto para parlamentares em missão oficial autorizada pela Câmara. Pelo Regimento da Casa, esse tipo de atividade exige autorização formal, comunicação oficial e caráter temporário.

No caso de Eduardo Bolsonaro, não houve comunicação prévia à Presidência da Câmara. Ainda segundo o documento, essa omissão impede que a ausência seja enquadrada como exceção regimental.

A indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para liderança da minoria tinha como objetivo a não computação das faltas de líderes partidários. O parlamentar não pode ter mais de um 1/3 de ausências não justificadas em sessões deliberativas. No começo do mês, Eduardo acumulava mais da metade deste limite: 18 faltas em 32 sessões. O filho do ex-presidente Bolsonaro está a mais de 120 dias nos EUA.