“Operação Tabajara” e “ridícula”, Ministro do STF sobre tentativa de grampeá-lo

Do UOL

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, confirmou nesta sexta-feira, dia 3, que senador Marcos do Val (Podemos-ES) o procurou para falar sobre um suposto plano golpista arquitetado por Daniel Silveira e Jair Bolsonaro contra ele.

“..A ideia genial foi colocar escuta no senador, que não tem nenhuma intimidade comigo, pudesse me gravar e, pudesse solicitar a minha retirada da presidência dos inquéritos..”, disse Alexandre de Moraes.

O ministro classificou a ofensiva de “Operação Tabajara”, “ridícula” e “ideia genial” de o grampear.

STF manda PF ouvir Marcos Duval sobre denuncia de golpe

O ministro Alexandre de Moraes do STF determinou nesta quinta-feira, dia 22, a Polícia Federal que acolha o depoimento do senador Marcos do Val (Podemos-ES), sobre a proposta golpista que o senador denunciou ter recebido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-deputado Daniel Silveira.

“Conforme amplamente noticiado, o Senador MARCOS DO VAL divulgou em suas redes sociais ter recebido proposta com objetivo de ruptura do Estado Democrático de Direito, circunstância que deve ser esclarecida no contexto mais amplo desta investigação, notadamente no que diz respeito a eventual intenção golpista, o que pode caracterizar os crimes previstos nos arts. 359-M (golpe de Estado) e 359-L (abolição violenta do Estado Democrático de Direito) do Código Penal. Diante das informações prestadas e da necessidade de maiores esclarecimentos, DEFIRO o requerimento e DETERMINO à Polícia Federal que proceda à oitiva do Senador MARCOS DO VAL, no prazo máximo de 5 (cinco) dias.”, diz despacho do ministro Alexandre de Moraes.

Cartão Corporativo: entre os itens estão picanha, Caviar, Rivotril e Camarão

Do UOL

O cartão corporativo do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi usado para comprar carnes como picanha, caviar, filé mignon e camarão. Também se repetem gastos com leite condensado e nutella.

As notas fiscais foram publicadas hoje pela agência de dados “Fiquem Sabendo”, especializada na LAI (Lei de Acesso à Informação). Foram escaneadas cerca de 2,6 mil páginas até agora, o que representa 20% do total.

A compra de picanha aparece em pelo menos 14 notas fiscais.

O cartão corporativo da Presidência também foi usado para compras medicamentos, como o Rivotril, usado para o tratamento de depressão e ansiedade, e o antidepressivo Lexapro.

Apenas entre 2019 e 2022, o ex-presidente gastou R$ 27,6 milhões.

Entre os destaques, estão os gastos com hospedagem, a maior fatia do que foi comprado com o cartão.

No total, foram R$ 13,7 milhões com hotéis Somente no Ferraretto Hotel, no Guarujá, cidade do litoral paulista, foi pago R$ 1,4 milhão.

Na alimentação, outra parcela significativa nos gastos gerais do cartão — R$ 10,2 milhões —, se destacam:

Os R$ 8.600 gastos em sorveterias Cerca de R$ 408 mil em peixarias

Em padarias, Bolsonaro gastou R$ 581 mil ao longo do mandato.

“Meu CPF é um, o dele é outro”, Lira sobre Bolsonaro e atos golpistas

O deputado federal, Arthur Lira (PP), presidente da Câmara Federal, nesta segunda-feira, dia 16, ao ser questionado sobre a inclusão do ex-presidente Bolsonaro no inquérito dos atos golpistas nas sedes dos Três Poderes, disse que “cada um responde pelo que faz”.

O meu CPF é um. O do [ex-] presidente é outro. Nossa fala não muda: Todos que praticaram e contribuíram para esses atos de vandalismo devem ser severamente punidos.”, cravou Arthur Lira.

“Não sou profeta. Tampouco ‘engenheiro de obra pronta’..”, Dino sobre ato golpista

O ministro Flávio Dino, Justiça e Segurança Pública, reagiu neste sábado, dia 14, ao que classificou de ‘desvario’ a tentativa culpá-lo pelo que aconteceu no domingo, dia 8, em Brasília, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro promoveram a destruição nas sedes dos três Poderes da República, em ato considerado golpista.

“A direita golpista insiste no desvario que eu poderia ter evitado os eventos do dia 8. Esclareço, mais uma vez, que o Ministério da Justiça não comanda policiamento ostensivo nem segurança institucional. A não ser em caso de intervenção federal, que ocorreu na tarde do dia 8 (…) ‘Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública…’ Está no artigo 144, parágrafo 5º, da Constituição. Polícia Federal é polícia judiciária e não tem atribuição de segurança institucional dos prédios dos 3 Poderes (…) Fico pensando se eu tivesse proposto intervenção federal ANTES dos eventos do dia 8. O que diriam: “ditadura bolivariana, Coreia do Norte, Cuba, etc etc”. Propus intervenção federal com base real, não com base em presunções. Não sou profeta. Tampouco “engenheiro de obra pronta”..”, destacou Flávio Dino.

Anderson Torres diz que não é dele ‘minuta’ de ‘Estado de Defesa’

O delegado da Polícia Federal, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, disse nesta quinta-feira, dia 12, que não é dele a ‘minuta’ de um documento, que poderia ser usado para instaurar Estado de Defesa junto ao TSE, encontrado pela Polícia Federal na sua residência.

No cargo de Ministro da Justiça, nos deparamos com audiências, sugestões e propostas dos mais diversos tipos. Cabe a quem ocupa tal posição, o discernimento de entender o que efetivamente contribui para o Brasil (…) Havia em minha casa uma pilha de documentos para descarte, onde muito provavelmente o material descrito na reportagem foi encontrado. Tudo seria levado para ser triturado oportunamente no MJSP. O citado documento foi apanhado quando eu não estava lá (…) e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim. Fomos o primeiro ministério a entregar os relatórios de gestão para a transição. Respeito a democracia brasileira. Tenho minha consciência tranquila quanto à minha atuação como Ministro.”, disse Anderson Torres.

Anderson Torres assumiu a Secretaria de Segurança de Brasília após o fim do governo Bolsonaro. Ele está com decretação de prisão em aberto por causa dos atos terroristas ocorridos no último domingo, dia 8. Ele continua nos EUA desde quando bolsonaristas radicais invadiram e destruíram a sede dos três poderes da república.

Lula posta vídeo da música “Tá na hora do Jair, já ir embora”

O perfil do presidente eleito Lula (PT) no twitter, publicou nesta sexta-feira, dia 30, o vídeo do jingle “Tá na hora do Jair, já ir embora”, o mais ou um dos mais utilizados durante a campanha do petista contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que após live realizada hoje, pegou um avião e partiu para os EUA.

A postagem rapidamente atingiu milhares de curtidas e continua recebendo.

Como já esperado Bolsonaro não passará a faixa presidencial para Lula, no dia 1º de janeiro de 2023. O vice-presidente Hamilton Mourão passa ser o presidente da república até às 00:00hs do dia 31, quando deixa o cargo para assumir sua cadeira no Senado Federal. O PT está preparando uma surpresa na posse no ato de passagem da faixa.

Imagens e vídeos de apoiadores de Bolsonaro nos acampamentos nas proximidades de quarteis do Exercito foi de desolação e frustração, como postou a ex-bolsonarista Joice Hasselmann.

O agenda de atos de Jair Bolsonaro como presidente hoje começou com a publicação no Diário Oficial da liberação de uma equipe de segurança para acompanha-lo nos Estados Unidos. Em seguida, Bolsonaro fez uma live onde criticou atos terroristas e chorou. Às 14h02, o avião conduzindo Bolsonaro para os EUA decolou.

Silvanei Vasques é exonerado da direção-geral da PRF

Do Conjur

O presidente Jair Bolsonaro (PL), exonerou o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques. Ele é investigado pela Polícia Federal pelas ações realizadas nas eleições, quando policiais rodoviários federais pararam veículos de eleitores, mesmo com as operações proibidas pelo TSE.

A exoneração está no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (20/12), a 11 dias do fim do governo Bolsonaro.

Senador sugere a Lula uma ‘ação de despejo’ contra Bolsonaro

O senador Otton Alencar (PSD-BA), sugeriu nas redes sociais nesta quinta-feira, dia 15, ao presidente eleito Lula que acione na Justiça o presidente Jair Bolsonaro (PL), para que desocupe o Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência.

Para o senador, apesar de Jair Bolsonaro continuar presidente até dia 31 de dezembro, já era para ter deixado o Palácio da Alvorada, como vem acontecendo a liberação do local ainda na primeira quinzena do mês.

“Não há ‘anistia mágica’ para ninguém, inclusive Bolsonaro”, diz Flávio Dino

O futuro ministro da Justiça Flávio Dino (PSB-MA) disse nesta segunda-feira, dia 12, durante entrevista ao UOL News que, a partir do dia 1º de janeiro de 2023, não serão concedidas anistias pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que todas as investigações em curso no país serão mantidas.

Dino afirmou que isso inclui também o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).

“Os crimes já cometidos, cometidos portanto antes de 1º de janeiro, mas que não estarão prescritos e por não estarem prescritos não há no mundo cósmico e nem no mundo jurídico uma espécie de anistia mágica no dia do Réveillon, isso não existe (…) Crimes que estejam ainda objeto ou suscetíveis de apuração serão apurados, seja de quem for, inclusive do então ex-presidente da República ou de ex-ministros, ex-parlamentares ou de cidadãos e cidadãs que infelizmente foram levados a desatinos (…) Espero que o espírito cristão e natalino chegue no coração dessas famílias e eles convidem seus familiares a retornarem a seus lugares, nos seus locais de trabalho e ajudando o país. Depois eles voltam às ruas quando entenderem necessário mas sem espírito golpista, e aí quem continuar no espírito golpista é claro que sendo crime político, a Polícia Federal vai tomar as providências que a lei manda”, destacou Flávio Dino.