Crise no Planato: “Não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado”

 

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Gustavo Bebiano, Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro/Foto: Exame

Em conversas com interlocutores, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, tem demonstrado forte mágoa com todo o episódio de fritura a que está sendo submetido pelo presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o vereador Carlos Bolsora.

“Não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado. É preciso ter um mínimo de consideração com quem esteve ao lado dele o tempo todo”, desabafou Bebiano em uma conversa com interlocutores.

Segundo esses relatos, Bebianno está impressionado com o fato de o presidente dar muito apoio aos argumentos do filho nesse episódio, e deixá-lo de lado no caso.

“Não vou sair escorraçado pela porta dos fundos”, relatou o ministro a colegas, em uma demonstração de que, se Bolsonaro quiser demiti-lo, terá que assumir o desgaste público de ter que mandar o auxiliar embora com pouco mais de um mês de governo.

Segundo ele, se Bolsonaro quisesse tirá-lo do cargo, deveria ter construído uma saída elegante, sem o desgaste na mídia. Ele ressaltou que não pretende pedir demissão.

A esses interlocutores, Bebianno disse que manteve sim contato com o presidente durante o período de internação de Bolsonaro, e que isso está registrado não só nas mensagens enviadas em seu celular, mas também nas mensagens recebidas por ele.

Ele também demonstra surpresa por ter tratamento diferenciado quando caso semelhante foi registrado em Minas Gerais, envolvendo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Gustavo Bebianno foi um dos coordenadores da campanha eleitoral do presidente. Elepresidiu o PSL, partido de Bolsonaro, no ano passado e durante toda a campanha. Deixou o posto depois de ter sido nomeado ministro da Secretaria de Governo.

No último domingo, reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” informou que Bebiano liberou R$ 400 mil do fundo partidário, para uma candidata “laranja” de Pernambuco, que concorreu a uma vaga de deputada federal e recebeu 274 votos. A “Folha” também noticiou caso semelhante envolvendo o ministro do Turismo.

O ministro também ressalta a interlocutores que o PSL nacional não cuida de candidaturas estaduais, mas que mesmo assim acha estranho a hipótese de o atual presidente da sigla, Luciano Bivar, ter feito algo de irregular.

Lembrou para um colega que quando assumiu o partido, no início do ano passado, havia acúmulo de verbas do fundo partidário, no caixa do PSL Mulher e na convenção do partido e que, por isso, acha improvável que Bivar quisesse desviar dinheiro do partido. Ele alega ainda que Bivar tem boa condição financeira.

Informações G1

Renan lembra Tancredo ao desejar sucesso na cirurgia de Bolsonaro

 

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Senador Renan Calheiros(MDB-AL)/Foto: Reprodução

A cirurgia para retirada da bolsa de colostomia no presidente Bolsonaro que está sendo realizada nesta segunda-feira(28), no Hospital Albert Eistein, em São Paulo, com previsão de duração de 3 horas, já está rendendo nos meios políticos.

renanEm política qualquer coisa serve para usar, dependendo do interesse, e questões de saúde tem se tornado excelente para recuar ou avançar politicamente no Brasil.

Nesse contexto, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que pretende retornar à presidência do Senado, mesmo negando, aproveitou o domingo e através do twitter desejou sucesso ao presidente Bolsonaro, lembrando o ocorrido com Tancredo Neve em 1985.

Flávio Dino cobra Bolsonaro postura de Presidente da República

 

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Governador Flávio Dino e o Presidente Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução

O governador do Maranhão, Flávio Dino, assim como milhares de brasileiros, se posicionou sobre a decisão do deputado federal Jean Wyllys, que desistiu do mandato e resolveu deixar o Brasil, por medo de morrer.

Flávio Dino usou sua conta no twitter para sugerir ao presidente Jair Bolsonaro,  postura básica de respeito e defesa da democracia brasileira, em razão da posição e cargo que exerce.

O presidente teria comemorado, também no twitter, ao saber da decisão de Wyllys.

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Após declaração dura em relacão ao filho, Bolsonaro volta defendê-lo

 

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Entrevista à agência de notícias Bloomberg, em Davos Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro ao ser questionado sobre as denuncias contra seu filho Flávio Bolsonaro, ontem quarta-feira (23) durante entrevista a agência de notícias Bloomberg na Suiça, onde participa do  Forum Internacional em Davos, ele respondeu de forma dura.

“Se por acaso ele errou e isso for provado, eu lamento como pai, mas ele terá que pagar por essas ações que não podemos aceitar”, declarou.

Após a repercussão da sua fala e as especulações sobre um possível isolamento do Flávio Bolsonaro, o presidente voltou no mesmo dia falar sobre o assunto, dessa vez à TV Record, onde mudou e tom passando a defender o filho.

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Entrevista à TV Record também em Davos/Foto: Reprodução

“Acredito nele. A pressão em cima dele é para tentar me atingir. Ele tem explicado tudo o que acontece com essas acusações infundadas, que teve sim seu sigilo quebrado”, afirmou na entrevista concedida em Davos, na Suíça. “Nós não estamos acima da lei. Pelo contrário, estamos abaixo da lei. Agora, que se cumpra a lei, não façam de maneira diferente para conosco. Não é justo atingir o garoto, fazer o que estão fazendo com ele, para tentar me atingir”, disse Bolsonaro.

As investigações do COAF que vinham tendo como alvo principal Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, senador eleito e filho mais velho do presidente, acabou caindo no ‘colo do governo’ causando forte desgaste.

‘Caso Queiroz’ faz “sumir” da agenda de Bolsonaro entrevista coletiva na Suíça

 

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Hamilton Mourão (Vice-Presidente), Flávio Bolsonaro (Senador Eleito) e Jair Bolsonaro (Presidente do Brasil)/Foto:Reprodução

Jair Bolsonaro viaja na noite deste domingo (20), para Suíça. Será sua primeira viagem internacional como presidente do Brasil. Os ministros Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça e Segurança) farão parte da comitiva presidencial.

O comando do país atá quinda-feira (25), ficará nas mãos do general Hamilton Mourão, também pela primeira vez. Jair Bolsonaro participará do Fórum Econômico Mundial em Davos.

A comitiva brasileira apresentará na Suíça as medidas que está adotando na área econômica e de combate a corrupção. Na agenda de Jair Bolsonaro em Davos, no primeiro dia do Fórum, havia a realização de uma entrevista coletiva que “sumiu” da escala de compromissos do presidente.

A coletiva de imprensa em Davos teria saído da programação oficial, após a revelação e repercussão dos 48 depósitos totalizando R$ 96 mil na conta do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Bolsonaro. Na manhã de hoje eles se reuniram, certamente para tratarem do assunto e evitar ainda desdobramentos sobre o caso.

O presidente ainda não se pronunciou sobre o relatório do COAF, que levantam suspeitas sobre movimentações atípicas realizadas por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, até poucos dias antes de se tornarem públicas.

Semana passado as investigações foram suspensas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido de Flávio Bolsonaro, o que acabou aumentando as suspeitas contra o filho e a família do Presidente, de envolvimento no caso.

Onix Lorenzoni enfrenta primeiro incêndio criado por Bolsonaro

 

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Presidente Jair Bolsonaro ao empossar Onyx Lorenzoni (Casa Civil)/Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Jair Bolsonaro acordou cedo nesta sexta-feira (4), e incendiou o ambiente político com declarações sobre vários temas polêmicos como reforma da previdência e aumento de impostos.

Coube ao ‘bombeiro oficial do governo’ Onix Lorenzoni (Ministro da Casa Civil), tentar minimizar a pressão e repercussão negativa das declarações do presidente, o fato é que foi tão grave a confusão criada por Bolsonaro, que o ministro Paulo Guedes (Economia), sumiu e cancelou todos os compromissos que tinha para está sexta-feira.

Onix Leronzoni se esforçou, mas a impressão que deixou foi a desconfiança das reais pretensões do governo Bolsonaro. É confusão demais para menos de uma semana de governo.

PF realiza ação no RJ para identificar autor de ameaças a Bolsonaro

 

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Jair Bolsonaro/Foto: Adriano Machado

A Polícia Federal está realizando na manhã desta quinta-feira (13), uma ação de busca e apreensão no Rio de Janeiro, para identificar autor de postagens com ameaças de morte ao então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

A ação ocorre no bairro Maracanã, na zona norte da cidade. O investigado, segundo a Polícia Federal, é um homem de 23 anos, cuja identidade não foi revelada.

O trabalho da PF também pretende identificar outras pessoas que possam estar relacionada na mesma pratica delituosa. A pena para o tipo de crime investigado previsto na Lei de Segurança Nacional é de prisão, de 1 a 4 anos.