Arthur Lira se reúne com Carlos Brandão e Eduardo Braide em SL

Em campanha para a Presidência da Câmara Federal, o deputado Arthur Lira (PP-PE), em passagem por São Luís, nesta terça-feira, dia 12, reuniu-se com o governador em exercício do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos), e o prefeito da capital, Eduardo Braide (Podemos).

Arthur Lira é o candidato do Palácio do Planalto, consequentemente do presidente Bolsonaro. Ele disputa a presidência da Câmara com o deputado, Baleia Rossi (MDB-SP), candidato apoiado pelo atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Reprovação do governo Bolsonaro salta de 46% para 52% no inicio 2021

Aprovação do presidente Bolsonaro começou 2021 em queda, como mostra pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira, dia 7, realizada de 4 a 6 de janeiro.

Subiu de 46% para 52% a taxa dos que desaprovam a administração federal.

Segundo o instituto PoderData, a taxa supera o momento ruim de Bolsonaro em novembro, quando recebeu muitas críticas de candidatos a prefeito de partidos de oposição.

Quanto a aprovação ela oscilou negativamente 3 pontos percentuais, de 47% para 44%.

Dino critica decisão de Bolsonaro, que suspendeu compra de seringas

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), mesmo em férias se mantém vigilante e ativo nas suas posições em relação ao governo Bolsonaro, nesta quarta-feira, dia 6, criticou a decisão do presidente que suspendeu a compra de seringas para vacinação contra a covid-19, sob alegação de anormalidade nos preços.

Para Dino, ‘decisão mais uma vez errada’, e mostrou como o governo deveria proceder.

“Decisão mais uma vez errada. O correto é usar o poder de requisição administrativa. Está na Constituição. E seria o caso de aplicar a Lei Delegada 4. Mas esta foi equivocadamente revogada em 2019 pela tal Lei da Liberdade Econômica”, criticou Flávio Dino no twitter.

Flávio Dino elogia reação de Rodrigo Maia e Baleia Rossi após Bolsonaro atacar Dilma

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), elogiou os deputados Rodrigo Maia (DEM) e Baleia Rossi (MDB), nesta terça-feira, dia 29, após se solidarizarem com a ex-presidente Dilma Rousseff, alvo de deboche e ironia do presidente Jair Bolsonaro.

“Importantes posições dos deputados Rodrigo Maia e Baleia Rossi sobre deboche de Bolsonaro com a presidenta Dilma. Há fronteiras de dignidade e decência que estão acima de quaisquer disputas ideológicas ou políticas”, destacou Dino.

Ontem segunda-feira, dia 28, o presidente Bolsonaro, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, questionou a veracidade das torturas sofridas pela ex-presidente Dilma, durante o período da ditadura militar.

“Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio X para a gente ver. Olha  que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio X”, disse o presidente.

“O PT não comporá na Câmara com candidatura apoiada por Bolsonaro”, Gleisi Hoffmann

Do Uol

A deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, anunciou nas redes sociais, que o partido não comporá com candidaturas apoiadas pelo governo Bolsnaro, na eleição da Câmara Federal. A estratégia é construir alternativa junto com a oposição.

“O PT não comporá bloco para a mesa da Câmara com candidatura apoiada por Bolsonaro. Junto com a oposição construirá alternativa de bloco em defesa da democracia e uma candidatura que represente e debata um programa e uma agenda para derrotar Bolsonaro e tirar o país da crise”, anunciou Gleisi Hoffmann.

O PT que tem a maior bancada na Câmara, a posição da maioria é não compor com nenhum candidato à presidência da Câmara, ligado ou apoiado pelo governo Bolsonaro.

O deputado Arthur Lira (PP-AL) tentou negociar o apoio do PT, ele é o preferido do Palácio do Planalto.

Governo muda discurso após tentar negar doença e sabotar vacinação

O tom do discurso do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, dia 16, durante lançamento do Plano Nacional de Imunização, chamou mais atenção da imprensa e dos presentes que a ação do governo em relação a doença.

O mesmo presidente que desde o início da crise sanitária chegou classificar a pandemia de “histeria” e a doença de “gripizinha”, hoje na solenidade no Palácio do Planalto, disse que o coronavírus “afligiu a todos desde o início”.

“Realmente, nos afligiu desde o início. Não sabíamos o que era esse vírus, como ainda não sabemos. Irmanados, estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta para nos livrarmos desse mal”, destacou Bolsonaro.

Ele ainda fez uma especie de ‘pedido de desculpas’, caso tenha havido algum excesso do governo durante a pandemia, segundo o presidente, foi no “afã de encontrar solução”.

“A grande força agora é a união para buscar a solução de algo que nos aflige há meses. Se algum de nós extrapolou ou até exagerou, foi no afã de buscar solução”, acrescentou o presidente.

Para Dino ‘termo de responsabilidade’ para tomar vacina, não faz menor sentido

O governador Flávio Dino (PCdoB, questionou nas redes sociais nesta terça-feira, dia 14, o “termo de responsabilidade” que o governo Bolsonaro pretende adotar, para que o cidadão assine ao se vacinar contra Covid-19.

Para Dino, o governo dar entender que pretende transferir aos brasileiros a total responsabilidade em relação a vacina. O que, segundo ele, legalmente ‘não faz o menor sentido”.

“.. o Poder Público não teria responsabilidade ao disponibilizar e aplicar uma vacina? Juridicamente não faz o menor sentido..”, alertou Dino.

O presidente Bolsonaro anunciou na noite de ontem, segunda-feira, dia 14, que assinará duas medidas provisória: uma para compra de vacinas contra a Covid-19, a outra que determinará que, qualquer vacina adotada no Brasil, não será obrigatória e que será exigido aos que tomarem um “termo de responsabilidade”.

A medida criticada por especialistas, não foi adotado em nenhuma parte do mundo.

“..uso da ABIN para interesses pessoais é sujeito a impeachment..”, diz Dino

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse neste sábado, dia 12, se caso a ABIN tenha sido usada mesmo para atender interesses pessoais do presidente Jair Bolsonaro e seu filho o senador Flávio Bolsonaro, como divulgado pela imprensa nesta semana, fica caracterizado crimes de responsabilidade, comum e improbidade administrativa.

“Caso confirmado, o uso da ABIN para interesses exclusivamente pessoais de Bolsonaro não é apenas crime de responsabilidade, sujeito a impeachment. É também crime comum e ato de improbidade administrativa”, Flávio Dino no twitter.

A PGR (Procuradoria Geral da República) determinou investigação preliminar sobre a atuação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), em relação a defesa do senador Flávio Bolsonaro, no caso da ‘rachadinhas’.

A ABIN teria preparado dois relatórios com orientações sobre como obter documentos para embasar um pedido de anulação do caso na Justiça, isto a partir de supostamente acesso ilegal junto a Receita Federal.

Ministro caiu após expor negociação para eleger presidente da Câmara

Empenhado em eleger o presidente da Câmara Federal, o presidente Jair Bolsonaro, demitiu nesta quarta-feira, dia 9, Alvaro Antônio, agora ex-ministro do Turismo.

Ontem o então ministro, enviou uma longa mensagem no grupo de whatsapp de ministros, onde fez um relato dos seus feitos na pasta para em seguida atacar o ministro Eduardo Ramos, a quem classificou de “traíra”, e também, o acusou de negociar cargos no governo com o Centrão.

“.. não me admira o Sr Ministro Ramos ir ao PR pedir minha cabeça, a entrega do Ministério do Turismo ao Centrão para obter êxito na eleição da Câmara dos Deputados (..) Ministro Ramos, o Sr entra na sala do PR comemorando algumas aprovações insignificantes no Congresso, mas não diz o ALTÍSSIMO PREÇO que tem custado, conheço de parlamento, o nosso governo paga um preço de aprovações de matérias NUNCA VISTO ANTES NA HISTÓRIA, e ainda assim, não temos uma base sólida no Congresso Nacional, (tanto que o Sr pede minha cabeça pra tentar resolver as eleições do parlamento, ironia, pede minha cabeça pra suprir sua própria deficiência)..“, diz parte da mensagem de Alvaro Antônio.

Integra da mensagem de Marcelo Alvaro Antônio

Caros colegas, de antemão peço desculpas por utilizar este espaço com objetivo que não seja a construção de um Brasil melhor.

Ministro Ramos, sinceramente não sei onde o Sr estava nos anos 2016, 2017, 2018…

Mas eu, junto ao Ministro Onix e outros membros do governo, já estava na Câmara do Deputados articulando em favor da então candidatura do Presidente JB (em um momento que quase ninguém acreditava na eleição dele). Na ocasião da campanha, percorri TODAS as regiões do estado de MG de carro para organizar as ações da campanha, dormindo na maioria das vezes 4 / 5 horas por noite, levando as pessoas a minoria a acreditar que precisávamos dele para mudar o Brasil (a maioria naquele momento já acreditava).

Quem estava na campanha eram os conservadores que hoje o senhor ataca sem parar, de forma covarde.

Quando indicado ao Presidente pelo ministro Onix, procurei incansavelmente honrar nosso Capitão à frente do Ministério do Turismo. O trabalho me parece que surtiu efeito… Em 2019 vivemos o melhor momento da história do ministério:

– Enquanto a própria economia (PIB) cresceu 1,1% a economia do Turismo cresceu 2,6 (mais que o dobro);

– Geramos 163% a mais de empregos que o mesmo período do ano anterior;

– Com a ajuda do Itamaraty e da Assessoria Internacional do Presidente, isentamos de vistos quatro países estratégicos EUA, Japão, Canadá e Austrália, isso nos permitiu bater alguns recordes, pela primeira vez na história Cataratas do Iguaçu ultrapassou a barreira de 2 milhões de visitantes em 2019;

– A transformação da EMBRATUR em uma agência de promoção internacional (um pleito de mais de 10 anos) vai sem dúvida em médio prazo trazer grandes resultados;

– Fui a Madri em bate e volta, fiz três reuniões, resultado: Conseguimos atrair o Wakalua, o maior hub de inovação e tecnologia em soluções para o turismo do mundo, o escritório será aberto no próximo semestre (vai nos trazer GRANDES avanços);

Conseguimos atrair a Air Europa para operar no Brasil (Já homologada pela ANAC); Conseguimos atrair o Escritório da Organização Mundial do Turismo (OMT), será instalado no RJ, ação que vai colocar o Brasil na vitrine dos investimentos do turismo no mundo.

– Na pandemia as ações do Ministério do Turismo (junto ao ME) foram alvo de gratidão e reconhecimento desde os maiores empresários do Trade turístico até os mais simples Guias de Turismo.

Enfim, dito isso, não me admira o Sr Ministro Ramos ir ao PR pedir minha cabeça, a entrega do Ministério do Turismo ao Centrão para obter êxito na eleição da Câmara dos Deputados.

Ministro Ramos, o Sr entra na sala do PR comemorando algumas aprovações insignificantes no Congresso, mas não diz o ALTÍSSIMO PREÇO que tem custado, conheço de parlamento, o nosso governo paga um preço de aprovações de matérias NUNCA VISTO ANTES NA HISTÓRIA, e ainda assim (na minha avaliação), não temos uma base sólida no Congresso Nacional, (tanto que o Sr pede minha cabeça pra tentar resolver as eleições do parlamento, ironia, pede minha cabeça pra suprir sua própria deficiência)…

Nem por isso Ministro Ramos, fui ao PR pra dizer que o Sr não capacidade pra atuar em tal função, AO CONTRÁRIO, várias vezes ofereci ajuda pra que o Sr tivesse êxito em suas atribuições (ex: Contratação do Carlos Henrique, abrindo espaços no MTur).

SOMOS UM TIME PELO BRASIL, o Sr deveria ter aprendido na sua própria formação militar que não se joga um companheiro de guerra aos inimigos, não se pode atirar na cabeça de um aliado…

Ministro Ramos, o Sr é exemplo de tudo que não quero me tornar na vida, quero chegar ao fim da minha jornada EXATAMENTE como meus pais me ensinaram, LEAL aos meus companheiros e não um traíra como o senhor.

Tenha um Bom dia!

STF atropelar Constituição choca tanto quanto nossa indignação seletiva

* Leonardo Sakamoto

Óbvio que permitir a reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre (DEM) ao comando da Câmara dos e do Senado dentro de uma mesma legislatura é casuísmo e passa por cima do que está na Constituição Federal. O que surpreende não é o Supremo Tribunal Federal vir a tomar tal decisão, mas muita gente boa ficar surpresa apenas com ela.

Quando a Constituição é atropelada “por uma boa causa” (na opinião de quem atropela, claro), não raro, minimiza-se. Alguém grita “levanta e deixa de frescura”, diz que é pelo bem do país ou no máximo entrega um band-aid para estancar a hemorragia. Afinal, ela tem 32 anos, aguenta o tranco – devem pensar. Em outros casos de atropelamento, porém, trombeteia-se o apocalipse zumbi.

Há quem, sistematicamente e coerentemente, critique quando a Justiça passa por cima da lei escrita. Mas também há quem reclame apenas quando isso vai contra aquilo que acha certo, usando como justificativa que o caso é grave e que estamos à beira de um colapso.

A verdade é que o colapso já chegou. Apenas nos indignamos seletivamente diante dele. Talvez para não reconhecermos que o colapso se tornou aquilo que chamamos de cotidiano.

Por exemplo, em abril, o STF atropelou o texto constitucional ao permitir redução de salários e jornada de trabalho sem passar por acordo coletivo com sindicatos para quem ganha até R$ 3.135 ou mais que R$ 12.202,12, chancelando uma Medida Provisória de Jair Bolsonaro. Que poder de negociação tem um trabalhador pobre sozinho? Muitos patrões disseram que a medida ajudava a agilizar a proteção de empregos, mas muitos trabalhadores discordaram e afirmaram que ela os jogava na cova dos leões.

Vale voltar um pouco nessa história. O processo de impeachment esgarçou instituições para se consumar e passou por cima de muita coisa. Para seus artífices, era preciso retirar Dilma Rousseff, e, diante disso, tudo era possível – de entregar a condução do processo a um notório gangster que transformou a Câmara dos Deputados em seu playground particular e hoje está preso, sendo lembrado por seus tuítes mediúnicos, até aceitar uma acusação frágil, baseada naquilo que todos os governos fizeram antes dela.

Que seu governo estava ruim na economia e vivia em guerra com povos indígenas em nome de um conceito predatório de desenvolvimento, isso é inegável. Mas a partir do momento que você joga fora as regras que construímos legalmente para viver em mínima harmonia, diante de suas necessidades particulares e imediatas ou da opinião de seu grupo, isso abre uma ferida. Que não se fecha facilmente. E infecciona. E depois, quando você menos espera, te engole.

A indignação seletiva e sua prima, a seletividade judicial, não nasceram com o impeachment. Fazem parte das estruturas que mantém as coisas como são, beneficiando um grupo pequeno diante do grosso da população. Mas ele piorou tudo. E ajudou a produzir mutações.

O processo de derretimento das instituições e do respeito da sociedade a elas não pode ser freado do dia para a noite após iniciado. Demanda nova pactuação política e social, aliada a muito suor em articulações para a construção de consensos.

Sabíamos, em 2016, que a reação em cadeia nos levaria inexoravelmente para o buraco. Leia-se por “buraco” a eleição, por vias democráticas, de uma figura antidemocrática em 2018, cavalgando o discurso de que traria soluções (autoritárias) para uma população cansada do clima de “vale tudo” e de “ninguém é de ninguém”.

Eleito, Bolsonaro aprofundou o processo de esgarçamento, engolindo instituições de monitoramento e controle para servirem às suas necessidades. Receita Federal, Coaf, Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República, Incra, Ibama, ICMBio, Funai. Trava uma guerra com o próprio Supremo, que tem segurado a peteca, muitas vezes de forma torta.

Da planície, seguidores do presidente sentem-se empoderados com o atropelo de regras e fazem sua própria lei. Armados de balas e de ignorância, ameaçam, matam, desmatam, atemorizam a população.

A corte, por sua ação e inação, por dar pesos diferentes a crimes semelhantes dependendo do réu, por se calar quando precisávamos que reafirmasse a Constituição e por passar por cima dela quando bem quis, também é responsável pelo esgarçamento institucional que vivemos.

Parte da sociedade, que incentivou isso, também. Discurso e prática deveriam ter sido outros há muito. Infelizmente, o tempo para prevenir passou e, agora, o jeito vai ser remediar o que for possível. Se, é claro, formos capazes de defender a Constituição, mesmo quando ela vai de encontro aos nossos desejos e interesses.