“traído e desgostoso”: Tiririca perde número para Eduardo Bolsonaro

Do G1

O deputado federal Tiririca (PL-SP), perdeu seu número de legenda para Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro. O comediante foi eleito em várias eleições com votações expressivas com o número 2222.

“Foi uma covardia o que fizeram. Estou muito chateado e me sinto desrespeitado. Já decidi que não sairei candidato neste ano (..) Achei um gesto desrespeitoso. Por três anos seguidos o número foi meu e conquistei votações expressivas, elegendo vários membros do partido junto comigo. Fiquei sabendo por terceiros que o número foi dado ao filho do Bolsonaro, e eles até agora não me procuraram para dar uma justificativa”, declarou Tiririca.

Tiririca foi eleito pela primeira vez em 2010 fazendo piadas no horário eleitoral e chamando o eleitor de “abestado”. Nesse pleito foi eleito o deputado mais votado no país com 1,3 milhões de votos.

Eleições 2022: Como ficaram as bancadas no Congresso Nacional

Levantamento do Poder360 mostra PL, PP e PT como as 3 maiores bancadas da Câmara depois de finalizada a janela de trocas partidárias.

Quem mais perdeu foi o União Brasil. O partido nasceu como maior da Câmara com a fusão de PSL e DEM, mas termina essa janela na 4ª posição.

“..me sentindo aqui em casa..”, Bolsonaro no PL

Da Revista Fórum

Acompanhado de Valdemar da Costa Neto, se filiou ao PL o presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira, dia 30, com o ato ele deu adeus a dos principais discursos de sua campanha de 2018, o combate a corrupção.

O PL é um dos partidos mais fisiológicos do Centrão.

“Estou me sentindo aqui em casa. Arthur Lira. Dentro do Congresso Nacional. Vocês me trazem lembranças agradáveis, de lulta, de embate. Eu vim do meio de vocês, fiquei 28 anos dentro da Câmara dos Deputados, como poucos aqui atingiram esse tempo. E há uma semelhança muito grande entre nós”, disse Bolsonaro.

Eduardo foi o pivô da briga de Bolsonaro e Valdemar

Do O Antagonista

Jair Bolsonaro se desentendeu com Valdemar Costa Neto por causa do diretório do PL em São Paulo. Além da chave do cofre, o presidente impôs ao cacique do Centrão a candidatura do filho Eduardo Bolsonaro ao governo paulista.

Publicamente, Bolsonaro diz que avalia o nome de Tarcísio de Freitas, mas a verdadeira estratégia é lançar o ministro da Infraestrutura ao Senado e o filho ao governo, contra Rodrigo Garcia, vice de João Doria.

Militares e familiares em protesto na Câmara Federal chamam Bolsonaro de ‘traidor’

 

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Foto: Reprodução

O presidente Bolsonaro foi alvo de protestos nesta terça-feira (29, de praças, cabos militares da reserva e seus familiares. Aos gritos de “traidor” eles tomaram conta da sala na Câmara Federal onde estava sendo discutido e analisado a Reforma da Previdência dos Militares.

Eles cobram do presidente o cumprimento das promessas que o presidente fez a eles durante a campanha. De acordo com eles, o governo privilegia militares de alta-patente em detrimento deles, que o apoiaram e fizeram campanha para ele.

Clausula de Barreiras: PCdoB e PPL se unem para não serem extintos

 

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Do Congresso em Foco

As diretorias do Partido Pátria Livre (PPL) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) reuniram-se neste domingo (2), em São Paulo, para definir como será a união das duas legendas. O PC do B oficializou a incorporação do PPL.

Os dois partidos estão entre os que não atingiram a cláusula de desempenho, ou cláusula de barreira. Com a união, as siglas conseguem acesso aos recursos do Fundo Partidário e diminuem as chances de serem extintas.

Dos 35 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 14 não atingiram a cláusula de desempenho. Além de perder, a partir do próximo ano, o direito de receber a verba do Fundo Partidário, as legendas também ficam impedidas de participar do horário gratuito de rádio e televisão.

A norma restringe esses benefícios aos partidos que obtiverem pelo menos 1,5% dos votos válidos nacionais ou a eleição de no mínimo nove deputados federais em pelo menos 9 das 27 unidades da federação.

Das siglas barradas pela cláusula, nove elegeram deputados federais, mas não conseguiram atingir o mínimo de votos ou de eleitos para a Câmara, em todo o território nacional, como é exigido pela Constituição. Foi o caso de PC do B e do PPL, mas também de Rede, Patri, PHS, DC, PCB, PCO, PMB, PMN, PRP, PRTB, PSTU e PTC.

Neste ano, o Fundo Partidário chegou a R$ 888,7 milhões. Em ano eleitoral, há ainda o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que em 2018 foi de R$ R$ 1,7 bilhão.