Senado aprova com folga a PEC da Transição, agora é com a Câmara

A PEC da Transição foi aprovada com folga no Senado Federal na noite de quarta-feira, dia 7, no dois turnos. No primeiro com 64 votos SIM e 16 NÂO, em segundo turno com 64 SIM e 13 NÂO. Eram necessários 49 votos a favor, o resultado representou vitória de Lula. Agora é com a Câmara dos Deputados.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) amplia o teto de gastos em R$ 145 bilhões por dois anos para bancar os R$ 600 do Bolsa Família e o complemento de R$ 150 por criança abaixo de seis anos.

Os aliados do presidente eleito Lula comemoram muito o resultado da votação no Senado. A PEC da Transição será analisada na Câmara dos Deputados, onde deverá ser analisada de modo rápido também.

Quem serão os ministros de Lula?

Da Revista Fórum

O presidente Lula tem mantido sigilo quanto aos nomes de seus ministros, mas como ele disse na semana passada, serão anunciados em blocos, a partir da semana que inicia amanhã segunda-feira, dia 5. Mas também há possibilidade de a informação só ser dada após a diplomação da chapa Lula-Alckmin no TSE, em 12 de dezembro. 

Porém que alguns nomes já foram convidados e aceitaram, mas foram orientados a manterem o anúncio guardado à ocasião que o presidente Lula julgar conveniente divulgar.

Advocacia-Geral da União – Jorge Rodrigo Messias e Luiz Carlos Rocha (Rochinha) são os mais prováveis. Messias é o tal “Bessias” da gravação da conversa entre Lula e Dilma que foi realizada de forma ilegal por Sergio Moro e levou Gilmar Mendes a impedir a posse do ex-presidente na Casa Civil. E Rochinha é o advogado que visitou Lula nos 580 dias na prisão e que neste período se tornou grande amigo do presidente.

Agricultura – Os senadores Neri Geller (PP) e Carlos Fávaro (PSD), e correndo por fora, a ex-senadora Kátia Abreu. Neri Geller é aliado de primeira hora de Lula e indicação de Dilma. Fávaro é o nome de Kassab para fechar o apoio a Lula. E Kátia Abreu que também é muito amiga de Dilma é considerada de extrema confiança pela lealdade que teve no impeachment, em 2016 e pode se tornar uma escolha pessoal do presidente.

Autoridade Climática – Lula não falou da criação deste ministério como secretaria especial, mas há muitos comentários em torno disso. Se vier a acontecer, Marina Silva, Izabella Teixeira e Jorge Vianna são cotados. Marina Silva é favorita e teria interesse no cargo. Fora isso, Izabella é o nome mais forte. E Jorge Viana, que já foi senador e governador do Acre, corre por fora.

Caixa Econômica Federal – Maria Fernanda Coelho é a aposta dos petistas e dos sindicalistas para o cargo. Ela já foi presidenta do banco de 2006 a 2011.

Casa Civil – Rui Costa (PT), ex-governador da Bahia, já deve inclusive ter sido convidado. Lula quer um político, mas de perfil gestor na pasta.

Desenvolvimento Social – Simone Tebet era dada como nome certo, mas o grupo majoritário do PT, a articulação, colocou a pasta como uma das suas prioridades na lista entregue a Lula. De qualquer maneira, tudo indica que a pasta ficará com a candidata a Presidência pelo MDB.

Cidades – Se o PSOL for para o governo, Boulos tem chances de assumir a pasta. Márcio França (PSB) e o MDB também miram este ministério. Se for para o MDB quem deve assumir é José Priante (PA), ligado a Helder Barbalho ou Isnaldo Bulhões (AL), de Alagoas. 

Ciência e Tecnologia – A pasta deve ficar com o PSB. Os nomes de Paulo Câmara e Márcio França por este motivo podem ser indicados pelo partido, já que são líderes fortes da legenda. Mas também há a possibilidade de algum nome mais técnico.

Comunicações e Secom (juntos ou divididos é a grande questão) – Edinho Silva e Rui Falcão que coordenaram a campanha de Lula na área eram os mais citados.  Nesta sexta, porém, surgiu o nome do deputado Paulo Pimenta (RS) como alternativa. O MDB também poderia ir para o pedaço do Minicom se porventura o ministério for dividido.

Cultura – Jandira Feghali e Daniela Mercury são as mais prováveis ministras. Juca Ferreira corre por fora. Jandira é o nome do PCdoB para o ministério, por isso é o mais forte. Mas o grupo mais ligado a Janja defende Daniela Mercury, que no entendimento deles teria um perfil mais Gilberto Gil do 3º mandato.

Defesa – José Múcio ou Nelson Jobim; Múcio é o favorito, inclusive por ter sido indicação de Jobim. Mas, se houver muita resistência no campo mais progressista à sua indicação, o nome de  Jobim pode voltar à baila.

Desenvolvimento Agrário – Valmir Assunção é o mais cotado, sua base de atuação é pelo MST. Este ministério certamente ficará com o PT que busca ampliar suas funções.

Direitos Humanos – Silvio Almeida ou Carol Proner. Ambos são nomes fortes inclusive para outras funções no governo. E quem ficar fora dos Direitos Humanos, se porventura aceitar assumir outro cargo, será convidado.

Educação – Izolda Cela, atual governadora do Ceará, é o nome mais forte, mas depende da bancada do seu estado para ser indicada. Como está sem partido, principalmente o PT local e o senador Camilo Santana, em especial, precisariam adotá-la como indicada. O ex-deputado federal Gabriel Chalita, nome de confiança do vice Alckmin, também é cotado. 

Esporte – Raí é o nome que tem sido cogitado. Edinho Silva, que é cotado para a Comunicação, corre por fora no campo progressista, mas a pasta pode vir a ser usada para abrigar novos aliados.

Fazenda – Fernando Haddad é nome certo na pasta e já teria sido convidado por Lula.

Gabinete de Segurança Institucional – Andrei Passos, delegado da Polícia Federal e chefe da segurança de Lula na campanha, é um forte nome. Passos tem boa relação e interlocução com PF e PRF, além de ter sido o articulador do encontro entre o atual ministro da Justiça, Anderson Torres, com coordenadores do grupo de transição de Justiça e Segurança de Lula.

Igualdade Racial – Benedita da Silva, Silvio Almeida, Ieda Leal. O nome de Benedita seria unanimidade no movimento e por isso deve ser o escolhido até como uma homenagem por tudo que Benedita já fez.

Indústria, Comércio e Pequenas Empresas – Josué Gomes, André Ceciliano (PT) e Marcelo Ramos (PSD). O presidente da Fiesp é cogitado e o líder do PT no Rio, Ceciliano, mira neste espaço. Mas a pasta deve ser motivo de negociação com novos aliados e por isso o nome de Marcelo Ramos passa a ter força.

Infraestrutura – Miriam Belchior é citada para a área, mas o ministério pode ir para o PSB (e aí o nome de Márcio França também passa a ser forte) ou para o MDB. E aí neste caso o nome de Renan Filho é o favorito.

Integração Nacional – Camilo Santana, ex-governador do Ceará é citado para o cargo, mas Lula já disse que não quer desfalcar sua bancada no Senado. E por isso pode caber ao Ceará a indicação de Izolda.

Justiça – Flávio Dino é nome certo na Justiça.

Meio Ambiente – Marina Silva só não será ministra do Meio Ambiente se não quiser. E neste caso, Tebet passa a ser uma alternativa forte se o MDB não vier a indicá-la, Randolfe Rodrigues corre por fora.

Minas e Energia – Maurício Tolmasquim e Élbia Gannoum são nomes citados. Mas o ministério deve fazer parte da cota de negociáveis com partidos que virão a integrar a base do governo. O União Brasil, neste caso, deve ficar com a pasta.

Mulher – Anielle Franco é um nome que pode surpreender. Sua indicação teria um papel simbólico e seria um recado ao mundo.

Petrobras – Jean Paul Prates é o nome mais citado para a presidência e tem a preferência do movimento sindical petroleiro e do PT.

Planejamento – Pérsio Arida tem sido cogitado para fazer dobradinha com Haddad.

Povos Originários – Sonia Guajajara é o nome mais forte se o PSOL vier a participar do governo. Mas Célia Xakriabá, Beto Marubo, ou Joênia Wapichana também têm chances.

Previdência Social – A pasta deve estar entre as negociáveis por novos apoios. 

Relações Exteriores – Mauro Vieira (nome indicado por Celso Amorim) é o nome mais forte. Mas Aloízio Mercadante também tem chances.

Saúde – Otto Alencar (PSD), Ludimila Hajar, Kalil e Arthur Chioro são citados para o cargo.

Secretaria de Governo – Alexandre Padilha é considerado como nome quase certo. Wellington Dias também era cogitado, mas como Lula não quer desfalcar sua bancada no Senado, Padilha se torna favoritíssimo.

Secretaria-Geral da Presidência – Gleisi Hoffmann era nome dado como quase certo, mas Lula anunciou em reunião na quinta-feira que ela continuará na presidência do PT. O nome de Aloizio Mercadante passa a ser cogitado para a pasta.

Secretaria Nacional de Juventude – Nádia Garcia é a Secretária Nacional de Juventude do Partidos dos Trabalhadores e quem coordena os trabalhos do GT de Juventude no governo de transição.

Trabalho – Carlos Lupi é o nome do PDT para o cargo, mas há resistência na CUT para que o partido de Ciro Gomes fique com a pasta.

Turismo – Marcelo Freixo mira neste ministério e Lula gostaria de contar com ele em sua equipe, mas para isso o PSB teria que aceitá-lo como indicação do partido.

Outras pastas e estatais que ainda não se têm nomes favoritos: Banco do Brasil, BNDES, Controladoria-Geral da União e Pesca.

“Desejo um bom trabalho à amiga”, Brandão para Tatiana Pereira

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), destacou nesta quarta-feira, dia 30, nas redes sociais, a convocação da Secretaria de Estado da Juventude, Taitiana Pereira, que participará do Grupo de Trabalho da Transição para o novo governo Lula.

O governador ressaltou a experiência da secretaria Tatiana Pereira na área Juventude, que comanda as ações do governo do estado voltadas para juventude desde a gestão Flávio Dino.

“Mais uma maranhense é convocada para a equipe de transição do governo federal. Desejo um bom trabalho à amiga @soutatipereira, que foi convidada para participar do GT de Transição da Juventude. Sem dúvida alguma, uma importante experiência para a nova gestão.”, destacou o governador Carlos Brandão.

Transição: Flávio Dino apresenta diagnóstico da Segurança Pública

O senador eleito pelo Maranhão, Flávio Dino (PSB), que está à frente do grupo das áreas de Justiça e Segurança Pública do governo Lula, apresentou nesta quarta-feira, dia 23, o diagnóstico da Segurança Pública no Brasil, resultado do trabalho do da levantamento de informações obtidas pela equipe.

Entre as preocupações e situações apresentadas por Flávio Dino, uma delas é a questão financeira na Polícia Federal para 2023, que segundo ele, poderá comprometer o trabalho da instituição, inclusive a posse de Lula.

‘Pode, inclusive, criar constrangimentos para operações como, por exemplo, a posse presidencial’, alertou Flávio Dino.

Marcio, Bira, Hildo e Edilazio na transição do governo Lula

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), coordenador da transição, anunciou nesta terça-feira, dia 22, mais nomes do Maranhão para integrar as equipes de transição para o novo governo Lula.

Foram convocados os deputados federais Márcio Jerry (PCdoB), Hildo Rocha (MDB), Bira do Pindaré (PSB) e Edilazio Júnior (PSD) foram convocado. Eles serão distribuídos nos grupos de Cidades, Desenvolvimento Agrário e Infraestrutura.

Dos quatro parlamentares maranhenses anunciado hoje para compor grupos da transição para o governo Lula, apenas Márcio Jerry se reelegeu.

Maranhense Kelly Araújo na equipe de transição para o governo Lula

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), coordenador da transição no governo federal ao anunciar novos integrantes das equipes de trabalho, segunda-feira, dia 14, trouxe o nome da jovem Kelly dos Santos Araújo, secretária-geral de Juventude do PT e mestranda em História na UFMA, que está sendo muito festejado no Maranhão.

Nas redes sociais o governador Carlos Brandão (PSB), desejou com orgulho o sucesso a Kelly Araújo, pela sua participação na equipe de políticas para Juventude. O vice-governador eleito Felipe Camarão (PT) e o presidente do PT no Maranhão, Francimar Melo, também parabenizaram a jovem militante pela missão no novo governo Lula.

“Hoje, ele tem uma soma, que sou eu”, Janja sobre papel no governo

A socióloga e futura primeira-dama do Brasil, Rosangela da Silva, a Janja, durante entrevista ao programa Fantástico da TV Globo, domingo, dia 13, reconheceu que houve machismo e ciúmes entorno do petista a ela.

“Houve machismo porque talvez a figura do Lula por si só se bastasse e agora tem uma mulher do lado dele, não que complemente, mas que soma com ele algumas coisas” (…) Hoje acho importante que quem olhe para ele também me veja. Isso não acontecia antes. Só se olhava para ele. Hoje, ele tem um complemento, uma soma, que sou eu. Não é porque eu estou do lado dele. É porque eu sou essa pessoa propositiva, que não fica sentada, que vai e faz”, disse Janja.

A jornalista Eliana Cantanhede, comentarista da GloboNews, na última sexta-feira, dia 11, em tom de critica e supostamente concordância com os incomodados com a influência de Janja no governo, disse que há um “incômodo com espaço” da esposa do presidente no futuro governo. A fala da jornalista foi muito criticada e caracterizada como ‘machista’.

“..Não tem que dar palpite e nem ter voz. Não deveria preparar a posse e sim se limitar ao seu papel ao quarto do casal..”, disse Eliane Cantanhede.

Questionada sobre seu papel no governo, a futura primeira-dama do país, destacou que pretende atuar na articulação com a sociedade civil. Ela também falou sobre alguns compromisso que tem, entre eles, o combate a ‘violência contra mulher’.

Flávio Dino coordenará equipe de Justiça e Segurança na transição

O ex-governador e senador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PSB), confirmou hoje durante entrevista ao uolnews, que amanhã, quarta-feira, dia 9, se integrará à equipe de transição do governo Lula.

Flávio Dino que é professor de Direito Constitucional da UFMA e ex-juiz de federal, coordenará a equipe de Justiça e Segurança na preparação para inicio do novo governo.

“O vice-presidente Alckmin me informou semana passada, que o presidente Lula deseja que eu ajude a coordenar o tema Justiça e Segurança Pública. São áreas as quais tenho uma dedicação profissional como professor de direito, como juiz federal e portanto vou contribuir em relação a essa temática durante a transição, inclusive para que o entulho bolsonarista seja rapidamente removido.”, destacou Flávio Dino.

“não será Senador por muito tempo”, Lula sobre Flávio Dino

A passagem de Lula pelo Maranhão na sexta-feira, dia 2, reforçou a tese de que o ex-governador Flávio Dino (PSB), favorito na eleição para o Senado, poderá assumir um dos ministérios se o petista retornar à presidência do Brasil.

Lula em seu discurso disse que Dino “não será Senador por muito tempo”.

O petista não esconde de ninguém a gratidão, respeito e carinho por Flávio Dino, que se colocou publicamente contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff. O ex-governador que é ex-juiz federal, também sempre defendeu a inocência Lula na Lava Jato. Ele é um dos nomes da oposição mais críticos e antagonistas do governo Bolsonaro.

Na suplência de Flávio Dino ao Senado estão duas mulheres, Ana Paula Lobato (PSB), vice-prefeita de Pinheira; e a vereadora Lurdinha (PCdoB), do município de Coroatá.