‘Perco uma votação, jamais a coerência’, diz Márcio Jerry após aprovação da Reforma

 

AB28615E-171A-4AE8-A9B5-1D246E895403A aprovação da Reforma da Previdência em 1º turno na noite desta quarta-feira (10), teve apoio de 14 dos 18 deputados federais da bancada maranhense. Apenas Márcio Jerry (PCdoB), Eduardo Braid (PMN), Bira do Pindaré (PSB) e Zé Carlos (PT) votaram contra.

Nas redes sociais o deputado Márcio Jerry disse que entre perder a votação ou sua coerência, optou e se manterá a última e ao lado do trabalhador.

‘Perco uma votação, jamais perco a coerência e compromisso com nosso povo trabalhador. Com muito orgulho votei contra essa reforma que deforma a previdência. Luta que segue. Avante !!!’, disse Márcio Jerry.

Votaram a favor:

Aluísio Mendes (Podemos)

André Fufuca (PP)

Cleber Verde (PRB)

Edilázio Júnior (PSD)

Gastão Vieira (PROS)

Gil Cutrim (PDT)

Hildo Rocha (MDB)

João Marcelo Souza (MDB)

Josimar Maranhãozinho (PL)

Junior Lourenço (PL)

Juscelino Filho (DEM)

Marreca Filho (Patriota)

Pastor Gildenemyr (PL)

Pedro Lucas Fernandes (PTB)

Emoção e gratidão marcaram a entrega das obras do Nazaré Ramos em São Luís Gonzaga do Maranhão

 

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Secretário de Educação do Estado, Felipe Camarão, recebendo o carinho e agradecimento dos professores do Nazaré Ramos/Foto: Reprodução

O governo do Maranhão através da Secretaria de Estado da Educação está entregando obras de recuperação de unidades de ensino estaduais em vários municípios. A ação de valorização da Educação pelo governo vai além da estrutura física das escolas, esse aspecto pode ser testemunhado na emoção e geralmente lágrimas dos munícipes contemplados, que sempre marcam as entregas.

O Secretario de Educação do Estado, Felipe Camarão, voltou entregar várias obras nesta quarta-feira (26), um dos municípios contemplados foi São Luís Gonzaga do Maranhão. No mês em que completou 165 anos, não poderia receber melhor e maior presente que a completa reforma do Centro de Ensino Médio Nazaré Ramos, escola do estado, mas patrimônio do povo gonzaguense. O prefeito de São Luís Gonzaga, Dr. Junior (PDT), comemorou e agradeceu a entrega das obras concluídas.

“Em nome de toda população de São Luís Gonzaga, agradecemos a reconstrução da escola, porque foi mais que uma reforma. E ela veio através de um governo que trata o povo com respeito e carinho”, disse o prefeito.

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Centro de Ensino Médio Nazaré Ramos, em São Luís Gonzaga do Maranhão/Foto: Reprodução

Referência na região do Médio Mearim e fundada em 1942  a escola é responsável por abrir portas de um futuro melhor para várias gerações. A importância da reforma do Nazaré Ramos, como é chamado e conhecido na região, foi descrita por sua diretora, Denise Santos Miranda Pereira, com a emoção de quem se dedica e ama a escola a exemplos de todos gonzaguenses.

“Todo gonzaguense, que concluiu o Ensino Médio nessa cidade, passou por esta escola. Por isso, nós dizemos que ela é parte da nossa história e da nossa vida. Essa escola tem valor tradicional, histórico, emocional, um valor educacional. E estava deteriorada pelo tempo e pela falta de reforma”, destacou a gestora Denise Santos.

A escola de 77 anos passou por três pequenas intervenções durante todo esse tempo. Sendo que a estrutura permanecia praticamente a mesma de quando da sua fundação. A última pequena reforma que o Nazaré Ramos foi submetido aconteceu há 23 anos, por tanto em 1996.

A obra custou mais R$ 800 mil, e envolveu toda estrutura do prédio, incluindo a climatização das salas. Mais de mil estudantes serão beneficiados. Diante da obra pronta, a diretora da escola Denise Santos, disse que o sentimento da população de São Luís Gonzaga, em especial estudantes e professores é de gratidão.

“Pela primeira vez alguém olhou para nós, para essa escola com olhar humanizado. Quando o secretário Felipe Camarão veio aqui, percebeu que não podíamos ficar do jeito que estávamos. E, graças a Deus, agora estamos recebendo uma escola nova, e que merecemos. O que estamos sentindo é gratidão”, disse a professora Denise, gestora da escola.

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A gestora da Escola, Denise Santos Miranda, agradecendo a entrega do Nazaré Ramos completamente reformado/Foto: Reprodução

Gratidão também foi o tom que deu o Secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, na sua fala ao povo de São Luís Gonzaga. Ele também fez um apelo à população, estudantes e professores.

“Trago algumas palavras do governador Flávio Dino. Queremos agradecer pela paciência e compreensão que vocês tiveram conosco em relação a obra. Também agradecer a parceria com a Prefeitura, que esteve sempre dando apoio do começo ao fim do trabalho. Pedimos a cada estudante que cuide dessa escola, porque ela é de vocês, façam bom proveito, estudem, e deem o melhor de cada um de vocês”, disse Felipe Camarão.

“Ninguém é obrigado a continuar como ministro meu..”. E aí Paulo Guedes??

 

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Paulo Guedes e Jair Bolsonaro/Foto Reprodução

O todo poderoso ministro da Economia, Paulo Guedes, o ‘Posto Ipiranga’ do presidente Jair Bolsonaro, parece não desfrutar mais dessa condição. Após sua declaração publicada na revista Veja, que pegará um avião e vai embora se a Reforma da Previdência for transformada em ‘reforminha’, teve que engolir uma resposta no minimo intrigante.

“Ninguém é obrigado a continuar como ministro meu. Logicamente, ele está vendo uma catástrofe. E é verdade, concordo com ele se nós não aprovarmos uma reforma muito próxima da que nós enviamos para o parlamento..”, disse Bolsonaro em solo nordestino nesta sexta-feira (24).

Veja como cada categoria se aposentará se a reforma passar

 

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Idade mínima será de 65 anos para homens a partir de 2027 e de 62 para mulheres a partir de 2021/Foto: Reprodução

Entregue nesta quarta (20) pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso, a PEC da reforma da Previdência altera os regimes de aposentadoria de quase todas as categorias de trabalhadores – os únicos não inclusos no texto são membros das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros, que serão contemplados, segundo o Executivo, em um projeto de lei paralelo.

O regime geral da previdência prevê, como já havia sido divulgado, idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres ao final do período de transição, que será de 12 anos. Outros grupos, porém, terão regras específicas. Veja o que a reforma propõe para cada um:

Para os trabalhadores urbanos da iniciativa privada (INSS), as idades mínimas de aposentadoria serão, ao final do período de transição (12 anos), de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

Ao final da transição, será extinta a aposentadoria por tempo de contribuição, mas se exigirá um mínimo de 20 anos de contribuição para a aposentadoria por idade.

>> Confira a íntegra da PEC da reforma da Previdência

Durante a transição (até 2031) poderão ser aplicados três cálculos alternativos à idade mínima. O primeiro soma idade + tempo de contribuição. Esta fórmula hoje é de 96 anos (homens) / 86 (mulheres). A transição prevê um aumento de um ponto a cada ano. Para homens, ela deve alcançar 105 pontos em 2028. Para mulheres, deve chegar a 100 pontos em 2033.

A segunda opção durante a transição será segundo a própria idade mínima. Pela proposta, a idade mínima para homens/mulheres começa em 61/56, em 2019, e subirá seis meses por ano até atingir o patamar definitivo. A idade mínima masculina alcançará 65 anos em 2027, e a feminina chegará a 62 em 2031.

Durante a transição, ainda poderão pedir aposentadoria por tempo de contribuição os trabalhadores que estão a dois anos de completar o tempo mínimo de recolhimento junto ao INSS (35 anos para homens e 30 para mulheres). Para estes casos, haverá um “pedágio” de 50% sobre o tempo que falta para conquistar o benefício. Ou seja, se faltam dois anos para pedir a aposentadoria, a pessoa deverá contribuir por mais um ano.

Pelo texto, quem recebe até R$ 5.839,45 terá uma redução na alíquota de contribuição. Quem recebe até um salário mínimo, por exemplo, hoje paga 8% do salário ao INSS. Com a mudança, passará a pagar 7,5%.

Servidores públicos

A idade mínima dos servidores públicos será equiparada à dos trabalhadores do setor privado: 62 para mulheres e 65 para homens. A diferença é o tempo de contribuição necessário: ficará em 25 anos, com a exigência de 10 anos no serviço público, dos quais 5 no cargo atual.

A transição pela pontuação (idade + tempo de contribuição) vai funcionar no mesmo ritmo que o da Previdência geral: começa em 96/86 até chegar a 105/100 em 2033. Servidores que entraram na função até 31 de dezembro de 2003 receberão aposentadoria integral ao atingirem 65 anos (homens) ou 62 (mulheres). Para os professores a idade é 60 anos.

Já para os servidores que ingressaram após 2003, o critério para o cálculo do benefício é igual ao do INSS. O setor público estará sujeito às mesmas alíquotas de contribuição do setor privado. Isso significará um desembolso maior para os funcionários públicos de altos salários. O motivo é que todos os servidores pagam, atualmente, 11% sobre todo o vencimento (se iniciou a carreira até 2013 e não aderiu ao Funpresp) ou 11% até o teto do regime geral (se entrou após 2013, com ou sem Funpresp). Pela nova proposta, funcionários públicos que ganham mais de R$ 5.839,46 terão alíquotas de no mínimo 11,68%, progressivamente mais altas conforme for o salário.

Aposentadoria rural

O governo quer implementar idade mínima de 60 anos para homens e mulheres na aposentadoria rural. Hoje a idade mínima das mulheres é de 55. A Previdência atual prevê tempo mínimo de atividade rural de 15 anos, mas não estabelece tempo mínimo de contribuição.

Com a proposta, os trabalhadores do campo terão que comprovar 20 anos de contribuição.

Militares, policiais militares e bombeiros

A nova Previdência quer equiparar as regras de aposentadoria dos militares com a de agentes da PM (Polícia Militar) e bombeiros. As mudanças para as Forças Armadas, contudo, não fazem parte desta PEC. Segundo o Secretário da Previdência, Rogério Marinho, a categoria será contemplada em um projeto de lei separado, a ser apresentado dentro de 30 dias.

As regras diferem para outras categorias da segurança pública. Membros das polícias civis, da PF (Policia Federal) e agentes de penitenciárias ou centros socioeducativos (para menores infratores) receberão a remuneração do último cargo, desde que tenham ingressado antes de a reforma entrar em vigor.

Já os que entrarem depois contribuirão sob o mesmo cálculo do regime geral. Policiais civis e federais terão idade mínima de 55 anos. Se forem homens, é exigido o mínimo de 30 anos de contribuição e 20 de exercício. Já as mulheres precisarão de 25 anos de contribuição e 15 de exercício . No caso dos agentes, a única diferença é o tempo mínimo de exercício: será fixado em 20 anos, assim como o dos homens.

Professores

Professores contribuintes do INSS poderão se aposentar a partir dos 60 anos, desde que tenham contribuído por pelo menos 30 anos. Já os professores  da rede pública terão que comprovar 10 anos no serviço público e 5 no cargo, além de cumprirem a idade mínima.

(Informações Congresso em Foco)

Em reunião Flávio Dino alerta para risco de mais prejuízos aos pobres

 

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Reunião dos Governadores do Nordeste em Brasília/Foto: Reprodução

Os Governadores do Nordeste se reuniram nesta quarta-feira (6), em Brasília, foi a primeira reunião do exercício 2019-2022. Na pauta foram trados a reforma da previdência e a Lei Anticrime apresentada propostas pelo Governo Federal.

O governador Flávio Dino que participou da reunião defendeu uma reforma da previdência que não prejudique mais os pobre.“No caso do Nordeste, [uma reforma que não prejudique os mais pobres] é vital não só para a sobrevivência das famílias, como também para a economia da região, dos municípios”, disse Dino.

Para o governador do Maranhão o problema previdenciário é real e grave a precisa ser enfrenta, mas não são os pobres que devem pagar a conta. “O déficit tem que ser naturalmente enfrentando, mas não devem ser os mais frágeis a pagar a conta.”

Flávio Dino sugeriu uma contribuição em cima dos ganhos do capital, para equilibrar as contas da Previdência. “O sistema financeiro, por conta da automação, gera poucos empregos. É preciso gerar uma contribuição para compensar o fato de eles contribuírem pouco”, disse.

Quanto ao projeto da Lei Anticrime, o governador voltou demonstrar preocupação com dois aspectos, o que legitima violência policial e o aumento do poder das facções criminosas. “Se você cria um ciclo de violência na sociedade e aumenta a superpopulação carcerária, você está fortalecendo as facções criminosas”, afirmou.

Ainda sobre o enfrentamento da violência o governador Flávio Dino chamou atenção para avançar além das medidas anunciadas no pacote. “Apresentamos já ao ministro da Justiça a necessidade de temas que vinham sendo trabalhados no governo anterior sejam melhor encaminhados, a exemplo do Fundo Único da Segurança Pública, do Sistema Único da Segurança Pública, controle de explosivos, controle do tráfico internacional de armas, fronteiras; são temas que realmente impactam no dia a dia da Segurança Pública”, afirmou.

Ao final da reunião dos Governadores do Nordeste foi redigido uma carta dirigida ao Governo Federal e ao Congresso Nacional, e será apresentada oficialmente no Fórum de Governadores do Brasil, que será no próximo dia 20.

LEIA A CARTA DOS GOVERNADORES DO NORDESTE
Brasília, 6 de fevereiro de 2019

Os Governadores do Nordeste, reunidos nesta data, vêm se manifestar sobre temas de grande importância para o Brasil, nos seguintes termos:

1. Consideramos imprescindível debate cuidadoso sobre a Reforma da Previdência, a fim de que haja soluções imediatas para os déficits existentes. Contudo, registramos preocupação com medidas que impeçam o acesso dos mais pobres a direitos fundamentais de natureza previdenciária, no campo e nas cidades.

2. Do mesmo modo, consideramos que projetos de lei sobre Segurança Pública devem ser discutidos, evitando medidas puramente simbólicas, que não melhoram realmente a vida da população. É vital o cumprimento das regras sobre o Sistema Único de Segurança Pública e sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública. Também assuntos como a ampliação de penitenciárias federais em todos os estados, o controle das fronteiras internacionais, o combate ao tráfico de armas e ao comércio ilegal de explosivos são urgentes e têm impacto real. Esses itens são relevantes para os cidadãos de todo o Brasil e por isso não podem ser abandonados.

3. Alertamos ser inadiável encaminhar a proposta sobre o Novo Fundeb, uma vez que o fim do atual Fundeb trará gravíssimos danos à Educação Nacional.

4. Finalmente, postulamos a imediata retomada de temas federativos na Câmara e no Senado, tais como a Cessão Onerosa, o Bônus de Assinatura e a Securitização.

Camilo Santana
Governador do Ceará

Paulo Câmara
Governador de Pernambuco

Renan Filho
Governador de Alagoas

Belivaldo Chagas
Governador de Sergipe

Wellington Dias
Governador do Piauí

Flávio Dino
Governador do Maranhão

Rui Costa
Governador da Bahia

João Azevedo
Governador da Paraíba

Fátima Bezerra
Governadora do Rio Grande do Norte