Lula chama ministro da Educação de Bolsonaro de mal-educado e analfabeto

 

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Ministra da Educação Abraham Weintraub/Foto: Reprodução

Na entrevista a Revista Fórum o ex-presidente Lula bateu forte na política educacional do governo Bolsonaro, que tem frente o controverso olavista Abraham Weintraub, por tratar a educação como um gasto e não como investimento.

“… quantos de trilhões os Estados Unidos têm de financiamento de bolsa. Agora, aqui no Brasil eles tratam educação como gasto. E colocam um analfabeto para ser ministro da Educação. Não um analfabeto preparado como eu. Porque eu, sinceramente, não troco o meu diploma primário pelo diploma universitário daquele cidadão. Porque além de ser ignorante, ele é grosseiro”, disse Lula.

MEC distribuirá cartilha contra manifestações políticas em Universidades

 

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ministro da Educacao, Abraham Weintraub/ Foto: Reprodução

De acordo com a Revista Época nesta segunda-feira (16), o Ministério da Educação, sob a batuta do controverso ministro Abraham Weintraub, está preparando uma cartilha de ‘boas práticas’ para serem distribuídas e as orientações seguidas nas universidades e demais instituições federais de ensino.

O objetivo é orientar ‘cidadãos, servidores e gestores’ sobre a conduta adequada para evitar “possíveis ilícitos que envolvam os movimentos político-partidários nas instituições públicas de ensino da esfera federal.”

A nova cartilha em elaboração pelo MEC foi descrita em um documento enviado ao Ministério Público Federal em 26 de julho.

Atualmente, dada a autonomia administrativa, financeira, patrimonial e pedagógica prevista em lei das instituições de ensino, denúncias sobre eventuais irregularidades do tipo são feitas por canais oficiais e encaminhadas à ouvidoria da própria instituição ou ao MEC, quando o denunciado é o reitor da instituição.

Quando os bois morrem eu me sinto mais forte

 

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Ed Wilson Araújo

De tudo que foi dito e feito até agora pela velha política, galopando na besta fera da onda obscurantista, uma das instituições mais aviltadas é o Jornalismo. Basta ver o recente paredão montado no programa Roda Viva (TV Cultura!) para encurralar o diretor do The Intercept Brasil Glenn Greenwald.

Nada até hoje foi tão demolidor para a operação Lava Jato e o bolsonarismo como as revelações da Vaza Jato. Sergio Moro e Deltan Dallagnol enterraram na lama o Estado Democrático de Direito e jogaram na vala comum até mesmo os probos e republicanos juízes e procuradores.

O Jornalismo e a Ciência, na sua caminhada institucional, tiraram parte do poder da Igreja Católica sobre os documentos secretos mantidos em mistério pela guarda silenciosa dos monges. Nas páginas dos jornais, o poder sobre o conhecimento e o saber, há tempos restrito aos mosteiros, veio à luz nas manchetes e fotografias.

Por isso as conversas privadas de agentes públicos interessam à sociedade. O leitor, ouvinte, telespectador, internauta etc têm o direito de acessar alguns conteúdos secretos transitados entre juízes e procuradores, quando o interesse público está em jogo.

A justificativa é simples: certas conversas e as decisões ali tramadas são de amplo interesse coletivo, dizem respeito às reputações e decidem sobre a liberdade das pessoas, interferem na Economia e nas medidas sobre temas diretamente relacionados ao cotidiano de cada brasileiro.

Algumas deliberações tomadas pela operação Lava Jato incidiram concretamente na vida de milhões de brasileiros: fizeram um julgamento partidário de Lula, destruíram em parte as instituições, macularam famílias, debocharam da morte de entes queridos e mancharam a imagem da Justiça e do Ministério Público por inteiro, até mesmo dos operadores do Direito não incorporados ao lavajatismo.

Onde não há instituições brota a barbárie.

Quando Sergio Moro e Deltan Dallagnol tiveram as conversas reveladas houve várias reações, até acertarem o foco – atacar o Jornalismo.

Por isso o paredão contra Glenn Greenwald no Roda Viva e o foguetório na Feira Literária de Paraty. Agiram até mesmo contra Miriam Leitão, uma jornalista conservadora e expoente do liberalismo na mídia.

Trata-se de uma ofensiva não só contra o The Intercept Brasil e os seus parceiros, mas uma guerra declarada a um campo estratégico no contexto das mediações sociais – a Comunicação, em especial, o Jornalismo.

Após o aparelhamento de parte do Ministério Público e do Judiciário em conluio para sufocar a democracia no Brasil, a cúpula da operação Lava Jato está desmoralizada, exalando entre os corredores dos tribunais o enxofre do golpe.

Moro e Dallagnol ofenderam de modo vil os bons e honestos procuradores, juízes, ministros, desembargadores, promotores, delegados e outros servidores do Ministério Público e da Justiça do Brasil ciosos das suas funções republicanas.

Não por acaso o espírito lavajateiro cresceu junto com a onda bolsonarista embalada na mentira.

Os movimentos de contornos fascistas repetem uma tragédia anunciada. A ciência, a política e a estética livre são inimigos primordiais dos intolerantes, avessos à verdade e ao encantamento.

O espelho deles quebra quando encaram os fatos concretos da realidade.

Assim, fizeram campanha disseminando fake news. É uma forma de piorar as coisas. Se outrora manipulavam os fatos para distorcer os enredos, agora retrocedem ao nível da mentira deslavada.

A onda obscurantista é desumana. Os propagandistas de fake news, do terraplanismo e de outras aberrações como a ineficiência da vacina são capazes de negar até a própria existência, embora haja testemunhas oculares do parto e o registro do nascimento em cartório. Contra Descartes, diriam: “minto; logo, não existo”.

Vem daí o ataque à Ciência, campo de trânsito permanente do Jornalismo. Fascistas detestam a ordem lógica das narrativas.

Os movimentos de inspiração fascista são um terreno infértil, onde só brota o ódio e a intolerância. A verdade é uma ofensa. Eles não conseguem sequer lidar com um princípio básico do Iluminismo aplicado ao Jornalismo – a transparência, uma conquista da Modernidade no curso das revoluções burguesas.

Apesar de tudo isso, temos resistência! Vejamos, por exemplo, como se ergue e consolida a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), uma auspiciosa organização de operadores do Direito focada em princípios republicanos.

Na mídia, o The Intercept Brasil deu um cavalo de pau nos meios tradicionais e alguns deles, apoiadores do golpe, tentam refazer caminhos porque conhecem a sabedoria das audiências.

No campo da mídia alternativa a Teia de Comunicação Popular do Brasil junta gente de todo canto do país. São jornalistas, ativistas, humanistas, comunicadores e comunicadoras que se recusam a bater continência para o pensamento único.

Do Maranhão, rufam a Agência Tambor e a Rádio Web Tambor.

A juventude lota as ruas para dizer não aos cortes de gastos na Educação. Nas universidades o Future-se é negado.

Existem alguns motivos para ficarmos tristes, mas temos outros tantos para revigorar as forças e seguir em frente lutando contra essa onda de obscurantismo que tenta negar a verdade, matar o Jornalismo e silenciar a arte livre.

Pras bandas do Maranhão estamos em tempos da morte dos grupos de bumba-meu-boi. Os batuques estão prenhes de trupiadas anunciando que no próximo ano haverá batizado. Banjos, maracás, pandeirões, matracas, zabumbas e os instrumentos de sopro anunciam fertilidade. Nos terreiros onde se cultuam os rituais da morte a dialética traduz ressurreição.

Aos meus amigos tristes só tenho palavras motivadoras. Essa chuva ácida vai passar. Já estamos no tempo das floradas de caju, manga e juçara. Vamos degustar arte, botar lenha na fogueira da razão, afirmar a Ciência e o Jornalismo como formas de conhecimento da realidade.

Viva a produção acadêmica (balbúrdia!) e a poesia. Maiakóvski, sempre bem lembrado, recomenda somar forças para atravessar as ameaças e as guerras […]

“rompê-las ao meio,

cortando-as


como uma quilha corta


as ondas.”

Revogadas limares de transferências para Curso de Medicina da UEMA em Caxias

 

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Foto: Reprodução

O caso das transferências no Curso de Medicina da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão), na cidade de Caxias, autorizadas através de liminares teve um desfecho importante nesta quarta-feira (4), cinco das dezessete autorizações foram revogadas.

O caso foi denunciado semana passada na Assembleia Legislativa, onde o deputado Yglésio Moisés (PDT), chegou a colher assinaturas para instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), para apurar a denuncia de professores, pais e alunos.

Segundo Yglésio, a decisão de revogar é um passo importante, mas que não significa a solução do problema em definitivo.

“Hoje tivemos a revogação de cinco decisões liminares, o juiz sentenciou enveredando pela não ajuizamento da ação principal do processo considerou que apenas a ação cautelar, como ação assessoria, não seria substancialmente suficiente para dar prosseguimento ao feito e diante optou extinguir os cinco processos. Mas, ainda há vários  ações para serem analisadas e esperamos que o bom censo prevaleça”, avaliou o deputado Yglésio.

A decisão foi do juiz Sidarta Galtama da 1ª Vara Cível de Caxias, o mesmo que havia autorizado liminarmente as transferências de estudantes de instituições particulares de outros estados e exterior para UEMA, instituição pública.

‘CPI das Transferências no Curso de Medicina em Caxias’ já tem 15 assinaturas

 

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Deputados Yglésio Moisés (PDT) e César Pires (PV) denunciaram transferências para Curso de Medicina de Caxias/Foto: Reprodução

Foi denunciado na Assembleia Legislativa do Maranhão na manhã desta quarta-feira (28), ‘transferências suspeitas’ de universitários que estudam medicina em países como  Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai para o curso da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão) em Caxias.

O caso chegou ao conhecimento dos parlamentares a partir de relatos de estudantes, professores e lideres estudantis. Segundo a denuncia, as prováveis irregularidades nas transferências estariam causando prejuízos ao curso e revolta na instituição.

Após ser tornado público através da tribuna da Assembleia pelos deputados Cesar Pires (PV) e Yglésio Moisés (PDT) foi solicitado a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que de imediato obteve 15 assinaturas, suficiente para ser protocolado junto à mesa diretora do Poder Legislativo Estadual.

O autor do pedido da CPI é o deputado Yglésio, que também é médico. De acordo com ele, o curso de medicina em Caxias tem capacidade para cerca de 35 vagas, mas já foram autorizadas 17 transferências. O objetivo da comissão será esclarecer como está se dando esse processo.

“Quando você tem 17 decisões no mesmo sentido, quando você tem todas as medidas liminares concedidas pelo mesmo magistrado em Caxias, que tem três Varas Cíveis.., nós começamos aqui a ver problema no curto horizonte”, disse Yglésio ao defender a CPI.

As transferências estão sendo autorizadas através de liminares determinadas pela Justiça em Caxias. Os beneficiados são brasileiros que cursam medicina em universidades particulares estrangeiras.

Irmão de Bolsonaro disse que ‘o pai deles nunca deixou um filho trabalhar’

 

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Presidente Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução

(Do Correio Brasiliense)

Após o presidente Jair Bolsonaro dizer que trabalhou desde os “9, 10 anos”, internautas recuperaram uma entrevista com a família do então deputado federal, em março de 2015, na qual um dos irmãos de Bolsonaro nega que qualquer um deles tenha trabalhado quando criança.

A reportagem, da revista Crescer, ouviu a mãe de Bolsonaro, Olinda Bolsonaro, e um dos irmãos, Renato Bolsonaro, que, em determinado momento fala da relação dele e dos irmãos com o pai.

“Meu pai tinha o estilão dele, boêmio. Mas nunca deixou um filho trabalhar, porque achava que o filho tinha que estudar”, disse.

O relato de Renato vai de encontro com o de Bolsonaro na última quinta-feira (4/7). Em mais uma de suas transmissões ao vivo pelo Facebook, Bolsonaro sugeriu que era a favor do trabalho infantil. “Trabalho dignifica o homem, a mulher, não interessa a idade”, disse.

A entrevista voltou à tona pelo Twitter. Muitos internautas comentaram a entrevista.

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