Othelino destaca papel da OAB para o Estado Democrático de Direito

O deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, destacou nesta, quinta-feira dia 12, o papel da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na garantia dos preceitos constitucionais e do estado democrático de direito.  

“Essa é uma homenagem não só da Assembleia Legislativa, mas um reconhecimento do povo do Maranhão. Não há como se fazer justiça sem uma advocacia forte. A OAB tem levantado bandeiras importantes e em momentos cruciais de dificuldade pelos quais o país já passou, sendo sempre essa voz ativa e de equilíbrio para a manutenção das garantias constitucionais (..) Que a OAB continue sendo essa instituição ativa e vigilante para que ninguém se sinta no direito de se insurgir contra as regras que estão estabelecidas na Constituição”, disse Othelino Neto.

A solenidade foi presidida pelo chefe do Parlamento Estadual e contou com a presença do presidente da OAB Seccional Maranhão, Kaio Saraiva, da vice-presidente da OAB-MA, Tatiana Costa, do desembargador Ricardo Duailibe, de advogados e representantes da advocacia maranhense, além dos deputados estaduais Socorro Waquim (PP), autora da homenagem; Wellington do Curso (PSC), Neto Evangelista (DEM) e César Pires (PSD).

AL-MA faz homenagem ao 8 de março: Dia Internacional da Mulher

A Assembleia Legislativa do Maranhão homenageou as mulheres nesta terça-feira, dia 8, pela passagem do Dia Internacional da Mulher. A sessão foi presidida pela deputada Cleide Coutinho (PDT) e a Mesa Diretora foi composta somente por mulheres.

“Há conquistas que não se pode ignorar, como a Lei Maria da Penha, a Casa da Mulher, o Ministério da Mulher, a Lei do Feminicídio, a Patrulha Maria da Penha e a Vara da Mulher”, frisou Cleide Coutinho. 

“Por tudo o que representam, elas precisam ser exaltadas em qualquer época do ano”, frisou Zito Rolim (PDT).

“Desejo que elas sejam respeitadas e continuem plantando amor nesse mundo que tanto precisa”, Adelmo Soares.

“Um dia muito especial para celebrar lutas e conquistas travadas por elas na busca por respeito, direitos, reconhecimento e valorização”, disse Marco Aurélio (PSB).

“Saúdo as servidoras desta Casa e as colegas deputadas que representam todas elas neste estado. Os avanços são importantes e a Casa do Povo tem cumprido um papel fundamental e decisivo para a garantia de direitos”, disse Roberto Costa.

“Eu homenageio as mulheres que lutam e pelejam pela afirmação de seus direitos, inclusive contra a violência doméstica. Estendo essa homenagem a todas aquelas que fazem o dia a dia desta Casa e às que trabalham conosco diariamente nos nossos gabinetes”, frisou Fábio Braga.

“Neste 8 de março, que Deus estenda suas mãos poderosas sobre as mulheres maranhenses. Minha homenagem especial vai para a minha mãe, dona Iracema de Castro Bezerra, uma das mulheres mais extraordinárias que Deus colocou no mundo. Mulher que me ensinou valores e princípios norteadores da minha vida”, Wellington do Curso (PSDB).

A orfandade dos pivetes, dos alcoólatras e dos amigos

Do blog do jornalista Zema Ribeiro

Filho de Durval Cunha Santos e Josefina Medeiros, Jonaval Medeiros da Cunha Santos nasceu em Codó/MA, em 10 de novembro de 1952 e faleceu hoje (20), vitimado por insuficiência respiratória em decorrência de um edema pulmonar, em São Luís, cidade que adotou e por que foi adotado desde antes de seu primeiro aniversário. Era irmão da cantora Didã.

Jornalista, entre poemas e contos publicou livros sob os pseudônimos Cunha Santos Filho e J. M. Cunha Santos: “Meu calendário em pedaços” (1978), “A madrugada dos alcoólatras” (s/d), “Pesadelo” (1993), “Paquito, o anjo doido” (s/d) e “Vozes do hospício” (2008), para citar alguns.

Neste último, dedicou-me o soneto “Motel”, um dos poucos poemas que sei dizer de cabeça, originalmente publicado n“A madrugada dos alcoólatras”, que recitei em muitas noites, em sua companhia ou fazendo sua fama ir além de sua presença: “O mênstruo da aurora em tom vermelho/ repete-me abatido na vidraça/ minha imagem em dó, ré, mi, coalha no espelho/ o sol, lavando o rosto, vê e passa/ É a manhã, rebento do meu sono, afoito/ me mudo para a lâmpada que acesa/ crava minha sombra sobre a mesa/ caneta e eu, poema, eterno coito/ Saudades dela em mim como estrias/ na pele – e como é duro removê-las/ devassos, nós dormimos quando é dia/ porque às noites, como cães lassos de orgia,/ se ela faz suruba com as estrelas/ eu vivo em coito anal com a poesia”.

Dividi muitas mesas e noites com Cunha Santos e pouparei os poucos mas fiéis leitores de histórias que poderiam soar apologia ao alcoolismo. Ele tinha consciência de sua condição e afirmava na terceira capa de “A madrugada dos alcoólatras” que o livro “não tem outra pretensão que não a de tentar descrever, através da poesia, pelo menos uma parte do sofrimento de que são acometidos todos eles”.

Recordo com especial carinho uma noite de sexta-feira que pariu o sábado em que amanhecemos tomando café numa padaria na Rua de São Pantaleão, próximo de onde ele então morava, e dali, com a mesma roupa de ontem, seguimos para assistir uma palestra do brilhante Agostinho Ramalho Marques Neto, que fora seu professor no curso (não concluído) de Direito, na Universidade Federal do Maranhão.

Na orelha de “Odisseia dos pivetes”, o jornalista e ex-deputado Luiz Pedro, falecido em junho passado, escreveu: “Cunha é um dos Santos de minha devoção”. Não exagerava. Além de poeta, foi um dos maiores cronistas políticos que o Maranhão conheceu.

Figura extremamente humana, era capaz de passar a noite distribuindo esmolas a quantos pedintes encostassem na mesa, deixando a conta na pendura – o fiado nas quitandas e bares ou a cumplicidade dos “colegas de copo e de cruz” invariavelmente garantiam-lhe a solidariedade.

Era um homem de esquerda, o que ninguém podia negar, combativo com a arma que tinha: a palavra. Se para muitos poetas e jornalistas o espectro ideológico deve ser omitido em nome de uma inalcançável, portanto falsa, imparcialidade, Cunha Santos nunca deixou de dizer de que lado estava, fosse escrevendo poemas em livros, fosse escrevendo textos em jornais. Combateu com igual fervor, entre a juventude e a melhor idade, a ditadura militar de 1964 e o governo genocida de Jair Bolsonaro – no que também irmanamo-nos: se uma CPI tem medo de dar às coisas o nome que as coisas têm, nós não.

Ia às lágrimas com facilidade, fosse por um poema, uma música, a situação do país, “comovido como o diabo”, como cravou outro poeta de sua predileção, exatamente como o personagem que dá título a um de seus poemas mais conhecidos, “As lágrimas de Seu Nelson”: Seu Nelson chorava todas as manhãs/ não porque estivesse velho ou triste/ não porque lhe deprimisse estar no mundo/ Seu Nelson chorava todas as tardes/ não porque sentisse dor ou soubesse de saudades/ não porque lhe deprimisse não ter muito aonde ir/ Seu Nelson chorava todas as noites/ não porque fosse criança ou tivesse medo do escuro/ não porque lhe restasse na vida um único e antigo amor/ Seu Nelson chorava todas as manhãs/ porque tinha certeza de que jamais/ haveria outra manhã igual àquela/ Seu Nelson chorava todas as tardes/ porque cedo ou tarde todas as tardes acabam/ Seu Nelson chorava todas as noites/ porque sabia que as estrelas/ se repetiriam em outras noites,/ naquela noite nunca mais/ e que sua madrugada só duraria/ até a hora de chorar mais uma vez”.

Talvez Seu Nelson e todos nós choremos por sabermos, agora, que nunca mais Cunha Santos escreverá outro poema, outra crônica. Resta a nós a saudade e relê-lo.

Senadores maranhenses não subscrevem homenagem a José Sarney

O Senado Federal aprovou ontem terça-feira, dia 27, homenagem ao ex-presidente José Sarney pelos 91 anos que completou no dia 24 de abril.

O requerimento foi do senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

Nelsinho Trad destacou fatos marcantes durante a trajetória de Sarney, como a Constituição de 1988. As quatro vezes que ele presidiu o Senado, e sua obra literária, que o levou à Academia Brasileira de Letras.

O requerimento foi subscrito pelos senadores Luiz do Carmo (MDB-GO), Eduardo Braga (MDB-AM), Rose de Freitas (MDB-ES), Marcelo Castro (MDB-PI), Lucas Barreto (PSD-AP), Simone Tebet (MDB-MS) e Eduardo Gomes (MDB-TO).

Curioso que nenhum dos três senadores maranhenses Roberto Rocha (PSDB), Weverton (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania) subscreveram o requerimento de Nelsinho Trad, para homenagear José Sarney. (Com informações da Agencia Senado)

AL-MA faz homenagem para Milson Coutinho e Indalécio Wanderlei

 

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A Assembleia Legislativado Maranhão homenageu nesta terça-feira (4), o ex-prefeito de Governador Nunes Freire, Indalécio Wanderlei (PT), 55 anos, que morreu no dia 29 de junho, e o desembargador, professor, historiador e escritor Milson Coutinho, que faleceu hoje, aos 81 anos.

O deputado Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa, lamentou as duas mortes, lembrando que Indalécio Wanderley foi um militante político respeitado. Quanto ao desembargador Milson Coutinho, disse do privilégio de desfrutar de sua amizade.

“O desembargador Milson Coutinho trabalhou com meu avô, Othelino Novas Alves, e com meu pai, Othelino Filho, no Jornal Pequeno, onde, juntos, empunharam a bandeira da liberdade e travaram históricas lutas pela democracia (..) Era um dos homens mais cultos do Maranhão e deixou um conjunto de obras que marca a sua trajetória como escritor e, também, como presidente da Academia Maranhense de Letras. Perdemos um dos grandes nomes de nossa história”, finalizou.

 

Inaugurada nova sede administrativa do Estado com homenagem a João Goulart

 

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Governador Flávio Dino e Maria Thereza Goulart, viúva do ex-presidente João Goulart (Foto: Gilson Teixeira)

Com participação de familiares do ex-presidente João Goulart, o governador Flávio Dino inaugurou, nesta sexta-feira (24), a nova sede administrativa do Governo no edifício que leva o nome do ex-chefe do executivo do Brasil, nos anos de 1961 a 1964. Maria Thereza Goulart, viúva de Jango, também foi homenageada, com a admissão na Ordem dos Timbiras.

“A homenagem a João Goulart é um ato de memória e verdade, para restaurar em todos os brasileiros e brasileiras, principalmente os do Maranhão, a reflexão sobre a importância de defendermos a democracia, para que não se repitam páginas de trevas como aquela que, infelizmente, acabou golpeando o mandato legítimo do presidente João Goulart”, declarou Flávio Dino.

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Edifício João Goulart/Foto: Gilson Teixeira

Maria Thereza Goulart, que na ocasião lançou, no Maranhão, sua biografia intitulada ‘Uma mulher vestida de silêncio’, disse ficar emocionada com as homenagens dedicadas a ela e ao ex-presidente.

“É motivo de muito orgulho para mim e toda a família receber essas lindas homenagens, principalmente pelo fato da iniciativa partir do governador Flávio Dino, que tem a nossa admiração e compartilha de muitos dos ideais de João Goulart”, disse a ex-primeira dama.

Para o neto do ex-presidente, João Marcelo Goulart, a homenagem é uma demonstração de que os ideais do avô permanecem vivos e são inspiração.

“Trazer o nome do Jango nesse momento político de ataques à democracia e perdas de direitos é emocionante e faz lembrar que o meu avô foi um defensor da pátria, dos direitos trabalhistas, tão atacados ultimamente”, destacou.

Construído em 1957 e abandonado por quase trinta anos, o Edifício João Goulart foi totalmente revitalizado e, agora, abriga secretarias e órgãos estaduais. A reforma e utilização do prédio faz parte das ações do Polo Institucional do programa Nosso Centro, que visa ampliar o fluxo de pessoas em horário comercial na região central de São Luís.

Secretário Jefferson Portela receberá ‘Medalha Manuel Beckman’ na AL-MA

 

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Secretário Jefferson Portela/Foto: Reprodução

O Secretário de Segurança Pública do Estado, Jefferson Portela, será homenageado quinta-feira, 26 de setembro, às 11 horas, na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Ele será agraciado com a Medalha Manoel Beckman, a maior honraria do Poder Legislativo àqueles que contribuíram ou contribuem para o bem do Maranhão ou do Brasil. A homenagem tem como autor o deputado Duarte Jr (PCdoB).

Formado em Direito na Universidade Federal do Maranhão passou por várias delegacias na capital e interior, também foi Delegado Geral, Presidente da Adepol (Associação de Delegados de Polícia do Maranhão. Jefferson Miler Portela está no cargo de Secretário de Segurança desde 2015.

Glenn Greenwald do site The Intercept Brasil será homenageado no Maranhão

 

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Jornalista Glenn Grennwald e o deputado estadual Zé Inácio/Foto: Reprodução

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald editor do site The Intercept Brasil será homenageado  na Assembleia Legislativa do Maranhão, com a medalha ‘Manuel Beckman’, maior honraria do Parlamento Maranhense.

O autor do requerimento aprovado nesta quarta-feira (18), na Assembleia Legisltativa, é o deputado Zé Inácio (PT). O jornalista será homenageado pelo trabalho jornalístico que em parceria com outros meios de comunicação estão revelando os bastidores da Operação Lava Jato, através da série de reportagens chamada de VazaJato.

O deputado Zé Inácio festejou nas redes sociais a aprovação do seu requerimento.

“A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou na manhã de hoje a concessão da ‘Medalha Manuel Beckman’ ao jornalista Glenn Greenwald, proposição de minha autoria. Homenagear Glenn é reconhecer sua grande contribuição ao Estado Democrático de Direito através do jornalismo investigativo”, comemorou Zé Inácio.