Revista Veja revela que o Brasil esteve à beira de uma Convulsão Social, o ápice seria 10 de Abril

 

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Dias Toffoli: “O Supremo deve ter esse papel moderador, oferecer soluções em momentos de crise” (Cristiano Mariz/VEJA)

Matéria publicada nesta sexta-feira (9), pela revista Veja, revela que uma ação iniciada pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou um provável  impeachment  do presidente Jair Bolsonaro.

Na entrevista, Dias Toffoli, conta que costurou um acordo nos primeiros meses do ano com os presidentes da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Foram várias encontros e temas tratados, entre eles, um movimento pró-impeachment de Bolsonaro e julgamentos que poderiam resultar na libertação de Lula.

De acordo com o ministro Toffoli, estava em andamento um processo de convulsão social no país. Havia insatisfação de militares, classe política e de empresários, incomodados com a forma que o presidente Bolsonaro começou conduzir o país.

Veja aqui a entrevista com Dias Toffoli

‘Bolsonaro devia fazer conta ao invés de ficar falando besteiras na rua’ diz Weverton Rocha

 

Senador Weverton Rocha
Senador Weverton Rocha (PDT)/Foto: Reprodução

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), durante a sessão ordinária desta terça-feira (6), a primeira após o recesso parlamenta, contribuiu para fazer coro às críticas a Bolsonaro, por senadores do Nordeste.

Para ele, enquanto Bolsonaro fica falando besteiras e dividindo o país ainda mais, questões sérias e importantes para o Brasil continuam sem avançar.

“.. impressiona como o presidente Bolsonaro trata toda uma reunião, como se achasse que apenas apertando um botão poderia dizer esqueça-os. Vamos anulá-los, tirá-los da Federação. O presidente Bolsonaro.., primeiro tem que fazer contas antes de ficar falando besteira no meio da rua. Ele precisa lembrar que no Senado o Norte e Nordeste somam 48 senadores, o suficiente para barrar qualquer coisa. Mas, não faremos porque temos responsabilidade..”, disse Weverton Rocha.

Flávio Dino diz que não é porque Bolsonaro não gosta dele, que deixará de recebê-lo no MA

 

dino e bolsonaro
Foto: Reprodução

O governador, Flávio Dino (PCdoB), após o presidente Jair Bolsonaro declarar seu ressentimento e preconceito com o Nordeste, de modo particular ao Maranhão, fez Flávio Dino passar ser presença mais frequente no noticiário político nacional.

Em entrevista ao Site Congresso Em foco, publicada neste sábado (27), Flávio Dino, fala sobre as declarações de Bolsonaro e sobre a possibilidade de recebê-lo no Maranhão. Para ele, não há nenhum problema em cumprir agenda ao lado de Bolsonaro.

“..não é porque ele não gosta de mim que vou deixar de cumprir o juramento que fiz de defender meu estado”, acrescentou Flávio Dino.

Questionado ainda sobre a declaração do presidente Bolsonaro, sobre a polemica envolvendo os governadores do Nordeste, ele disse que acredita que o presidente tem dado declarações polêmicas como essa apenas para ocupar a agenda pública com conflitos e, assim, esconder a falta de resultados do governo federal.

Eliziane Gama pedirá explicações no Senado sobre fala de Bolsonaro em relação ao MA e PB

 

Plenário do Senado
Senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA)/Foto: Reprodução

No inicio da noite desta sexta-feira (19), a senadora Eliziane Gama, reagiu nas redes sociais em tom de indignação em relação a fala do presidente Bolsonaro na manhã de hoje em relação ao Maranhão e a Paraíba. A senadora disse que pedirá explicações através do Senado sobre  o que quis dizer o presidente Bolsonaro com a frase “nada para o Maranhão e Paraíba”.

boicote ma

Durante café da manhã oferecido hoje a correspondentes internacionais em Brasília o presidente Bolsonaro determinou uma especie de ‘boicote’ aos governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e da Paraíba, João Azevedo (PSB).

Antes da conversa com os jornalistas Jair Bolsonaro falou rapidamente com o ministro Chefe da Casa Civil, Onix Lerenzoni, a respeito dos dois governadores que foi capitado pelo sistema de som.

“O governador da Paraíba é pior que esse do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, afirmou Bolsonaro.

Nas redes sociais Flávio Dino se posicionou sobre a fala do presidente Bolsonaro. O governador do Maranhão disse que conhece a Constituição e que independente de opiniões pessoais o presidente tem que respeitar os entes federados.

‘Independentemente de suas opiniões pessoais, o presidente da República não pode determinar perseguição contra um ente da Federação. Seja o Maranhão ou a Paraíba ou qualquer outro Estado. “Não tem que ter nada para esse cara” é uma orientação administrativa gravemente ilegal’, alertou Flávio Dino.

Abaixo o vídeo do café da manhã.

Bolsonaro propõe ministro evangélico para o STF durante evento das Assembleias de Deus

 

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Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (31), durante a Convenção Nacional das Assembleias de Deus Madureira, em Goiânia, criticou STF e propôs um ministro evangélico para a corte.

“O Supremo Tribunal Federal agora está discutindo se homofobia pode ser tipificada como racismo. Desculpem, ministros do supremo tribunal federal, a quem eu respeito, e jamais atacaria um outro Poder. Mas, ao que parece, estão legislando. O Estado é laico, mas eu sou cristão. Como todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, existe algum, entre os 11 ministros, evangélico, cristão assumido? Não me vem à imprensa dizer que quero misturar Justiça com religião. Será que não está na hora de termos um ministro do Supremo Tribunal Federal evangélico?”, disse.

(Da Revista Forum)