Flávio Dino destaca reação da Direita ao perigo do Brasil ser entregue à Extrema-Direita

 

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Flávio Dino, governador do Maranhão/Foto: Reprodução

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que recentemente também foi alvo de ataques do presidente Bolsonaro destacou nesta terça-feira (30), nas redes sociais, a importância das reações da Direita em relação as declarações e medidas fascistas adotadas pelo presidente.

“É importante que lideranças de direita estejam acordando para o perigo que o Brasil corre entregue à extrema-direita e ao fascismo. Todos que queiram agora resistir às perseguições e ao ódio são bem vindos na defesa da Constituição e da democracia”, disse Dino.

Essa mudança de postura da direita, a qual  Flávio Dino se refere, passou ocorrer mais claramente após as polêmicas com governadores do Nordeste, indicação do filho de Bolsonaro à Embaixada nos EUA e mais recentemente a questão envolvendo o desaparecimento de Fernando Santa Cruz durante a Ditadura Militar, pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, que irá acionar Bolsonaro no STF.

O indicativo de mudança da posição da direita pode ter motivado o adiamento da reunião de líderes da oposição na Câmara Federal para o próximo dia 6 de agosto, era para ocorrer hoje. Eles pretendem definir medidas conjuntas contra Bolsonaro, segundo eles, por causa do perigo que as medidas e declarações de Bolsonaro representam para ordem democrática.

Os líderes dos partidos de oposição como PSB, PCdoB, Rede, PSOL e PDT pretendem chegar até o pedido de impeachment de Bolsonaro.

Brasil mais dividido e cheio de ódio

 

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Governador Flávio Dino/Foto: Reproodução

Acontecimentos do final de semana, para ser mais preciso no domingo (6), ainda repercutem negativamente para país. O dia foi marcado novamente por manifestações populares nas principais cidades brasileiras, em apoio e contra: Lula, Lava-Jato, Bolsonaro, Sérgio Moro, Esquerda e Direita.

O governador do Maranhão Flávio Dino na sua conta no twitter chamou atenção para importância do exercício da democracia, mas alertou para intolerância registrada em meio aos acontecimentos.

“Um dia de domingo: cidadão é fuzilado por “equívoco”; mulher é agredida por 3 homens em face de posições políticas; jornalista da TV é ameaçado de morte em razão de reportagem. Essa é uma característica do ethos fascista: a violência”, alertou Dino.

O fato é que o Brasil a cada dia fica mais dividido e cheio de ódio. Nesse contexto, o governador alertar a população sobre o perigo que tudo isso representa para democracia brasileira e o futuro do país.

“Um projeto nacional de bem-viver no Brasil deve ter como meta superar o ódio entre os brasileiros e brasileiras, promover a união em busca de um destino comum, respeitar as diferenças e lutar contra as desigualdades que explicam fuzilamentos por “equívoco”, acrescentou Flávio Dino.

Márcio Jerry vai solicitar explicações sobre espionagem na CNBB

 

MARCIO CAMARA
Deputado Federal Márcio Jerry (PCdoB)/Foto: Reprodução

jerri abimO governo Bolsonora parece mesmo vocacionado a polêmicas, nesta semana deverá enfrentar mais uma, desta vez com a Igreja Católica. O deputado federal Marcio Jerry (PCdoB-MA), informou nas redes sociais que apresentará nesta segunda-feira (11), à Mesa da Câmara Federal convocação ao general Augusto Heleno (Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência do Brasil), para explicar a denuncia de espionagem na CNBB, publicada neste domingo(10) no Jornal O Estado de SP.

Manifestações de preocupação e protestos em relação ao trabalho do (GSI), tendo como alvo a Igreja Católica foram destacadas por vários políticos. Entre eles, o Senador Randolfe Rodrigues(Rede-AP), que considerou a medida autoritária e desrespeitosa e uma ameaça à divergência imprescindível à democracia.

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Os trabalhos quando forem retomados nesta semana que se inicia no Congresso Nacional, o governo Bolsonaro vai está diante de mais um debate que poderá aumentar o desgaste do governo e envolvê-lo em mais uma polêmica, agora politico-religiosa.

Bolsonaro ataca Haddad e petista pergunta se ele já pode debater

 

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) (Silvia Izquierdo/AP – Paulo Whitaker/Reuters)

Rivais na disputa do segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) trocaram farpas neste sábado, 5, pelo Twitter por causa de uma reportagem do portal noticioso alemão Deutsche Welle.

Na sexta-feira, Haddad compartilhou o link de um texto, publicado em 28 de novembro passado, intitulado “Brasil,um país do passado”, com críticas fortes a Bolsonaro e às ideias de seus seguidores – entre outras coisas, apontava que “no Brasil, está na moda um anti-intelectualismo que lembra a Inquisição” e que “seus representantes preferem (o pastor) Silas Malafaia a Immanuel Kant (filósofo alemão).

Na tarde deste sábado, Bolsonaro retrucou, também em um post no Twitter, chamando Haddad de “fantoche do presidiário corrupto” e “marmita”. “A verdade é que o marmita, como todo petista, fica inventando motivos para a derrota vergonhosa que sofreram nas eleições, mesmo com campanha mais de 30 milhões mais cara”, escreveu, completando na sequência que “o PT quebrou o Brasil de tanto roubar, deixou a violência tomar proporções de guerra, é uma verdadeira quadrilha e ninguém aguenta mais isso!”.

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Haddad, então, voltou a tuitar apontando o link para o texto do jornal alemão e convidou Bolsonaro para um confronto, lembrando o fato de o rival ter recusado participar de debates no segundo turno da eleição, alegando problemas de saúde. “Na verdade, quem disse isso foi um jornalista da Deutsche Welle, mas se você já se sentir seguro para um debate frente a frente, estou disponível. Forte abraço!”.

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(Informação Veja)

Autocrítica da esquerda é respeito ao eleitor e não autoflagelação

 

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Fernando Haddad e Manuela D’Avila/Foto: Ricardo Stuckert

Por Fábio Góis

Os destroços que restaram da disputa entre a esquerda de Fernando Haddad (PT) e a extrema-direita de Jair Bolsonaro (PSL), o vencedor com 39,2% do eleitorado, deveriam servir para que o grupo derrotado fizesse, de uma vez por todas, a tão repetida autocritica pelos diversos erros cometidos no poder. Mas não como uma “autoflagelação” para o deleite dos vencedores, observa o cientista político Ricardo de João Braga, mas para melhorar e, em suma, por respeito aos eleitores.

“Autocrítica não consiste em autoflagelação pública para regozijo dos adversários, mas análise, diagnóstico e proposição de novas estratégias de ação, capazes de produzir melhores resultados em termos sociais, econômicos, políticos, etc. Uma reflexão racional não para saciar desejos emocionais de apoiadores ou adversários, mas para governar diferente e melhor no futuro, quando a oportunidade se apresentar”, observa Ricardo, doutor em Ciência Política e colaborador constante deste site.

“Autocrítica é o respeito pela razão e a autonomia do eleitor”, acrescenta o também economista e professor do mestrado profissional em Poder Legislativo da Câmara Federal.

As observações do cientista político estão acompanhadas de outras igualmente pertinentes no artigo “Ou a autocrítica, ou a farsa” que o Congresso em Foco publica com exclusividade nesta terça-feira (25) natalina. O texto é o primeiro de uma série de reflexões de Ricardo de João Braga e que este site publicará, nos próximos dias, como contribuição para o debate sobre os rumos do Brasil após a eleição que marcou a volta da direita – com fortes traços de militarismo – ao poder central.

Diplomação em SP e MG foram marcadas por agressões físicas e verbais

 

Em São Paulo, uma confusão protagonizada pelo ator-porno e deputado eleito Alexandre Frota, com militantes e políticos de esquerda foi o destaque da cerimonia de diplomação. Só faltou socos e pontapés, mas sobraram agressões verbais e empurrões para todo gosto.

A pacificação política no Brasil não foi alcançado com o resultado das urnas em 2018. Ao contrário, acirrou o ódio registrado antes, durante o depois do pleito. Difícil acreditar que após a posse do presidente  Bolsonaro, em 1º de janeiro de 2019, isso venha ocorrer.

É provável que iremos viver um dos momentos políticos e sociais mais hostis da nossa história republicana.

No Estado de Minas Gerais, para deleite da plateia formada em sua maioria por familiares, amigos e correligionários as agressões na cerimonia chegou às vias de fato. Os deputados federais Cabo Junio Amaral (PSL), e Rogerio Correa (PT), se agrediram fisicamente. Trocaram socos e tapas literalmente.