Lava Jato escondeu da PGR acordo com EUA sobre dinheiro da Petrobras

 

Procurador, Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato/Foto: Reprodução

Mais recente matéria publicada da série Vaza Jato, desta vez realizada pelo The Intercept e Agência Publica, mostra que Deltan Dallagnol e sua equipe esconderam da Procuradoria-Geral da República o acordo para repatriar parte da multa bilionária paga pela Petrobras nos Estados Unidos.

Eles tentaram criar uma fundação gerida pela força-tarefa para o “combate à corrupção” que seria mantida com recurso oriundos do acordo.

Segundo a reportagem, Deltan Dallagnol, iniciou as tratativas com representantes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em outubro de 2015, quando uma missão estadunidense esteve no Brasil.

No dia 7 de outubro, o chefe da Lava Jato teria falado com o então chefe do setor de cooperação internacional da Procuradoria-Geral da República (PGR), Vladimir Aras, reclamando de uma reportagem do Jornal GGN, de Luís Nassif, sobre o conluio que estava sendo costurado com os estadunidenses.

Na conversa, Dallagnol avisa a Aras: “Temos que pensar na linha de imprensa quando vier a notícia do 1.6 bi de dólares de multa”. “Era esperado. Mas sossega. Os cães ladram”, responde Aras.

Leia aqui reportagem na íntegra

(Informações Revista Fórum)

Corregedor arquiva 5 representações contra Deltan em 20 min

 

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Deltan Dallagnol/Foto: Reprodução

O corregedor Nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, deu um presentão de Natal ao procurador Deltan Dallagnol, chefe da Lava Jato em Curitiba. O corregedor aproveitou os últimos minutos do dia 19 de dezembro e arquivou seis reclamações contra Deltan, cinco foram arquivadas em menos de 20 minutos.

Mais informações aqui no O Estadão

‘..destruiu empresas. Jamais aconteceria nos EUA ou Alemanha..’, Toffoli sobre Lava Jato

 

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Dias Toffoli, presidente do STF, e Sérgio Moro, ex-juiz da Lava Jato e ministro da Justiça/Foto: Reprodução

O Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, certamente sofrerá ataques de lavajatistas e milicias digitais após dizer em entrevista publicada nesta segunda-feira (16), no jornal O Estado de S.Paulo que a Lava Jato “destruiu” empresas brasileiras, e o que ela fez no Brasil não aconteceria nos EUA e Alemanha.

“A Lava Jato foi muito importante, desvendou casos de corrupção, colocou pessoas na cadeia, colocou o Brasil numa outra dimensão do ponto de vista do combate à corrupção, não há dúvida. Mas destruiu empresas. Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos. Jamais aconteceu na Alemanha”, disse.

(Revista Fórum)

‘Só de Sacanagem’ desembargador usa para condenar Lula no TRF-4

 

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Ex-juiz e mistro da Justiça, Sérgio Moro e o desembargador do TRF-4, Leandro Paulsen/Foto: Reprodução

O resultado do julgamento de Lula no TRF-4 na última quarta-feira (27), em relação ao Sitio de Atibaia, repercute mais pela forma do julgamento e votos do MPF e dos desembargadores do Tribunal, que pela sentença de 17 anos aplicada ao petista.

Todos os recursos apresentados pela defesa de Lula foram negados, e ainda, o desembargadores foram indiferentes ao recente entendimento do STF, sobre delação de delatores e delatados, demonstrando incongruência e desrespeito. Também não é demais lembrar que a condenação do caso na 1ª Instância, feita pela juíza Gabriela Hardt, é considerado nos meios jurídicos um clássico CRLT-C e CRLT-V da condenação do caso do Triplex do Guaruja.

De acordo com  o jornal O Globo nesta quinta-feira (28),  o desembargador Leandro Palsen no seu voto a favor da condenação abandonou o formalismo e declamou trechos da música da cantora Ana Carolina cujo titulo é “Só de sacanagem”.

“Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais”, disse narrou Paulsen.

E prosseguiu, após rasgados e efusivos elogios à Lava Jato o desembargador TRF-4 em Curitiba, terra do ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro, disparou mais um trecho da música.

“A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam. Não roubarás! Devolva o lápis do coleguinha! Esse apontador não é seu, minha filha!”, completou Paulsen.

Ex-juiz Sérgio Moro alterou padrão de atuação ao divulgar áudios de Lula

 

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Ex-juiz e ministro da Justiça Sérgio Moro/Foto: Reprodução

O ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro, mudou seu padrão na divulgação de áudios em relação a Lula. É o que está revelando neste domingo (24) mais uma publicação do The Intercept dentro da serie de reportagem da Vaza Jato, em parceria com a Folha de S.Paulo.

“um levantamento feito pela Operação Lava Jato em 2016 e nunca divulgado põe em xeque a justificativa apresentada pelo ministro Sérgio Moro quando era o juiz do caso e mandou retirar o sigilo das investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”.

Na oportunidade, Moro declarou que somente havia seguido o padrão estabelecido pela Lava Jato, assegurando total publicidade aos processos que conduzia e a informações de interesse para a sociedade. No entanto, um levantamento realizado pela força-tarefa da operação em Curitiba indicou que a prática adotada no caso de Lula foi diferente de outras ações semelhantes.

“O levantamento da Lava Jato, que analisou documentos de oito investigações em que também houve escutas telefônicas, indicou que somente no caso do ex-presidente os áudios dos telefonemas grampeados foram anexados aos autos e o processo foi liberado ao público sem nenhum grau de sigilo. Nos outros exemplos encontrados pela força-tarefa, todos extraídos de ações policiais supervisionadas por Moro na Lava Jato, o levantamento do sigilo foi restrito”, diz a reportagem.

Outro detalhe revelado pela Vaza Jato é que o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, mentiu e manipulou o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Dallagnol disse a ele que era padrão de Sérgio Moro liberar o sigilo das gravações.

“é um dos fatos apontados pelo habeas corpus que a defesa de Lula apresentou ao STF para questionar a imparcialidade e Moro como juiz nas ações em que o petista foi condenado. O ex-presidente pede que o tribunal declare a suspeição de Moro e anule os processos contra ele”, acrescente a matéria.

“Quero ver Moro se segurar na cadeira”, editor do Intercept sobre novas publicações

 

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Foto: Reprodução

Folha Impacto – O jornalista Glenn Greenwald, editor do site Intercept que vem fazendo revelações na série de reportagens da Vaza Jato, que mostram tramas do ex-juiz Sérgio Moro e Deltan Dallagnol à frente da Lava Jato, afirmou em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre, que as próximas publicações serão um teste de resistência a Sérgio Moro.

“quero ver Moro se segurar na cadeira depois das próximas revelações”, disse Glenn.

A afirmação foi uma resposta à entrevista de Sérgio Moro a um dos jornalistas de confiança da Operação Lava Jato, Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo. Na entrevista, publicada sexta-feira (15), Moro desafiou a Vaza Jato e disse que não vai renunciar.

“Se quiserem publicar tudo, publiquem. Não tem problema”.

PF pede prisão de Dilma Rousseff mesmo ela não sendo investigada, mas STF nega

 

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Foto: Reprodução

NOTA À IMPRENSA

É estarrecedora a notícia de que a Polícia Federal pediu a prisão da ex-presidenta Dilma Rousseff num processo no qual ela não é investigada e nunca foi chamada a prestar qualquer esclarecimento.

A ex-presidenta sempre colaborou com investigações e jamais se negou a prestar testemunho perante a Justiça Federal, nos casos em que foi instada a se manifestar.

Hoje, 5 de novembro, ela foi convidada a prestar esclarecimentos à Justiça, recebendo a notificação das mãos civilizadas e educadas de um delegado federal. No final da tarde, soube pela imprensa do pedido de prisão.

O pedido de prisão é um absurdo diante do fato de não ser ela mesma investigada no inquérito em questão. E autoriza suposições várias, entre elas que se trata de uma oportuna cortina de fumaça. E também revela o esforço inconsequente do ministro da Justiça, Sérgio Moro no afã de perseguir adversários políticos. Sobretudo, torna visível e palpável o abuso de autoridade.

Ainda bem que prevaleceu o bom senso e a responsabilidade do ministro responsável pelo caso no STF, assim como do próprio Ministério Público Federal.

Assessoria de Imprensa
Dilma Rousseff

Para ex-ministro da Justiça prisão em 2ª instancia agrava impunidade

 

Na próxima quarta-feira (23) o STF retoma o julgamentos sobre a prisão em 2ª Instancia. Os defensores das ADCs contrarias ao entendimento adotado pelo Supremo desde 2016, que se pronunciaram na primeira sessão, entre eles, o advogado e ex-ministro da Justiça Zé Eduardo Cardoso o argumento a prisão em 2ª instancia combate impunidade não é verdadeiro além disso, o problema está no Sistema Prisional Brasileira.

Julgamento no STF poderá beneficiar o ex-presidente Lula

 

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Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF), deverá julgar na quinta-feira (17)  Ações que questionam a prisão de condenados depois de julgamento em segunda instância.

dependendo do resultado réus presos e ainda com recursos nos tribunais superiores, ou na segunda instância, devem ser liberados em todo o país. Essa decisão poderá beneficiar o ex-presidente Lula.

As ações que serão julgadas forma apresentadas pela OAB e pelos partidos PCdoB e Patriota. O placar por enquanto no STF é de 7 votos a favor e 3 contra.

Ayres Brito diz na Globo News que ‘Lava Jato não observou bem o devido processo legal’

 

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Ex-ministro do STF Ayres Brito/Foto: Reprodução

O ex-ministro do STF, Ayres Britto, deixou tontos o staff de analistas políticos da Globo News, defensora intransigente da Lava Jato e do ex-juiz Sérgio Moro, durante entrevista na noite de quarta-feira (9).

Questionado sobre a importância da Lava Jato no combate à corrupção e a postura do ex-juiz Sérgio, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal foi mais claro que sol.

“… o Judiciário não pode ser nascente, corrente e foz de um mesmo rio. Não pode fazer as três coisas ao mesmo tempo. E nessa operação Lava Jato, houve mistura das três coisas…”, disse Ayres Brito.