Ayres Brito diz na Globo News que ‘Lava Jato não observou bem o devido processo legal’

 

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Ex-ministro do STF Ayres Brito/Foto: Reprodução

O ex-ministro do STF, Ayres Britto, deixou tontos o staff de analistas políticos da Globo News, defensora intransigente da Lava Jato e do ex-juiz Sérgio Moro, durante entrevista na noite de quarta-feira (9).

Questionado sobre a importância da Lava Jato no combate à corrupção e a postura do ex-juiz Sérgio, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal foi mais claro que sol.

“… o Judiciário não pode ser nascente, corrente e foz de um mesmo rio. Não pode fazer as três coisas ao mesmo tempo. E nessa operação Lava Jato, houve mistura das três coisas…”, disse Ayres Brito.

Validação no STF das mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil terá efeito devastador na Lava Jato

 

Sessão do Supremo
Foto: Reprodução

A Folha de S.Paulo publicou nesta sexta-feira (4)  reportagem informando que o ministro Gilmar Mendes, com apoio de outros membros do STF, vai acionar a PGR (Procuradoria-Geral da República) para que esta verifique a autenticidade dos arquivos divulgados pelo The Intercept Brasil sobre a Lava Jato.

Se comprovadas a veracidade das mensagens elas poderão ser usadas judicialmente contra membros da Força Tarefa, o que atingirá de ‘morte’ a já muito desgastada Operação Lava Jato, desde que começaram ser divulgadas as mensagens pelo The Intercept.

As mensagens divulgadas até agora mostram indícios muito fortes de irregularidades nas condutas principalmente do o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato.

Durante sessão no pleno do STF na última quarta-feira (2), o ministro Gilmar Mendes fez duras e contundentes críticas à Força Tarefa e seus principais membros, citando trechos de mensagens trocadas entre procuradores e publicadas pelo Intercept Brasil. O que levou o sub-procurador geral Alcides Martins externar sua preocupação e solicitar o material de posse do ministro.

“Queria deixar aqui patente a minha preocupação com todas as colocações feitas pelo eminente ministro Gilmar Mendes. Não me cabe fazer nenhum juízo de valor, seja em relação às pessoas, seja em relação às instituições, [aos] atos, à gravidade deles que foi referida (…) Se me permite, ministro Gilmar, se pudesse encaminhar esses elementos à Procuradoria-Geral para que fossem avaliados por quem é de direito, porque o que referiu é de extrema gravidade.”, disse Alcides Martins.

O ex-juiz Sérgio Moro em português claro

 

Brazil's Justice Minister Sergio Moro gestures after a meeting with Brazil's President Jair Bolsonaro at the Planalto Palace in Brasilia
Sérgio Moro/Foto: Reprodução

Blog do Juca Kfouri

O que Sérgio Moro quis ao revelar o hackeamento de uma porção de autoridades foi tê-las sob seu controle.

Do presidente da Câmara, do Senado, e de ministros do STF, ao presidente da República.

“Olhe, fulano, eu sei tudo que você andou conversando”.

Daí propôs, sem ter poder para tal, destruir as provas.

Mas, é claro, guardar para ele todas elas.

De maneira a evitar embates com quem pudesse atrapalhar seus projetos, sejam eles quais forem, com relação ao STF, que terá de ser aprovado no Senado, ou às eleições de 2022.

Embora cada vez mais refém de Jair Bolsonaro, desorientado, Moro achou que pudesse virar o jogo, de denunciado para denunciante.

Deus-se mal porque manobra tão rasteira não pegou.

Seu poder de destruição diz respeito a ele mesmo.

Que invente outra enquanto convive com a veloz desconstrução de sua imagem.

Nunca foi juiz. Jamais passou de um justiceiro.

Editor do The Intercept Brasil revela conversa com fonte de mensagens

 

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Glenn Greenwald Foto: Reprodução

telegram-iphone-v1A fonte que entregou os diálogos da Operação Lava Jato ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, negou em conversa no dia 5 de junho que também tenha sido responsável pela invasão ao Telegram do Ministro da Justiça, Sergio Moro. O diálogo foi repassado a VEJA pelo próprio Greenwald.

Na mensagem, o jornalista pergunta à fonte se ela havia lido uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre a invasão ao celular do ministro. O título da matéria dizia que o hacker usou aplicativos do aparelho e trocou mensagens por seis horas. “Posso garantir que não fomos nós”, responde a fonte, em mensagem transcrita de forma literal.

“Nunca trocamos mensagens, só puxamos. Se fizéssemos isso ia ficar muito na cara”, diz a fonte em outra mensagem, antes de criticar o método de ação empregado contra o ministro. “Nós não somos ‘hackers newbies’ [amadores], a notícia não condiz com nosso modo de operar, nós acessamos telegrama com a finalidade de extrair conversas e fazer justiça, trazendo a verdade para o povo.”

Segundo Greenwald, o primeiro dos contatos com a fonte ocorreu no início de maio. Ou seja, um mês antes da denúncia feita pelo Ministério da Justiça. Ele conta que foi apresentado à fonte por um intermediário, e reitera que todos os contatos foram feitos virtualmente. Greenwald também afirmou desconhecer a identidade do hacker, que teria extraído todo material do Telegram de Dallagnol.

(Informações Veja)

Márcio Jerry volta questionar líder bolsonarista sobre suposta armação contra liberdade de imprensa

 

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Joice Hasselmann (PSL-SP) e Márcio Jerry (PCdoB-MA)/Foto: Reprodução

O deputado federal Márcio (PCdoB), segue na cola da líder do governo na Câmara Federal, Joice Hasselmann (PSL). Na noite desta terça-feira (23), a aliada de Bolsonaro voltou receber uma reprimenda de Márcio Jerry no twitter.

Joice ao comemorar prisões de ‘hackers’ hoje em São Paulo, suspeitos de invadirem os celulares de Sérgio Moro, ela insinuou que o  editor do The Intercepet Brasil, Gleen Grennwald, poderia ser preso a qualquer momento.

joice e marcio

No último domingo (21), Joice Hasselmann denunciou que seu celular teria sido invadido por hackrs. Ontem segunda-feira (22), o ministro da Economia Paulo Guedes fez denuncia igual. Coincidentemente na véspera da Operação realizada hoje contra os ‘hackrs’.

Márcio Jerry chama de cínica desculpa de Dallagnol para não comparecer a Câmara

 

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Procurador Deltan Dallagnol desiste de comparecer à Câmara para falar sobre mensagens divulgadas pela The Intercept/Foto: Reprodução

O procurador e coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, comunicou que não comparecerá a convite da Câmara Federal nesta terça-feira (9), para responder questionamentos dos parlamentares sobre a VAZA JATO.

As criticas a Deltan nas redes sociais foram imediatas, o deputado federal Marcio Jerry (PCdoB-MA), chamou de cínica a justificativa feita pelo procurador.

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No ofício enviada à Câmara Federal Deltan Dallagnol disse que suas ações estão sujeitas à apreciação do Poder Judiciário. Em outras palavras, que não está obrigado a dá satisfação sobre as denuncias ao Poder Legislativo.

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