Presidenciáveis também disputam entrevistas em Rádios

Da Folha de SP

Uma estratégia comum aos principais pré-candidatos à presidência da república quem vem chamando atenção, são as entrevistas em Emissoras de Rádio em Todo Brasil.

Juntos Lula (PT), Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e Moro (Podemos) concederam 30 3ntrevistas, apenas na primeira quinzena de fevereiro.

As entrevistas nas Emissoras de Rádio, são mais informais que na TV e grandes redes de comunicação. Os candidatos ficam com mais tempo e liberdade para falarem sobre temas mais instigantes.

Eleições 2022: estados poderão ter palanques duplos para presidente

Do O Globo

indefinição para a composição das chapas e alianças, a menos de um ano da disputa, e os resultados recentes das pesquisas de intenção de voto abrem brechas para a formação de palanques múltiplos.

Ao menos em dez estados, candidatos a governador podem receber o apoio de dois ou mais presidenciáveis.

Genial/Quaest: Lula vence todos no 2º turno

Pesquisa Genial-Quaest nesta quarta-feira, dia 12, sobre a corrida eleitoral ao Palácio do Planalto confirma Lula na liderança. Lula vence os outros pré-candidatos em em todos os cenários.

No 1º turno, os números são os seguintes: Lula (PT) aparece 45% dos votos; Bolsonaro (PL), 23%; (Podemos), 9%; Ciro (PDT), 5% e Doria (PSDB), 3%.

Na pesquisa foram ouvidas 2.000 pessoas entre 6 e 9 de janeiro. Registrada do TSE, com o número: BR-00075/2022. Com margem de erro de 2% e confiança é de 95%.

PoderData: Lula vence todos no 2º turno

Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira, dia 23, e realizada de 19 a 21 de dezembro de 2021, mostra que Lula (PT) venceria todos os adversários em um eventual 2º turno nas eleições presidenciais.

Em todas as simulações, Lula tem uma intenção de votos próxima de 50% no 2º turno e uma vantagem de ao menos 20 pontos percentuais sobre os oponentes.

A pesquisa foi realizada por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.000 entrevistas em 494 municípios nas 27 unidades da Federação de 19 a 21 de dezembro de 2021.

Flávio Dino avisou que Moro e Curitiba não eram competentes para processar Lula

Ex-juiz federal e governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), lembrou nas redes sociais nesta segunda-feira, dia 8, que há muito tempo avisa que o e-juiz Sérgio Moro e a 13ª Vara em Curitiba, não tinham competência para processar e condenar Lula, no âmbito da Lava Jato.

“Há muitos anos, venho sublinhando que esses processos contra o ex-presidente Lula jamais poderiam ter sido julgados em Curitiba. Incompetência processual que pode e deve ser reconhecida a qualquer tempo. Vitória da Constituição. Como ex-magistrado federal, fico muito feliz (..) Ministro Fachin decidiu um habeas corpus proposto em 03/11/2020. Nada de estranho quanto a isso. E aos que estão preocupados com apuração de condutas de Sérgio Moro, há várias outras formas de chegar a esse resultado. Decisão foi correta, de acordo com a Constituição e o CPP”, governador Flávio Dino.

Hoje o ministro do STF, Edson Fachin, anulou as condenações de Lula no caso do tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia, da sede do instituto Lula e das doações ao Instituto Lula.Com a decisão, o ex-presidente volta a ter direitos políticos e pode disputar as eleições.

Eventual participação de Moro racha Ato Virtual em defesa da Democracia

 

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Foto: Reprodução

A eventual participação de Sérgio Moro, ex-juiz da Lava Jato e ministro de Bolsonaro, no ato virtual pela Democracia, organizado pelo movimento ‘Direitos Já’, rachou o evento. O evento está marcado para amanhã sexta-feira (26).

A inclusão de Moro no ato foi proposto pelo deputado José Nelto (Podemos-GO).

Alguns dos convidados se posicionaram de forma contrária à  participação do ex-juiz e ministro de Bolsonaro. Entre eles, o também ex-ministro Aldo Rebelo que pediu “que o avisem quando acontecer”.

Outro é Guilherme Boulos que avisou se Moro entrar ele sai: “Se ele entrar por uma porta, eu saio por outra”.

Os ex-presidentes Sarney e Temer que haviam confirmado presença, ontem desistiram. Alegaram que o ato havia se transformado em movimento contra Bolsonaro.

Está claro que a união de forças políticas em defesa da Democracia, nos moldes do movimento ‘Diretas Já’, não acontecerá.

Mas, não é apenas Moro que dificulta uma união desse nível no país. O estrago e polirazação política nos últimos anos no Brasil foi maior que se imagina. (Informações de Mônica Bergamo)

“Se divulgarem esse vídeo, Weintraub vai preso por ordem do STF e Ernesto cai”

 

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Abraham Weintraub (ministro Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores)/Foto: Reprodução

O ministro Celso de Mello do STF, deverá assistir nesta segunda-feira (18), o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, apontada pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, importante para ratificar denuncia do suposto interesse do presidente Bolsonaro em interferir na Polícia Federal, de acordo com denuncia do ex-ministro.

Porém, o vídeo considerado de conteúdo ‘devastador’, complica outros participantes da reunião. Entre eles, Abraham Weintraub (ministro da Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

Segundo O Antagonista com base em informações da Crusoé , se a integra do vídeo for divulgado, a situação de Weintraub e Araújo se tornará muito complexa. Um seria preso e outro cairia, segundo uma fonte com transito no Palácio do Planalto.

“Se publicarem esse vídeo na íntegra, Weintraub vai preso por ordem do Supremo e Ernesto cai”.

“Não procede!..” teria afirmado Moro sobre pedido de demissão

 

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Foto: Reprodução

De acordo com a Veja um dos líderes do governo Bolsonaro na Câmara Federal, o deputado Capitão Augusto (PL-SP), o ministro da Justiça Sérgio Moro teria confirmado que não deixará o cargo.

Capitão Augusto (PL-SP) é líder da Bancada da Bala e teria telefonado para Moro para agendar uma reunião e perguntar sobre os rumores da sua saída negou, e que segundo ele, o ministro da Justiça negou.

“Ministro como fica nossa reunião de terça? E essa história de que o senhor vai sair..”, teria perguntado o deputado, o ministro respondeu o seguinte: “Não procede! Está mantida a reunião de terça-feira”.

Hoje, Glenn, amanhã, você: em um Estado autoritário, ninguém está a salvo

 

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Jornalista do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald/Foto: Reprodução

Por Leonardo Sakamoto

Você não precisa gostar do jornalista Glenn Greenwald ou de seu trabalho à frente do site The Intercept Brasil, responsável por revelar mensagens entre o então juiz federal Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

Mas se tem algum apreço pela democracia deve repudiar a denúncia contra ele pelo procurador da República Wellington Divino Marques de Oliveira.

Glenn foi acusado, nesta terça (22), de auxiliar, incentivar e orientar a invasão de smartphones de autoridades. No curso da investigação, a própria Polícia Federal não viu crime, mas jornalismo em suas conversas com hackers que foram sua fonte de informação. A investigação apontou que as mensagens de Telegram divulgadas por ele não foram uma encomenda. Mesmo assim, foi denunciado.

Vivemos um contexto de ultrapolarização política. Nele, desumaniza-se quem defende posicionamentos diferentes dos nossos, não reconhecendo que essas pessoas tenham os mesmos direitos constitucionais. Pelo contrário, defende-se que sejam caladas e punidas por pensarem diferente. À força, se necessário. Passando por cima das leis, se preciso.

Após a execução da vereadora Marielle Franco, muitos foram os idiotas que celebraram ou minimizaram o horror de sua morte. O ataque a tiros aos ônibus da caravana que o ex-presidente Lula realizou na região Sul seria rechaçado por todos em qualquer democracia decente – o que não foi o caso por aqui, dada a quantidade de comemorações. A abominável facada sofrida por Bolsonaro foi lamentada por pessoas estúpidas que queriam que Adélio Bispo tivesse terminado o serviço. O músico Moa do Catendê, eleitor de Fernando Haddad, foi morto a faca por um eleitor de Bolsonaro, em Salvador, para júbilo de mentecaptos. Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, diz que foi armado ao Supremo.

Da mesma forma que parte das redes sociais já condenou Glenn Greenwald, munida por uma denúncia tão frágil que não resiste a uma lufada de Constituição do Supremo Tribunal Federal, ela diariamente acusa jornalistas com base no ódio. Tanto o provocado por seus líderes, quanto aqueles que surgem da percepção de que tudo aquilo fora da câmara de eco precisa ser eliminada.

Como já disse aqui quando hordas se reuniram para pedir, no Twitter, a deportação de Glenn Greenwald frente às primeiras matérias do Intercept, uma parcela da sociedade não entende ataques a jornalistas como uma porrada na liberdade de expressão, um pilar da democracia. Vê isso como uma manifestação banal do descontentamento. Cede aos discursos fáceis e toscos de analistas, apaixona-se pela violência de seus líderes.

Algumas lideranças, aliás, sabem o tamanho de sua caixa de ressonância, o fanatismo de alguns de seus seguidores, que agem como torcida organizada, e o gigantismo de redes simpáticas a elas ou por elas controladas. Ao ter consciência disso e não agir para evitar ataques, tornam-se cúmplices das consequências de seus atos. Isso inclui não apenas membros dos Poderes Executivo e Legislativo, mas também do Judiciário e do MP.

O Ministério Público Federal é inquestionavelmente fundamental para a democracia brasileira. Por isso, não deixa de ser amargo vermos um membro da instituição perseguindo a liberdade de imprensa em nome do que parece ser puro corporativismo.

Repito a pergunta que já fiz neste espaço: cabe à sociedade decidir se quer uma imprensa livre, mesmo que discorde dela, e sair em sua defesa. Ou se está satisfeita com a proposta colocada à mesa nas eleições de 2018: substituir a pluralidade e o contraditório por mensagens hiperpartidarizadas postadas em grupos de WhatsApp que confirmam uma limitada visão de mundo.

O Brasil já é um dos países mais violentos para jornalistas e comunicadores, com pessoas assassinadas no exercício da profissão. A denúncia de terça reforça a percepção, aqui e no exterior, de que o país caminha impávido na direção oposta à democracia.

Hoje é com Glenn, amanhã pode ser com qualquer um. Afinal, em um Estado autoritário, ninguém está a salvo.

Em tempo: O clima de ódio político é apenas o capítulo recente de um país cuja fundação foi feita em cima do sangue de negros, indígenas e pobres. Estes são sistematicamente acusados injustamente, simplesmente por serem negros, indígenas e pobres.