Genial/Quaest: ‘Onda do voto útil’ pode eleger Lula no 1º turno

Da Revista Fórum

Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, dia 21, mostra Lula com cerca de 48,9% dos votos válidos. Entre os eleitores que declaram votos em Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e outros candidatos 26% dizem que mudariam seu voto para que Lula vença Bolsonaro (PL) no 1º turno.

Entre os eleitores de Ciro: 33% estariam dispostos a abandonar o pedetista para decidir a eleição já no primeiro turno em favor de Lula. Entre os de Simone Tebet, 24% dizem que podem optar pelo petista.

Entre os que declaram votos nos demais candidatos, 28% fariam o mesmo. Também entre os indecisos, 29% podem votar em Lula no primeiro turno.

Hoje foi divulgado nas redes sociais um vídeo campanha em apoio a Lula, onde vários artistas defendem o voto útil. No vídeo, os artistas “viram” o símbolo da arminha de Jair Bolsonaro (PL) com as mãos para o L de Lula.

Presidenciáveis também disputam entrevistas em Rádios

Da Folha de SP

Uma estratégia comum aos principais pré-candidatos à presidência da república quem vem chamando atenção, são as entrevistas em Emissoras de Rádio em Todo Brasil.

Juntos Lula (PT), Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e Moro (Podemos) concederam 30 3ntrevistas, apenas na primeira quinzena de fevereiro.

As entrevistas nas Emissoras de Rádio, são mais informais que na TV e grandes redes de comunicação. Os candidatos ficam com mais tempo e liberdade para falarem sobre temas mais instigantes.

Eleições 2022: estados poderão ter palanques duplos para presidente

Do O Globo

indefinição para a composição das chapas e alianças, a menos de um ano da disputa, e os resultados recentes das pesquisas de intenção de voto abrem brechas para a formação de palanques múltiplos.

Ao menos em dez estados, candidatos a governador podem receber o apoio de dois ou mais presidenciáveis.

PoderData: Lula vence todos no 2º turno

Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira, dia 23, e realizada de 19 a 21 de dezembro de 2021, mostra que Lula (PT) venceria todos os adversários em um eventual 2º turno nas eleições presidenciais.

Em todas as simulações, Lula tem uma intenção de votos próxima de 50% no 2º turno e uma vantagem de ao menos 20 pontos percentuais sobre os oponentes.

A pesquisa foi realizada por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.000 entrevistas em 494 municípios nas 27 unidades da Federação de 19 a 21 de dezembro de 2021.

PoderData: Lula cresce contra Bolsonaro vence todos no 2º turno

De acordo com Pesquisa PoderData, divulgada esta semana, Lula venceria todos os seus potenciais adversários em enventual 2º turno, se as eleições fossem hoje.

A vantagem do petista é mais ampla contra Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB).

Lula cresceu no cenário contra o presidente Jair Bolsonaro: ganharia por 55% a 32% no 2º turno. A diferença, de 23 pontos, é a maior desde março de 2021.

A pesquisa foi realizada no período de 5 a 7 de julho de 2021. A divulgação é em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes. Foram 2.500 entrevistas em 421 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pesquisa Atlas: Lula, Ciro e Mandetta venceriam Bolsonaro no 2º turno

Do EL PAÍS

O ex-presidente Lula (PT) e os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Henrique Mandetta (DEM) venceriam ao menos 8 pontos de diferença no 2º turno em 2022, mostra a pesquisa Atlas.

O levantamento foi encerrado quarta-feira, dia 10, quando Lula fez, seu pronunciamento como provável candidato.

No segundo turno mais provável pelos números atuais, Lula aparece com 44,9% contra 36,9% de Bolsonaro, 8 pontos de diferença. Na simulação com Ciro, o pedetista também bate Bolsonaro (44,7% contra 37,5%). Em eventual disputa com Mandetta, bateria o ex-chefe por 46,6% contra 36,9%.

Foram 3.721 entrevistas por questionários aleatórios via internet.

Mangabeira e os erros que tiraram a presidência de Ciro

 

luis naciff
FOTO: REPRODUÇÃO

Por Luis Nassif

As duas entrevistas de Roberto Mangabeira Unger – ao Valor (clique aqui) e à Folha (clique aqui) – esclarecem de vez as razões objetivas que levaram ao racha das esquerdas e à eleição de Jair Bolsonaro.

Mangabeira confirma o relato de Fernando Haddad, de que foi oferecido a Ciro o papel posteriormente desempenhado pelo próprio Haddad, de ser o vice-presidente na chapa de Lula e assumir a candidatura quando Lula fosse impedido.

Teria sido a fórmula ideal. Ciro seria imediatamente catapultado para a liderança e com sua retórica eficiente teria condições de vencer Bolsonaro no 2º turno.

Ciro esbarrou mais uma vez em seu grande defeito político. É bom para as grandes estratégias e péssimo para as definições táticas, prisioneiro de um temperamento forte, com uma autossuficiência deletéria, não se enquadrando nos limites dos pactos partidários. Quando a estratégia é bem-sucedida, entra em alpha e considera que tem a força. E não consegue identificar os limites políticos para entrar na etapa seguinte.

Sua visão era a de que o período Lula estava definitivamente encerrado e caberia a ele, Ciro, inaugurar o novo tempo, sem depender do lulismo. Como Mangabeira deixa claro, Ciro confundiu posições táticas com estratégicas.

No plano estratégico, era mais que hora do lulismo ceder espaço a uma nova etapa, diluindo o protagonismo excessivo do PT, principal combustível do pacto político mídia-Judiciário, e trabalhando as novas classes que surgiam – e que Mangabeira corretamente identifica como o novo empreendedorismo.

Ora, esse movimento era claro para o próprio Lula. Quando tentou a aproximação com Eduardo Campos, sabia a dificuldade para o PT superar a matriz original e abrir espaço para o novo temp.

No plano tático, no entanto, abrir mão do cacife eleitoral de Lula foi um gesto de arrogância mortal. Não adiantou Haddad dizer que Ciro estava minimizando não apenas a influência de Lula, mas 70 anos de tradição trabalhista no Brasil. Como pretendia montar uma frente deixando de lado o principal ator político das oposições nas últimas décadas?

Sua visão estratégica foi bem-sucedida. Desenvolveu o discurso mais eficiente de oposição à direita racional, de Geraldo Alckmin, e, depois, à direita insana de Jair Bolsonaro, um discurso denso, com propostas racionais e criativas, e uma retórica de guerra adequada para desmontar a agressividade vazia de Bolsonaro.

Na frente tática, esboroou-se.

Depois que perdeu as eleições, a ira posterior de Ciro contra o PT, foi apenas uma tentativa psicológica de enfrentar a ideia insuportável de que foi ele próprio que jogou fora a presidência por um gesto mal pensado.

Nenhum de seus argumentos se sustenta:

1. A alegação de que não queria comprometer seu projeto de país com o do PT.

Como bem lembra Mangabeira, uma coisa é aliança tática, visando ganhar as eleições e impedir o mal maior. Outra coisa, o projeto de governo, que é atribuição exclusiva do presidente da República. Ele seria o líder inconteste do projeto.

2. A alegação de que o PT não era aliado confiável.

Como assim? Alianças se formam em torno de propostas, conceitos e campos de interesse. Havia um amplo campo de interesses comuns para consolidar alianças com os partidos de esquerda, incluindo o PT, assim como um amplo arco de partidos de oposição, de centro-direita, para contrabalançar. Um político habilidoso deitaria e rolaria em um quadro desses. Seria um quadro confuso apenas para políticos com dificuldades para dialogar.

3. As acusações de que foi esfaqueado pelas costas, com o acordo do PT com o PSB também não se sustentam.

Queria o quê? Que depois de esnobado por Ciro Gomes, o PT abrisse mão de alianças estratégicas, para não melindrar o adversário? E porque foi possível uma aliança, conduzida por Lula, que interferiu nas eleições de Pernambuco e Minas Gerais? E por que estados como a Bahia e o Maranhão que, em circunstâncias normais estariam com Ciro, mantiveram-se fiéis ao candidato do PT? Por conta do prestígio político de Lula, que Ciro minimizou.

Esses embates ajudaram a realçar  a posição desprendida de Haddad que, em todos os momentos, colocou os interesses do país acima de seus interesses pessoais: quando apoiou a indicação de Ciro; e, depois, quando encarou o desafio de conduzir uma campanha presidencial perigosa.

Clique aqui para ler a conclusão da análise de Luis Nassif..

“Vai fazer o que fazia em Curitiba, vazar informações para imprensa?”

 

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Ciro Gomes/ Foto: Reprodução

Por Carlos Holanda do Jornal O Povo

O candidato derrotado à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), questionou, em entrevista concedida ao Valor Econômico, a conduta que será adotada por Sérgio Moro à frente do Ministério da Justiça – que irá abrigar a Segurança Pública.

“Onde acontece a corrupção que é a predileção do Moro? Por definição, acontece no governo, e não na oposição. Como será seu comportamento? Vai fazer o que fazia em Curitiba, vazar informações para a imprensa?”, questionou.

Classificou ainda o futuro ministro como “despreparadíssimo”, além de exibicionista. Ponderou que o ex-responsável pelas condenações da operação Lava Jato não é má pessoa, mas um “quadro publicitário”.