Jornalistas em palestras de Moro agora só com ‘caneta e papel’

 

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Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública/Foto: Reprodução

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, proibiu a entrada de jornalistas com celulares, gravadores e câmeras de filmagem em palestra realizada ontem terça-feira (17), no Palácio Tangará, hotel de luxo na zona Sul de São Paulo.

A informação foi passada à imprensa pela assessoria de comunicação do hotel.

Moro palestrou no evento internacional sobre lavagem de dinheiro “The Offshore Alert Conference Brazil”, realizado segunda e terça-feira, em São Paulo.

A condição foi imposta pelas assessorias do ministro e do evento foi que jornalistas entrassem apenas “com papel e caneta nas mãos”.

Questionado após o evento o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro usou a velha desculpa utilizada para se esquivar da culpa, disse que não houve proibição à entrada de jornalistas com celulares e gravadores no evento, tratando-se apenas de uma falha de comunicação.

“A restrição era apenas para filmagem”, disse Moro. Então tá!..

Com informações do Valor Econômico 

The Intercept Brasil entrevista Flávio Dino sobre Corrupção, Lava Jato e conjuntura Política no Brasil

 

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Flávio Dino, governador do Maranhão, durante entrevista ao The Intercept Brasil/Foto: Reprodução

O site The Intercept Brasil que iniciou a divulgação das mensagens entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol e demais membros da Força Tarefa da Lava Jato, ouviu Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, dias antes de começarem a serie de reportagens que passaram expor os bastidores nada republicano da maior operação de combate à corrupção na história do Brasil.

Na entrevista Flávio Dino, que assim como Sérgio Mouro, é ex-juiz federal falou sobre a atual conjuntura política brasileira, corrupção e Lava Jato. O governador do Maranhão criticou duramente o ex-juiz colega de toga e agora também na política, Sérgio Moro, atual ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

VEJA AQUI A ENTREVISTA

Márcio Jerry comemora retirada do COAF das mãos de Sérgio Moro

 

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Ministro da Justiça Sérgio Moro/Foto: Reprodução

A Câmara Federal aplicou mais uma derrota fragorosa ao governo Bolsonaro na noite desta quarta-feira (22). Com 228 votos os deputados tiraram o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) das mãos de Sérgio Moro Ministro da Justiça.

O  deputado federal Marcio Jerry (PCdoMA), nas redes sociais comemorou o resultado da votação e disse que o COAF volta ser um órgão do Estado Brasileiro.

“Aprovamos na Câmara que o COAF não é aparelho de Sérgio Moro, mas sim um órgão do Estado brasileiro. COAF no lugar em que sempre esteve : Ministério da Economia”, disse.

Apenas 210 deputados votaram para o órgão ficar sob controle do ex-juiz da Lava-Jato.  Quatro parlamentares se abstiveram. O resultado faz o Coaf voltar para o Ministério da Economia.

A Medida Provisória precisa passar ainda pelo Senado, mas o resultado mostra que a relação do Governo com o Congresso continua difícil. A saída do Coaf do Ministério da Justiça é uma derrota pessoal de Sérgio Moro.

Michel Temer seria chefe de organização criminosa com 40 anos de atuação

 

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Cel. Lima e Michel Temer/Foto: Reprodução

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal informaram, que o ex-presidente Michel Temer e seu amigo João Batista Lima Filho o (Cel. Lima), presos nesta quinta-feira (21), em mais uma etapa da Lava-Jato no Rio de Janeiro, fazem parte de uma organização criminosa que atua a 40 anos, e que teria faturado algo em torno de R$ 1,8 bilhões.

As investigações apontam o ex-presidente Temer como chefe da organização criminosa e o cel. Lima o operador, eles teriam operado esquemas de propina, mesmo em meio as ações da Lava-Jato, até ano passado, quando ainda estava no exercício do mandato. O cel. Lima seria o operador d

Leia a íntegra da determinação das prisões pelo juís Marcelo Bretas

Força Tarefa da Lava-Jato em Curitiba já não é mais a mesma

 

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Deltan Dallagnol (Coordenador da Força-Tarefa da Lava-Jato)/Foto: Reprodução

Acostumada com seus pleitos sempre contemplados pela opinião pública, Procuradoria Geral da República e da Justiça, a Lava-Jato, passa por uma fase antagônica e parece caminhar a paços largos para o fim. O procurador e coordenador da Força Tarefa, Deltan Dallagnol, anda perdido diante de algumas medidas que estão sendo adotadas e vão de encontro às suas pretensões e de seu grupo em Curitiba.

A decisão do STF em manter o julgamento de crimes de caixa 2, no âmbito da Justiça Eleitoral, atingiu em cheio a equipe de Dallagnol. Se não bastasse a derrota, o ministro Gilmar Mendes ao votar fez uma descrição extremamente negativa da postura dos procuradores da Lava-Jato, chegando a classificá-los de ‘cretinos’.

Mesmo a Força Tarefa tendo anunciado a suspensão da criação da fundação para administrar parte dos recursos oriundos da operação Lava-jato, nesta sexta-feira (15), o ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal suspendeu todos os efeitos do acordo firmado entre a Lava Jato, a Petrobras e o Departamento de Justiça dos EUA, que pretendia criar uma fundação para gerir R$ 2,5 bilhões da empresa.

Segundo a  Folha de S.Paulo, também foram interrompida a tramitação de todas outras ações que questionam o acordo e intimou os envolvidos a prestarem informações à Corte dentro de, no máximo, dez dias. Também foram bloqueados os valores depositados na conta da 13ª Vara Federal de Curitiba e submeteu qualquer movimentação desse dinheiro à “expressa decisão do Supremo Tribunal Federal”.