Rubens Pereira Jr explica em vídeo pontos do Projeto Anticrime

 

rubensjr-minO deputado federal Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA) publicou hoje (18), no Youtube, a análise dos principais pontos do Projeto de Lei Anticrime, apresentado no início do mês pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

A expectativa do governo é enviar proposta ao Congresso Nacional ainda nesta semana, mesmo em meio à crise envolvendo o caso Bebianno, este é um dos projetos que representam algumas das principais promessas de campanha do governo Bolsonaro.

Bolsonaro ofereceu outro ‘cala boca’ a Bebiano; foi uma embaixada

 

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Bebianno e Bolsonaro, quando ainda eram grandes aliados/Foto: Fátima Meira / Futura Press

Nesta segunda-feira (18), no Plenário do Senado Federal, o senador Randolfe Rodrigues anunciou que a exemplo do que já havia feito o senador Cajurú, está requerendo a presença de Gustavo Bebiano, para que ele explique o imbróglio envolvendo o presidente Bolsonaro e seu governo.

Segundo publicação de O Globo, numa última tentativa de minimizar a crise e manter Bebiano mais longe do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro ofereceu a Bebiano a embaixada de Roma, na Itália.

A proposta teria sido apresentada no final de semana a Gustavo Bebiano, por Onix Lorenzoni ministro-chefe da Casa Civil, após conversa com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, que de pronto foi recusado por Bebiano.

Esta não foi a primeira proposta feita ao agora ex-ministro da Secretaria Geral de Governo, após a crise que se instalou no governo Bolsonaro, iniciada por Carlos Bolsonaro e Bebiano, que o presidente acabou tomando partido do filho.

Bolsonaro já tinha oferecido a Bebiano uma diretoria na Hidrelétrica de Itaipu, que também foi recusado por Bebiano. Segundo ele, não aceitou a proposta não apoiou Bolsonaro “para ganhar dinheiro” e “nem precisa de emprego”.

Bolsonaro é refém dos ‘garotos’

 

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Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro/Foto: Reprodução

Por Gilvandro Filho

O presidente Jair Bolsonaro é hoje refém dos próprios filhos. Não dá um passo que não seja após ouvi-los. Pretere os seus auxiliares mais diretos em troca do palpite de um dos três. Tem em Flávio, Carlos e Eduardo uma espécie de tríade divina que tudo pode e que pensa ter nas mãos os destinos do Brasil e dos brasileiros. E não é assim. Ou não pode ser assim.

A crise da hora envolvendo o filho do meio Carlos Bolsonaro e o ex-presidente do PSL e atual ministro Gustavo Bebiano é algo impensável que nem o mais crítico observador imaginaria acontecer.

Carlos não tem nenhum mandato federal, é vereador do Rio e deveria estar cuidando de sua castigada cidade – Flávio é senador e Eduardo, deputado federal -, mas é o filho mais ouvido pelo presidente, estando sempre ao lado do pai, desde a solenidade de posse ao acompanhamento na internação de no Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro se submeteu a uma cirurgia abdominal. Controla das redes sociais e a comunicação do presidente. Tudo de maneira informal, já que o governo possui um porta-voz nomeado e no exercício da função.

A situação é surreal. Um filho do presidente da República, sem qualquer importância funcional formal dentro do governo, chega e chama um ministro de Estado de mentiroso. O que faz o pai-presidente? Dá uma enquadrada no filho boquirroto? Tenta demonstrar que o governo não é o que parece? Nada disso. A reação de Bolsonaro-pai é deixar o seu ministro pendurado no pincel ao dizer praticamente a mesma coisa que disse o filho pseudo porta-voz.

Não que Bebiano seja isento de responsabilidade pelo rastilho de pólvora que se arma e precocemente começa a explodir a credibilidade do presidente, do governo e do partido. Ele foi o presidente do PSL antes de Luciano Bivar e tem tanta culpa quanto o sucessor na proliferação do imenso laranjal em que se transformou a legenda. Praticamente todo dia, a imprensa traz uma laranja nova, adubada com centenas de milhões de reais do fundo partidário e que responderam com as menores mais caras votações da História. Mas, daí pegar Bebiano e deixar ele torrar no forno armado por Carlos Bolsonaro, já são outros quinhentos.

A crise toma fôlego a cada lance desse episódio bizarro. A ponto de o presidente da Câmara dos Deputados chegar e jogar azeite na panela fervente. Sem usar de meias-palavras, Rodrigo Maia acusou Bolsonaro de se esconder atrás do filho para demitir um ministro. Mais claro, impossível.

Para um presidente da República, ouvir que não tem coragem de afastar um ministro e precisa, para tal, de um biombo familiar, convenhamos, é algo inédito na República. Não há notícia de um governo que, com 45 dias de vida, esteja tão enrolado, em boa parte, por causa da parentada do chefe do Executivo. E de um chefe de Executivo que não consegue conter a parentada intrometida.

O Brasil não é a casa dos Bolsonaro. Alguém, no entanto, precisa dizer isto ao presidente. Mas não é o bastante. E é bom o próprio presidente ter ouvidos e sensibilidade para entender, aceitar e efetivamente mudar a situação. A pena para essa surdez pode ser dura demais. Para o presidente e para o país.

Nessa crise envolvendo Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebiano, assistir ao noticiário do governo na televisão tem sido constrangedor. Parece um bando de desnorteados tentando disfarçar a gravidade, tanto do escândalo envolvendo o PSL quanto do agravamento da crise de relacionamento que isto provocou.

O quadro é muito ruim. A ingerência dos “garotos” em tudo e sobre todos deixa o País parado, após dois meses e meio de governo. O resultado é uma horda de aliados magoados e desrespeitados. É uma base parlamentar dividida e atônita. A maioria, vale lembrar, não simpatiza com Carlos Bolsonaro e fecha com Bebiano. Como é o caso, também, do vice-presidente Hamilton Mourão e até do ministro Chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni.

Resta saber se essa “unanimidade” afetará Bolsonaro e o fará se decidir entre ser o presidente ou o pai superprotetor. O segundo caso vence com folga, até agora.

Crise no Planato: “Não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado”

 

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Gustavo Bebiano, Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro/Foto: Exame

Em conversas com interlocutores, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, tem demonstrado forte mágoa com todo o episódio de fritura a que está sendo submetido pelo presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o vereador Carlos Bolsora.

“Não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado. É preciso ter um mínimo de consideração com quem esteve ao lado dele o tempo todo”, desabafou Bebiano em uma conversa com interlocutores.

Segundo esses relatos, Bebianno está impressionado com o fato de o presidente dar muito apoio aos argumentos do filho nesse episódio, e deixá-lo de lado no caso.

“Não vou sair escorraçado pela porta dos fundos”, relatou o ministro a colegas, em uma demonstração de que, se Bolsonaro quiser demiti-lo, terá que assumir o desgaste público de ter que mandar o auxiliar embora com pouco mais de um mês de governo.

Segundo ele, se Bolsonaro quisesse tirá-lo do cargo, deveria ter construído uma saída elegante, sem o desgaste na mídia. Ele ressaltou que não pretende pedir demissão.

A esses interlocutores, Bebianno disse que manteve sim contato com o presidente durante o período de internação de Bolsonaro, e que isso está registrado não só nas mensagens enviadas em seu celular, mas também nas mensagens recebidas por ele.

Ele também demonstra surpresa por ter tratamento diferenciado quando caso semelhante foi registrado em Minas Gerais, envolvendo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Gustavo Bebianno foi um dos coordenadores da campanha eleitoral do presidente. Elepresidiu o PSL, partido de Bolsonaro, no ano passado e durante toda a campanha. Deixou o posto depois de ter sido nomeado ministro da Secretaria de Governo.

No último domingo, reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” informou que Bebiano liberou R$ 400 mil do fundo partidário, para uma candidata “laranja” de Pernambuco, que concorreu a uma vaga de deputada federal e recebeu 274 votos. A “Folha” também noticiou caso semelhante envolvendo o ministro do Turismo.

O ministro também ressalta a interlocutores que o PSL nacional não cuida de candidaturas estaduais, mas que mesmo assim acha estranho a hipótese de o atual presidente da sigla, Luciano Bivar, ter feito algo de irregular.

Lembrou para um colega que quando assumiu o partido, no início do ano passado, havia acúmulo de verbas do fundo partidário, no caixa do PSL Mulher e na convenção do partido e que, por isso, acha improvável que Bivar quisesse desviar dinheiro do partido. Ele alega ainda que Bivar tem boa condição financeira.

Informações G1

Reforma Administrativa: Assembleia pode ganhar novos deputados

 

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José Rolim Filho (Zito Rolim) ex-prefeito de Codó/Foto: Reprodução

É grande a expectativa entre os suplentes de deputado estadual com a reforma administrativa que está sendo feita pelo governador Flávio Dino no Executivo Estadual. 

Novos deputados podem tomar posse nos próximos dias, caso Dino confirme algum parlamentar para integrar o seu secretariado. 

Comenta-se nos bastidores que nomes que se elegeram para a atual legislatura, mas já integraram a equipe do governo e fizeram bom trabalho, podem voltar para comandar alguma pasta. É o caso de Márcio Honaiser (PDT). 

Há também a possibilidade de outros deputados assumirem alguma secretaria. O nome de Ana do Gás (PCdoB) também aparece com força para ocupar alguma pasta no governo. 

Com isso, há a expectativa dos primeiros suplentes em assumir um mandato na Assembleia Legislativa. Ariston (Avante), ligado ao prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo, e Zito Rolim (PDT), ex-prefeito de Codó, podem ser os novos parlamentares do Maranhão. 

Informações Blog Marrapá