Deltan poderá ser afastado da Lava Jato com base na tentativa de criar Fundação

 

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Foto: Reprodução

Luis Fernando Bandeira de Melo, relator de um dos procedimentos que tramitam no Conselho Nacional do Ministério Público, pedirá o afastamento de Deltan Dallagnol da Lava Jato em Curitiba, que é coordenada por ele.

Bandeira de Melo é indicado do Senado no CNMP e respaldará seu pedido principalmente na criação de uma fundação por Dallagnol para receber R$ 2,5 bi que foram pagos pela Petrobras em processo nos EUA.

Como  denunciado pela Vaza Jato, a tentativa de criação da Fundação foi costurado por Deltan com autoridades dos EUA.

“Eles sabem o que fizeram no sábado à noite”, Gilmar Mendes sobre Lava Jato

 

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A Lava Jato de Curitiba e o ex-juiz Sergio Moro poderão ter seus destinos definidos após o recesso do Judiciário, em agosto. A primeira sessão presencial da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) terá na pauta um habeas corpus (HC) com potencial de provocar uma nova reviravolta na política: o julgamento do recurso que alega suspeição de parcialidade de Moro e dos procuradores do Paraná no caso do tríplex do Guarujá, processo que resultou na condenação e prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Interrompido em dezembro de 2018 após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, o caso avoltará num cenário completamente distinto, recheado de novos episódios que tiraram de Moro e da força-tarefa de Curitiba a aura de intocabilidade.

“É claro que os acontecimentos posteriores ao pedido de vista devem entrar no debate”, disse Mendes à Agência Pública, ao confirmar que liberará o HC para julgamento. Aqui reportagem completa

Lava Jato escondeu da PGR acordo com EUA sobre dinheiro da Petrobras

 

Procurador, Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato/Foto: Reprodução

Mais recente matéria publicada da série Vaza Jato, desta vez realizada pelo The Intercept e Agência Publica, mostra que Deltan Dallagnol e sua equipe esconderam da Procuradoria-Geral da República o acordo para repatriar parte da multa bilionária paga pela Petrobras nos Estados Unidos.

Eles tentaram criar uma fundação gerida pela força-tarefa para o “combate à corrupção” que seria mantida com recurso oriundos do acordo.

Segundo a reportagem, Deltan Dallagnol, iniciou as tratativas com representantes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos em outubro de 2015, quando uma missão estadunidense esteve no Brasil.

No dia 7 de outubro, o chefe da Lava Jato teria falado com o então chefe do setor de cooperação internacional da Procuradoria-Geral da República (PGR), Vladimir Aras, reclamando de uma reportagem do Jornal GGN, de Luís Nassif, sobre o conluio que estava sendo costurado com os estadunidenses.

Na conversa, Dallagnol avisa a Aras: “Temos que pensar na linha de imprensa quando vier a notícia do 1.6 bi de dólares de multa”. “Era esperado. Mas sossega. Os cães ladram”, responde Aras.

Leia aqui reportagem na íntegra

(Informações Revista Fórum)

Corregedor arquiva 5 representações contra Deltan em 20 min

 

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Deltan Dallagnol/Foto: Reprodução

O corregedor Nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, deu um presentão de Natal ao procurador Deltan Dallagnol, chefe da Lava Jato em Curitiba. O corregedor aproveitou os últimos minutos do dia 19 de dezembro e arquivou seis reclamações contra Deltan, cinco foram arquivadas em menos de 20 minutos.

Mais informações aqui no O Estadão

Agora é cada um por si! Moro deixa Dallagnol no ‘vácuo’ em restaurante

 

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247 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, evitou falar com o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, num restaurante  em Brasília (DF), onde foi encontrar com parlamentares do PSL, atingindo em cheio pelas apurações sobre candidaturas laranjas.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Deltan se levantou certo de que o ministro iria até a sua mesa para cumprimentá-lo, mas o ex-juiz apressou o passo para o local reservado pelo PSL e deixou o ex-colega de Curitiba no “vácuo”. O ministro foi direto cumprimentar Bivar.

O encontro de Moro com parlamentares aconteceu no mesmo dia em que Jair Bolsonaro usou a expressão “queimada para caramba” em referência ao presidente do PSL, Luciano Bivar.

STF volta derrotar Lava Jato e Gilmar Mendes chama Moro e Procuradores de “gangsters”

 

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Durante votação de proposta de Toffoli sobre a Lava Jato nesta quarta-feira (2), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou no plenário as reportagens da Vaza Jato publicadas pelo  The Intercept Brasil e criticou de forma dura a atuação do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato. Ele disse que a operação torturava os investigados, desrespeitava o processo penal, perseguiam ministros do Supremo e articulavam um projeto político.

“Hoje se sabe de maneira muito clara que usava-se a prisão provisória como elemento de tortura. E quem defende tortura não pode ter assento na Suprema Corte do Brasil”, declarou o ministro, em uma de suas mais duras críticas à Lava Jato e em uma clara referência ao ex-juiz Sérgio Moro.

Gilmar ainda citou que havia um  “quadro de esquizofrenia” jurídica movido por “interesse midiático” de Moro.

“Não parece haver dúvida de que o juiz Moro era o verdadeiro chefe da Força Tarefa de Curitiba. Quem acha que isto é normal certamente não está lendo a Constituição e o Código de Processo Penal”, disparou o ministro.

O magistrado criticou também o que se chamou de “projeto político” de Dallagnol, que pretendia lançar-se senador:

“Veja, um partido dos procuradores, um projeto político!”. Ele ainda citou a perseguição da operação contra os ministros do Supremo, como Dias Toffoli, como quando os procuradores proferiram as frases “In Fux We Trust” e “Aha, uhu. O Fachin é nosso!”, além do ataque à Cármen Lúcia, que foi chamada de “frouxa”.

“O Brasil viveu uma era de trevas no processo penal. Você não combate crime cometendo crime. Cada um terá seu tamanho na história. Calcem as sandálias da humildade”, declarou. “Chegou ao momento de fazer uma avaliação crítica”, disse ainda.

As duras declarações de Gilmar Mendes apontam que o ministro pode pautar o habeas corpus do ex-presidente Lula ainda este mês. (Revista Fórum)

Dallagnol e a Lava Jato pedem que Lula vá para o regime semiaberto

 

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O coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol e outros membros da força-tarefa pediram nesta sexta-feira (27), que Lula vá para o regime semiaberto. O ex-presidente está preso em Curitiba desde 20018 quando foi condenado pelo então juiz Sérgio Moro no caso do Triplex do Guarujá.

De acordo com o documento encaminhado à Justiça pelos membros da Lava Jato, o ex-presidente Lula cumpre requisitos para progressão. O MPF também pede que a defesa do ex-presidente seja ouvida antes de determinar a progressão de regime.

Quanta disposição de Deltan Dallagnol e a Lava Jato em garantir o direito estabelecido pela Lei a Lula, antes prevalecia uma determinação incomum de negar-lhe.

VEJA AQUI A PETIÇÃO DA PROGRESSÃO

Márcio Jerry defende CPI da Vaza Jato e diz que ‘A lei é para todos’

 

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deputado federal Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal/Foto: Reprodução

247 – O vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), defendeu nesta segunda-feira (16) a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Vaza Jato.

Em meio à pressão para que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acolha o pedido feito por 175 parlamentares e diante da tentativa de obstrução por parte da base aliada do Governo, Jerry afirmou que a instalação da Comissão é um instrumento democrático para averiguar as possíveis ilegalidades cometidas por membros do Judiciário brasileiro.

“A lei é para todos. Se um juiz e procuradores montaram um conluio político estruturado em ilegalidades, têm que ser investigados, sim. Eles têm o direito de se defender das pesadas, gravíssimas, suspeitas que sobre eles recaem. A CPI é instrumento democrático para apurar suspeitas”, declarou Márcio Jerry.

Para o parlamentar maranhense, as tentativas de esfacelamento do ambiente político do Brasil apontam para a necessidade de união das forças de todos os campos políticos para preservação da normalidade democrática.

“O fato é que o ambiente democrático a todo dia é fraturado por Bolsonaro e sua gente. Isso requer, a todo o instante, o reforço dos campos políticos que tem referências na Constituição. Total combate contra o fascismo que se apresenta desinibido e ameaçador”, concluiu.

STF em outubro pode aplicar derrotas decisivas em Moro, Deltan e Lava Jato

 

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De acordo com a Folha de SP nesta quinta-feira (12), o Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro poderá tornar sem efeito várias decisões do então juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, e ações do coordenar da Força Tarefe, Deltan Dallagnol.

O ministro Dia Toffoli, presidente do STF, já teria indicado aos seus pares que colocará em julgamento, por exemplo, a constitucionalidade de prisões após condenação em segunda instância, principal bandeira dos lavajatistas e da Lava Jato.

Outra questão que poderá causar desdobramentos impactantes na Lava Jato está relacionada à decisão da 2ª turma do STF que anulou a sentença dada por Sérgio Moro a Aldemir Bandine.

Segundo a reportagem já haveria no STF maioria contra a tese da Lava Jato.

Gilmar Mendes: “é um grande vexame e participamos disso. Somos cúmplices”

 

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Jornal GGN – Durante a sessão da segunda turma do Supremo Tribunal Federal que anulou condenação imposta pela Lava Jato a Ademir Bendine, o ministro Gilmar Mendes reconheceu que a Corte foi cúmplice dos desvios da operação comandada a partir de Curitiba.

“É um grande vexame e participamos disso. Somos cúmplices dessa gente. Homologamos delação. É altamente constrangedor. Todos nós que participamos disso temos que dizer ‘nós falhamos’, disparou o ministro.

Segundo informações do portal Jota, Gilmar citou reportagem da Vaza Jato desta terça (27), em que procuradores de Curitiba ironizam, debocham, fazem ilações sobre as circunstância da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia, denotando ódio em relação a Lula.

Para Gilmar, “a República de Curitiba nada tem de republicana, era uma ditadura completa. (…) Assumiram papel de imperadores absolutos. Gente com uma mente muito obscura. (…) Que gente ordinária, se achavam soberanos.”

Os procuradores são corruptos, “gente sem nenhuma maturidade. Corrupta na expressão do termo. Não é só vender função por dinheiro. Violaram o Código Processo Penal”.

Com informações do Jota