Raquel Dodge chama Dallagnol para conversar após divulgação de novas mensagens entre ele e Sérgio Moro

 

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247 – Após a revelação de que o procurador Deltan Dallagnol pediu ao então juiz Sérgio Moro dinheiro do Poder Judiciário para financiar uma propagada do Ministério Público, a procuradora-geral da República, Raquel, Raquel Dodge, anunciou que terá encontro com Deltan.

Segundo o jornalista Alex Tajra, do UOL, Raquel Dodge vai receber Dallagnol nesta terça-feira, 16, em Brasília, para uma “reunião institucional”. Além dele, todos os membros da operação participarão do encontro, que ainda não tem horário definido.

Questionada se o encontro trataria da divulgação de mensagens atribuídas aos procuradores do MPF e ao ex-juiz Sergio Moro, a assessoria da PGR não negou, nem confirmou.

Márcio Jerry destaca expectativa para audiência com Glen Greenwald na Câmara Federal

 

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Glen Greenwald falará sobre Vaza Jato na Comissão de Direitos Humanos/Foto: Reprodução

Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, estará na próxima terça-feira (25), na Câmara Federal, às 15h, onde falará sobre Vaza Jato que está revelando os bastidores da Lava Jato. No twitter o deputado Márcio Jerry, um dos autores do convite ao jornalista e editor do The Intercept, destaca a importância da audiência e está convocando todos para acompanhar.

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O ministro Sérgio Moro também foi convidado para falar sobre o assunto. Porém, o ex-juiz da Lava Jato ainda não confirmou se comparecerá, a audiência com ele foi marcada para quarta-feira (26).

A audiência será na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, os autores são os deputados Márcio Jerry (PCdoMA), Camilo Capiberibe (PSB-AP), Carlos Veras (PT-PE) e Túlio Gadelha (PDT-PE).

“Para ser super-homem deve se afastar do cargo”, Weverton Rocha para Sérgio Moro

 

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247 – O ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante audiência na CCJ do Senado, na manhã desta quarta-feira (18), onde passou por uma sabatina com os parlamentares. A audiência é reflexo de sua conduta escusa com o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que foi revelada pelo site The Intercertp.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) fez vários questionamentos sobre a postura questionável de Moro e afirmou que,  “para ser super-homem, ele deveria se afastar do cargo”.

Ele seguiu emparedando Moro: “O senhor nunca teve um sentimento de parcialidade em relação aos processos da Lava Jato?”, disse.

O senador também questiona o motivo de Moro ainda não ter entregue seu celular e tablet à polícia e critica sua postura. “O senhor condenou o ex-presidente Lula, querendo ou não, isso interferiu no processo eleitoral. Logo depois aceitou fazer parte do governo Bolsonaro”.

#VazaJato: a culpa é do ‘Hacker’

 

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Narrativa focada apenas na suposta ação de ‘hacker’, desprezando o conteúdo das mensagens divulgas pelo The Intercept Brasil entre o ex-juiz Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e demais membros da Lava Jato, não está convencendo ninguém.

‘Prova oriunda de racker ou espionagem é ilícita, mas não pode ser jogada no lixo’, diz Flávio Dino

 

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Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB)/Foto: Reprodução

Apesar do jornalista Glenn Greenwald e nenhum dos membros do The Intercept dizerem que as mensagens envolvendo o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato foram obtidas através de ações de rackers, foi criado em setores da imprensa, meios jurídicos e redes sociais um debate se as mensagens servem ou não como prova.

A narrativa foi levantada principalmente por setores da imprensa mais alinhados ao governo e partidários do presidente Bolsonaro, do ministro Mouro e do procurador Deltan Dallagnol. O governador, Flávio Dino, comentou sobre o assunto na sua conta no twitter.

De acordo com Dino, prova oriunda da ação de rackr ou espionagem é ilícita, mas não são descartáveis. “Se realmente uma prova for oriunda de hacker ou espionagem, ela é ilícita. Mas pode ser usada para preservar ou restabelecer a liberdade de um acusado, em face do princípio da proporcionalidade. Logo, a prova não pode ser ignorada ou jogada no lixo”, disse Flávio Dino.

O governador Flávio Dino, ex-juiz federal, vai além ao chamar atenção para um aspecto imperativo no contexto da crise envolvendo a Lava Jato, as instituições e agentes públicos, que é o dever de esclarecem sobre fatos tornados públicos. “Assim, é errado uma autoridade se refugiar no “nada a declarar”, que o ministro da ditadura Armando Falcão tanto usava. Toda autoridade pública tem o DEVER de prestar contas sobre seus atos funcionais”, ponderou Dino.

Ainda sobre a hipótese das mensagens virem ser obtidas de maneira ilícita, o governador alerta que mesmo assim, elas devem ser investigadas, provadas e não excluído a análise do conteúdo. “Não adianta deslocar o debate público apenas para a forma de obtenção da prova. Eventual ação de hackers deve ser investigada e provada. Mas isso não exclui a análise do conteúdo da prova, mesmo que realmente seja ilícita, quando isso proteger o direito à liberdade de um acusado”, concluiu Flávio Dino que ex-juiz federal.

Sérgio Moro e Deltan Dallagnol no ‘olho do furacão’…

 

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Denuncias do The Intercept colocou no ‘olho do furacão’ ministro Sérgio Moro e o procurador e coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, com isso a crise moral e ética no Brasil atinge o ápice.

O modelo adotado no andamento da Lava Jato, que está com os dias contados, deu uma projeção incomum aos seus membros, em especial o ex-juiz Sérgio Moro e coordenador da Força Tarefa, alçados a condição de celebridades.