Gilmar Mendes: “é um grande vexame e participamos disso. Somos cúmplices”

 

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Foto: Reprodução

Jornal GGN – Durante a sessão da segunda turma do Supremo Tribunal Federal que anulou condenação imposta pela Lava Jato a Ademir Bendine, o ministro Gilmar Mendes reconheceu que a Corte foi cúmplice dos desvios da operação comandada a partir de Curitiba.

“É um grande vexame e participamos disso. Somos cúmplices dessa gente. Homologamos delação. É altamente constrangedor. Todos nós que participamos disso temos que dizer ‘nós falhamos’, disparou o ministro.

Segundo informações do portal Jota, Gilmar citou reportagem da Vaza Jato desta terça (27), em que procuradores de Curitiba ironizam, debocham, fazem ilações sobre as circunstância da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia, denotando ódio em relação a Lula.

Para Gilmar, “a República de Curitiba nada tem de republicana, era uma ditadura completa. (…) Assumiram papel de imperadores absolutos. Gente com uma mente muito obscura. (…) Que gente ordinária, se achavam soberanos.”

Os procuradores são corruptos, “gente sem nenhuma maturidade. Corrupta na expressão do termo. Não é só vender função por dinheiro. Violaram o Código Processo Penal”.

Com informações do Jota

Dallagnol está conseguindo dormir só à base de remédios

 

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Procurador Deltan Dallagnol/Foto: Reprodução

Chefe da força-tarefa da Lava-Jato, o procurador Deltan Dallagnol confidenciou a amigos que, recentemente, só consegue dormir à base de remédio.

Na semana passada, o Conselho Nacional no Ministério Público (CNMP) desarquivou uma reclamação disciplinar contra Deltan e seu colega, Roberto Pozzobon, devido aos diálogos revelados pelo site “The Intercept”. Ainda há outras representações contra o investigador que serão analisadas.

Os processos podem culminar no afastamento do chefe da Operação Lava-Jato.

(Informações Bela Megale, O globo)

Lava-Jato consultava dados da Receita Federal sem controle da Justiça

 

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Mistro Sérgio Moro e o presidente do COAF Pedro Leonel/Foto: Pedro Ladeira/Reprodução

Os procuradores da operação Lava Jato utilizaram em diversas ocasiões o aplicativo Telegram para obter dados sigilosos da Receita Federal. A força-tarefa tinha por hábito realizar consultas “informais” com o auditor Roberto Leonel – ou seja, sem nenhum controle da Justiça. Leonel atualmente chefia o Coaf, após indicação do ministro Sergio Moro. 

A nova matéria da série As mensagens secretas da Lava Jato revela diversos casos em que os procuradores, sob a chefia de Deltan Dallgnol, recorreram a Leonel para investigar “informalmente” as movimentações financeiras de cidadãos.

O auditor era um informante graduado e chefiava a área de inteligência da Receita em Curitiba. Diz a reportagem do Intercept Brasil em parceria com a Folha de S.Paulo.

Pelo menos três dos casos encontrados nos diálogos envolvem a maior obsessão dos procuradores em todos os anos de conversas pelo Telegram, o nome mais citado entre todos: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em agosto de 2015, diante das notícias de que um sobrinho de Lula fizera negócios em Angola com ajuda do político e da Odebrecht, a primeira coisa que ocorreu ao procurador Roberson Pozzobon foi chamar Leonel. “Quero pedir via Leonel para não dar muito na cara, tipo pescador de pesque e pague rsrsrs”, disse numa mensagem a Dallagnol. 

Além do sobrinho do ex-presidente, a Lava Jato fuçou ilegalmente as movimentações financeiras de uma nora de Lula, dos antigos donos do sítio de Atibaia e solicitaram ao auditor informações sobre compras que a ex-primeira dama Marisa Letícia e os seguranças do casal teriam feito. 

Em fevereiro de 2016, até o caseiro do sítio teve sua privacidade invadida pelas investigações irregulares da força-tarefa. A ordem partiu do próprio Deltan Dallagnol. “Pede pro Roberto Leonel dar uma olhada informal”, escreveu em fevereiro de 2016 aos colegas, ao pedir que pesquisassem as declarações anuais de imposto de renda do caseiro Elcio Pereira Vieira.

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Imparcialidade de Moro: juiz orientou Lava-Jato não apreender telefones de Eduardo Cunha

 

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Sérgio Moro e Eduardo Cunha/Foto: Reprodução

Em novos diálogos divulgados pelo The Intercept e BuzzFeed revelam que na véspera da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), Sergio Moro convenceu a Lava-Jato de não apreenderem telefones celulares usados pelo emedebista.

As conversas entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol  ocorreram dia 18 de outubro de 2016.  A não apreensão dos celulares de Cunha, que estava sem foro privilegiado desde setembro de 2016, destoa do padrão da Lava Jato.

Um dia antes da prisão de Cunha, o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, mandou mensagens ao então juiz.

• 11:45:25 Deltan: Um assunto mais urgente é sobre a prisão

• 11:45:45 Deltan: Falaremos disso amanhã tarde

• 11:46:44 Deltan: Mas amanhã não é a prisão?

• 11:46:51 Deltan: Creio que PF está programando

• 11:46:59 Deltan: Queríamos falar sobre apreensão dos celulares

• 11:47:03 [Moro]: Parece que sim.

• 11:47:07 Deltan: Consideramos importante

• 11:47:13 Deltan: Teríamos que pedir hoje

Após ouvir as ponderações do procurador, Moro responde o seguinte:

• 11:47:15 [Moro:] Acho que não é uma boa

Apesar da resposta, Deltan insiste e tenta agendar uma reunião com Moro para tratar do assunto:

• 11:47:27 Deltan: Mas gostaríamos de explicar razões

• 11:47:56 Deltan: Há alguns outros assuntos, mas este é o mais urgente

• 11:48:02 [Moro]: bem eu fico aqui até 1230, depois volto às 1400.

• 11:48:49 Deltan: Ok. Tentarei ir antes de 12.30, mas confirmo em seguida de consigo sair até 12h para chegar até 12.15

• 12:05:02 Deltan: Indo

Não há, nos diálogos, registros do que foi discutido na reunião presencial entre eles. Porém, pouco depois, às 14h16, Deltan envia nova mensagem a Moro dizendo que, após conversar com procuradores e ao levar em consideração o que foi dito pelo então juiz, a força-tarefa desistiu de pedir a apreensão dos celulares.

• 14:16:39 Deltan: Cnversamos [Conversamos] aqui e entendemos que não é caso de pedir os celulares, pelos riscos, com base em suas ponderações

E Moro respondeu:

• 14:21:29 [Moro]: Ok tb

No dia seguinte às conversas, em 19 de outubro, Eduardo Cunha foi preso em Brasília.

Ao perceber a ação, o político disparou diversos telefonemas para parlamentares ligados ao então ministro Moreira Franco e ao então presidente Michel Temer. Tinha a esperança de que, com uma jogada, seria capaz de reverter a prisão.

Ao ser informado de que além de preso seria encaminhado para Curitiba, Cunha chegou a questionar os agentes responsáveis por sua prisão se deveria ou não levar ou entregar seu aparelho celular. Ouviu uma resposta negativa, segundo seus advogados.

Procurados pela Buzzfeed, tanto o ministro Sérgio Moro quanto a Lava-Jato deram praticamente a mesma resposta. Disseram não reconhecer as mensagens trocadas.

Papa Francisco alerta para responsabilidade na hora de fazer Justiça

 

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Foto: Reprodução

O Papa Francisco postou um vídeo no twitter nesta quinta-feira (4), que rapidamente viralizou. Nele o pontífice alerta para responsabilidade nas decisões daqueles que julgam e decidem em nome da Justiça.

“Dos juízes dependem decisões que influenciam os direitos e os bens das pessoas.

Sua independência deve ajudá-los a serem isentos de favoritismos e de pressões que possam contaminar as decisões que devem tomar. Os juízes devem seguir o exemplo de Jesus, que nunca negocia a verdade. 

Rezemos para que todos aqueles que administram a justiça operem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra.”

Vaza Jato: Revista Veja identifica indicados por Moro a Deltan para testemunharem contra Lula

 

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Sérgio Moro e Deltan Dallagnol/Foto: Reprodução

A Revista Veja desta semana revela quem são as duas testemunhas que teriam sido indicados pelo então juiz Sérgio de Moro ao coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para darem informações sobre possíveis bens do ex-presidente Lula .

Oficialmente em parceria com o site The Intercept Brasil, a revista diz que os indicados por Moro aos procuradores foram Nilton Aparecido Alves (técnico em contabilidade) e Mário César Neves(empresário), ambos em Mato Grosso do Sul.

O site The Intercept já havia divulgado a conversa ocorrida pelo aplicativo Telegram, o ministro disse ao procurador que sabia de uma testemunha “aparentemente disposta”a falar sobre imóveis relacionados ao ex-presidente Lula.

O ex-juiz Moro pode ser acusado de ter praticado fraude processual, já que magistrados são proibidos por lei indicarem testemunhas a qualquer uma das partes.

De acordo com Veja, Dallagnol procurou as pessoas citadas, em dezembro de 2015, mas elas teriam se recusado a colaborar. A reportagem diz ainda que o procurador chegou a sugerir que se forjasse uma denúncia anônima para justificar a expedição de uma intimação que obrigasse as testemunhas a depor no Ministério Público.

Quando questionado sobre o diálogo, o ex-juiz Moro confirmou e o classificou como ‘descuido’.

Segundo Veja, Nilton Aparecido não confirmou se foi procurado pela lava Jato. Ainda de acordo com a reportagem, ele já foi investigado, acusado de pagar propina a uma organização criminosa que gerou prejuízo de R$ 44 milhões ao estado de Mato Grosso do Sul.

Já o empresário Mário César Neves que teria ouvido a história de Nilton Aparecido sobre os imóveis do filho de Lula e passou a informação a Moro, ele disse que foi procurado, mas para dizer quem era o Nilton, e como poderia encontrá-lo.

Supremo Tribunal Federal mais uma vez decide o destino de Lula

 

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Lula/Foto: Reprodução

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga dois habeas corpus nesta terça-feira (25), apresentados pela defesa do ex-presidente Lula. Os advogados alegam que o ex-juiz Sergio Moro foi parcial ao condenar o petista. Também contestam a rejeição de recurso de Lula ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), monocraticamente.