Flávio Dino diz que número da Portaria de Moro contra estrangeiros é o mesmo do mal na Bíblia

 

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Flávio Dino, governador do Maranhão, critica Decreto 666/Foto: Reprodução

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, age como estivesse lutando acuado numa guerra com poucas forças. No Diário da União desta sexta-feira (26), está publicado uma Portaria assinado por ele, que estabelece proibição de entrada, deportação e repatriação de estrangeiros no Brasil.

A medida que se transformou rapidamente em mais uma polêmica envolvendo o ex-juiz Sérgio Moro, está sendo tratada como retaliação ao jornalista Glenn Greenwald do The Intercept Brasil e a liberdade de imprensa.

O governador Flávio Dino, no twitter, lamentou e classificou a Portaria de ditatorial. Citando um passagem da Biblia, disse que a medida de Moro é a representação do mal.

“…e o seu número é seiscentos e sessenta e seis. Apocalipse 13:18. Na Bíblia é o número do mal. Por coincidência, esse também é o número da Portaria editada hoje, que pode levar a atos ditatoriais. Defender o Brasil não significa fazer perseguições. É preciso ter bom senso’ destacou Flávio Dino no twitter.

A medida tornada pública no dia seguinte à divulgação de nomes e informações sobre os ‘hackrs’ presos em São Paulo, acabou se refletindo em mais polêmicas envolvendo o ministro Moro que tenta desqualificar o site The Intercept Brasil, autor da série de reportagens contra ele e os procuradores da Lava Jato.

Em nota a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) considerou a medida ‘inconstitucional e que tomará providencias contra a tentativa do ministro Sérgio Moro de intimidar o jornalista norte-americano.

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Quem poderia imaginar: hacker disse que repassou ao The Intercept Brasil conversas de Moro

 

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Walter Delgatti Neto, ‘o Vermelho’/Foto: Reprodução

O jornal O Estado de SP nesta quinta-feira (25), informa a partir da confirmação de altas autoridades ligadas à operação da PF, que um dos hackers presos na última terça-feira (23), em São Paulo, identificado com Walter Delgatti Neto, ‘o Vermelho’, disse que passou dados hackeados de autoridades ao Jornalista Glenn Greenwal.

A defesa do jornalista, fundador do site The Intercept Brasil, disse, em nota, que “não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas”.

A Polícia Federal tem indícios de que os quatro suspeitos presos são os mesmos que acessaram conversas trocadas pelo Telegram de várias autoridades dos Três poderes, entre elas, Sérgio Moro, o ministro da Economia, Paulo Guedes; e a líder do governo Bolsonaro no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

Coincidente a deputada Joice Hasselmann e o ministro Paulo Guedes anunciaram que seus celulares teriam sido invadido na véspera da realização da Operação, que prenderam os quatro hackres’.

Os investigadores tratam o relato do hacker com cautela, uma vez que ele é apontado como estelionatário. Razão pela qual tudo o que ele informar será investigado, especialmente a partir da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do grupo, autorizada pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília.

The Intercept Brasil entrevista Flávio Dino sobre Corrupção, Lava Jato e conjuntura Política no Brasil

 

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Flávio Dino, governador do Maranhão, durante entrevista ao The Intercept Brasil/Foto: Reprodução

O site The Intercept Brasil que iniciou a divulgação das mensagens entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol e demais membros da Força Tarefa da Lava Jato, ouviu Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, dias antes de começarem a serie de reportagens que passaram expor os bastidores nada republicano da maior operação de combate à corrupção na história do Brasil.

Na entrevista Flávio Dino, que assim como Sérgio Mouro, é ex-juiz federal falou sobre a atual conjuntura política brasileira, corrupção e Lava Jato. O governador do Maranhão criticou duramente o ex-juiz colega de toga e agora também na política, Sérgio Moro, atual ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

VEJA AQUI A ENTREVISTA

Perguntar não é crime e nem ofende, mas quem é ‘o pessoal’ Dallagnol?

 

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VazaJato divulga primeiro áudio e desmonta contestação de Deltan Dallagnol/Foto: Reprodução

Áudio mostra o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, informando outros procuradores da força-tarefa sobre decisão do ministro Luiz Fux, derrubando decisão de Ricardo Lewandowski, que liberava entrevista de Lula. Na mensagem Dallagnol pede que eles não divulguem a decisão para a defesa não ter tempo de recorrer.

Rodrigo Maia não vê diferença entre vazamentos de Moro e da Vaza Jato

 

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Deputado Rodrigo Maia, Presidente da Câmara Federal/Foto: Reprodução

O Presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou nesta sexta-feira (5), em entrevista à Rádio Jovem Pan, ser a favor da publicação das mensagens de posse do The Intercept Brasi, sobre conversas do ex-juiz Sérgio Moro e os membros da Lava Jato.

— Quando é para beneficiar um lado, é bacana, mas quando é para beneficiar o outro lado, aí não pode? Um vazamento de um documento sigiloso que foi entregue por um agente público a um jornalista é pior do que um hacker vazar uma informação? — declarou Rodrigo Maia.

Desembargador diz que ‘latim’ de Moro deve ser da ‘internet ou citação de algum gaiato’

 

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O desembargador Siro Darlan de Oliveira e o x-juiz Sérgio Moro/Foto: Reprodução

Brasil 247 – O desembargador Siro Darlan de Oliveira fez uma postagem no Facebook onde aponta que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, errou em citação em latim que fez neste domingo (24); “Moro, para zombar de suas conversações WhatsApp com o procurador Dallagnol, errou a lição de latim”, disse.

Veja a postagem completa: 

O juiz Sérgio Moro, para zombar de suas conversações WhatsApp com o procurador Dallagnol, errou a lição de latim. Disse uma mentira literária, ainda que desvendada só por um espírito bizantino e levemente inútil como o meu.

Um pouco de cultura como diz o juiz, cultura não aprendida na Internet ou em coletâneas de citações latinas publicadas por algum togado ou algum professor universitário gaiato que talvez nem conheça uma conjugação em latim. Nos meus semestres de latim na Université de Perpignan, na França, frequentei um pouco lugares-comuns da Ars Poetica, de Horácio, no original, em exercícios de classe de latim.

A citação de Moro não é “direto de Horácio”, é direto da Internet ou de algum livrinho de citação. A lição, que faz autoridade, desse trecho de Horácio ostenta o futuro “parturient”, e não o presente “parturiunt” como escreve o curitibano. Horácio responde à questão: “Quid dignum […] feret?”. O futuro se impõe para se coadunar com o futuro usado na pergunta.

A citação com “parturiunt” (presente) convive na Internet e em alguns autores com o que Horácio realmente escreveu, “parturient” (futuro), porque, fora de contexto, como uma citação extraída de seu espaço semântico-poético, usada enquanto referência isolada, aceita bem o presente. Trata-se duma infidelidade para fins de citação. Pode-se fazer essa infidelidade. Como tantos outros professores, não a condeno, mas não se deve usar a ênfase arrogante, vaidosa e pseudoerudita: “direto de Horácio”. Direto de Horácio é “Parturient montes, nascetur ridiculus mus”, e não “Parturiunt…”, versão adulterada por antologias de citações.