“Qual governador conseguiu resolver?” Lula sobre criminalidade

O presidente Lula (PT), candidato a reeleição, durante entrevista ao Jornal Nacional, na noite de quinta-feira, dia 27, falou sobre o avanço da violência no país, principalmente no período que o PT esteve no governo, o petista começou responder perguntando “qual governador conseguiu resolver?”.

Lula ainda defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, que, segundo ele, permitirá definir o papel da União, dos estados e dos municípios, além da criação de um Ministério da Segurança Pública.

Orleans tem propostas para direitos humanos, infraestrutura e mobilidade

O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, em entrevistas à Rádio Mirante FM. Orleans falou sobre sobre direitos humanos, desigualdade social, segurança pública, mobilidade e infraestrutura. Ele apresentou propostas, avaliou ações realizadas pelo Governo do Maranhão e defendeu a continuidade da parceria com o Governo Federal para viabilizar investimentos em estradas e aeroportos.

Ao abordar a garantia de direitos básicos, o candidato destacou programas de transferência de renda, iniciativas de capacitação profissional e outras políticas destinadas às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Orleans também defendeu o fortalecimento da estrutura de combate à desigualdade. Durante a elaboração da proposta orçamentária estadual para 2027, pretende ampliar os recursos destinados à secretaria responsável pela área e criar novos programas.

Combate à LGBTfobia e orçamento para políticas públicas

Questionado sobre o programa “Maranhão contra a LGBTfobia”, previsto em seu plano de governo, Orleans afirmou que pretende estabelecer uma parceria com a área de segurança pública para ampliar os canais de denúncia e o atendimento às vítimas.

O candidato ressaltou ainda a importância de ampliar a participação da população LGBTQIAPN+ na formulação e no acompanhamento das políticas públicas. Segundo ele, o governo deve estar preparado para receber denúncias e prestar a assistência necessária às vítimas.

Ao tratar da distribuição de recursos, Orleans defendeu que o orçamento estadual contemple áreas como direitos humanos, cultura e turismo, além dos setores tradicionalmente considerados prioritários.

Orleans também citou a capacidade de pagamento do Estado para justificar a ampliação dos investimentos.

Estradas e infraestrutura

No segundo bloco da sabatina, Orleans respondeu a perguntas sobre as condições das estradas maranhenses e as medidas necessárias para melhorar a qualidade da malha viária estadual.

De acordo com o candidato, o Estado já realizou investimentos em mais de 5 mil quilômetros de rodovias. Apesar dos avanços, ele reconheceu que ainda existem trechos que precisam ser recuperados.

Nas regiões sujeitas a alagamentos, Orleans avalia que a solução não deve se limitar à aplicação de uma nova camada de asfalto. Para aumentar a durabilidade das obras, defendeu a utilização de materiais e estruturas mais resistentes, como pedra e concreto.

O candidato citou intervenções realizadas na Baixada Maranhense e afirmou que a mesma estratégia deve ser adotada em outras áreas do Estado com maior incidência de chuvas.

Entre as obras realizadas ou em andamento, mencionou os trechos São Domingos do Maranhão–Graça Aranha, Araioses–Água Doce do Maranhão, Urbano Santos–Barreirinhas e São Domingos do Azeitão–Mirador.

Rodovias federais e aeroporto de Balsas

Ao ser questionado sobre as condições das rodovias federais que cortam o Maranhão, Orleans defendeu a continuidade da articulação com o Governo Federal e com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Como exemplo, citou a BR-226, que liga Teresina à região central do Maranhão. Segundo o candidato, as obras na rodovia atendem a uma reivindicação histórica da população.

Caso seja eleito governador, Orleans pretende manter o diálogo com Brasília para viabilizar novos investimentos. Na avaliação dele, a cooperação entre os governos estadual e federal é fundamental para ampliar as obras de infraestrutura no Maranhão.

A implantação de um aeroporto regional em Balsas também foi abordada. Orleans informou que existe um planejamento para viabilizar voos comerciais na região, mas explicou que há dificuldades relacionadas à localização do atual aeroporto.

O diálogo com a iniciativa privada é uma das alternativas consideradas para viabilizar o projeto. Orleans também destacou o potencial econômico e turístico do sul do Maranhão, especialmente pela proximidade de Balsas com destinos como Riachão, Carolina e a Chapada das Mesas.

Na avaliação do candidato, a ampliação da infraestrutura aeroportuária pode estimular o turismo, gerar oportunidades e contribuir para o desenvolvimento econômico da região.

Transporte público na Grande São Luís

Outro tema discutido foi a mobilidade urbana na Ilha de São Luís. Questionado sobre a possibilidade de implantação de metrô ou de outros modais, Orleans explicou que um projeto dessa dimensão dependeria de estudos técnicos. Segundo ele, as características do solo da capital poderiam dificultar a implantação de um sistema metroviário.

Como alternativa mais imediata, defendeu a melhoria do transporte coletivo existente.

Orleans também criticou a redução da quantidade de ônibus em circulação na capital e atribuiu ao poder público municipal a responsabilidade pela prestação adequada do serviço.

Para Orleans, os gestores públicos precisam assumir a responsabilidade de enfrentar os problemas da população.

Ao final da sabatina, Orleans destacou ações realizadas durante a gestão de Carlos Brandão e reforçou que pretende manter uma atuação municipalista, com investimentos nos 217 municípios maranhenses.

Segundo ele, a continuidade das parcerias com as prefeituras e com o Governo Federal será fundamental para ampliar as obras de infraestrutura e mobilidade, fortalecer as políticas de direitos humanos e estimular o desenvolvimento econômico do Maranhão.

Orleans destaca ações em São Luís e reforça gestão para as pessoas

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, tem intensificado o discurso de valorização das ações concretas do Governo do Estado em São Luís. Em entrevista recente, ele elencou uma série de resultados práticos e impacto social direto na vida dos ludovicenses.

Orleans destacou que a gestão estadual tem ido além das grandes obras, priorizando iniciativas que mudam a vida das pessoas no dia a dia. Entre os principais exemplos, ele citou os restaurantes populares e o programa Maranhão Livre da Fome, que também beneficiam moradores da capital e da Grande Ilha. “A gente não está falando só de asfalto, está falando de mudança real na vida das pessoas”, afirmou, ao relatar experiências com famílias atendidas pelos programas.

Na área de infraestrutura, o pré-candidato reforçou que o Governo do Estado tem deixado sua marca em São Luís com obras estruturantes importantes, como a ampliação da Avenida Litorânea e a construção da Avenida Metropolitana, além de equipamentos como o Ginásio Castelinho, o Entreposto Pesqueiro e o Terminal da Baixada. Segundo ele, os investimentos têm impacto direto na mobilidade, na economia e na qualidade de vida da população.

Orleans também destacou ações de urbanização e lazer, como a Praça do Sol e a Praça dos Açores, além de intervenções de pavimentação em diversos bairros. Para ele, essas obras reforçam a presença do governo nos territórios e demonstram compromisso com as demandas reais da população.

Outro eixo central do discurso é a geração de emprego e renda. O pré-candidato citou eventos de grande porte promovidos pelo Governo do Estado, como o São João do Maranhão e o carnaval, como motores de desenvolvimento econômico e fortalecimento do turismo na capital.

Além das obras e programas, Orleans enfatizou o diálogo com lideranças comunitárias e vereadores como estratégia para ampliar a capilaridade das ações, com o objetivo de discutir soluções para problemas históricos, destacando a importância da escuta ativa na formulação de políticas públicas.

Lula aconselhou Moraes a se declarar impedido de julgar caso Master

O presidente Lula relatou, em entrevista a Eduardo Moreira e Leandro Demori, no ICL Notícias nesta quarta-feira, dia 8, uma conversa que teve com Alexandre de Moraes sobre o Caso Master e que aconselhou o ministro a se declarar impedido.

Lula disse que o caso afeta a imagem do Supremo Tribunal Federal.

“Eu disse para o companheiro Alexandre de Moraes: ‘Você fez uma biografia histórica neste país com o julgamento do 8 de janeiro, não permita que joguem fora a sua biografia (…) Primeiro porque você não estava advogando no seu escritório há quase 15 anos. Mas, se sua mulher estava advogando, diga isso claramente. Não tem que pedir licença para trabalhar, mas é importante afirmar que, na Suprema Corte, estará impedido de votar em casos que envolvam sua esposa (…) Prejudica a imagem, obviamente. O companheiro Alexandre de Moraes sabe disso. Porque é muito simples: você pode ter algo que é legal, mas, nas circunstâncias em que acontece e aos olhos do povo, pode ser tratado como imoral (…) Em um ano político, as pessoas vão dar muito destaque a isso.”, disse Lula.

Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, é uma das sócias do escritório Barci de Moraes, que admitiu ter mantido contrato com o Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, mês em que houve a liquidação do banco.

Adelmo destaca liderança de Iracema Vale, governo e avanços em Caxias

O deputado estadual Adelmo Soares (PSB) comentou o cenário político estadual durante entrevista, na manhã desta quinta-feira (11), ao programa Ponto Final, apresentado pelo radialista Jorge Aragão, na Rádio Mirante News. O parlamentar exaltou a atuação da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, destacou ações do Governo do Maranhão e apresentou avanços importantes conquistados em Caxias.

Para o deputado, Iracema Vale tem sido um exemplo de articulação, união e capacidade de diálogo. “Iracema, como mulher, sabe agregar, sabe trazer as pessoas para perto. É preparada, tem sensibilidade e pode jogar em qualquer posição na eleição de 2026”.

Para reforçar sua fala, o deputado citou um caso concreto: “A atuação de Iracema trouxe o senador Weverton Rocha para perto. Ela colocou ele perto dela, acolheu, e hoje ele está próximo de todo o grupo”.

O deputado destacou que esse movimento simboliza a força política e a habilidade de construção coletiva que Iracema tem imprimido à Alema.

Avanços do governo

Durante a entrevista, Adelmo também destacou o compromisso do Governo do Estado com políticas públicas que têm fortalecido diferentes regiões do Maranhão. Ele ressaltou que o alinhamento entre Executivo e Legislativo tem reforçado ações que impactam diretamente a vida das pessoas.

Caxias em foco

O deputado dedicou parte da conversa para apresentar os avanços que vêm sendo promovidos em Caxias, com destaque para as áreas de saúde, esporte e mobilidade.

Adelmo citou os mutirões de próteses dentárias e facetas, ampliando a saúde bucal e devolvendo autoestima a milhares de famílias.

Também destacou o grande evento do Handebol Maranhense, que movimentou a cidade e contou com a presença da campeã mundial Ana Paula, aproximando esporte e comunidade.

Outra ação citada foi a segunda etapa do programa “Mototáxi Valorizado”, que garantiu a entrega de 500 cestas aos mototaxistas de Caxias. Adelmo reforçou que a iniciativa reconhece o papel essencial da categoria, que movimenta a cidade todos os dias e merece respeito, apoio e condições dignas de trabalho.

Compromisso reafirmado

Ao final da entrevista, Adelmo reafirmou seu compromisso com o Maranhão, destacando que seguirá atuando com diálogo, presença e responsabilidade para levar mais ações e resultados concretos às regiões do estado.

METRÓPOLES: Brandão fala sobre tarifaço de Trump e ‘dinistas’ no MA

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), em entrevista ao site Metropoles nesta terça-feira, dia 29, falou sobre o tarifaço dos EUA ao Brasil. Ele também falou sobre sua relação com o ex-governador Flávio Dino, hoje no STF, e ainda, o comportamento de ex-secretários do então governo Dino.

De acordo com Brandão, 70% do combustível comprado pelo país chega pelo porto de Itaqui, porto brasileiro mais próximo dos EUA. Segundo ele, o impacto imediato do tarifaço de Trump será sentido no setor de celulose, provocando uma queda de 16% no faturamento da maior empresa do segmento no país, a Suzano.

“Com relação ao nosso porto, que é o maior porto do Arco Norte – ou seja, acima de Brasília é o maior porto do Brasil –, a gente vai ter alguns impactos. A exportação de celulose e papel, essa sim será atingida porque uma parte dela vai para os Estados Unidos. Então, a Suzano tem várias fábricas no Brasil. As fábricas mais atingidas serão as da Bahia e a do Maranhão, onde há maior volume de vendas para os Estados Unidos. Isso vai ter impacto de cerca de 16% na venda dos produtos da Suzano”, disse o governador.

“Estão incomodados por ser mulher, do interior e sem sobrenome político”

A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), concedeu uma entrevista contundente ao programa Abrindo o Verbo, da rádio Mirante News, nesta quinta-feira (5). Em quase uma hora de conversa, a parlamentar abordou temas espinhosos — desde o fortalecimento da presença feminina na política até a polêmica ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona sua eleição à presidência da Casa.

Iracema não se esquivou e mandou o recado: “Estou presidente da Casa de forma legítima. O regimento é claro e está em vigor há mais de 30 anos. O incômodo agora é porque uma mulher chegou ao poder — e uma mulher do interior, sem sobrenome político”, afirmou, em tom firme.

Sobre a ação que tramita no STF, impetrada pelo partido Solidariedade, a parlamentar foi categórica ao afirmar que não teme o julgamento e confia no Supremo.

“Isso não tira a minha paz porque estou do lado certo. Confio no STF, que é o guardião da Constituição. Não acredito em manobras que rasguem o que está escrito”, declarou.

Iracema ressaltou que a Assembleia Legislativa seguiu todo o rito regimental em sua eleição, e destacou que o desfecho no plenário do Supremo pode inclusive estabelecer jurisprudência para outras 18 assembleias legislativas do país.

Protagonismo feminino e resistência

Primeira mulher a presidir o Parlamento maranhense em mais de 190 anos, Iracema lembrou que sua gestão tem como uma das principais bandeiras o empoderamento feminino e a instalação das Procuradorias da Mulher em câmaras municipais de todo o estado.

“Temos visto bons resultados. As mulheres estão ocupando espaços e participando da política de forma ativa. Isso é resultado de um trabalho coletivo e de coragem”, reforçou.

Eleições 2026: “Minha preferência é Orleans Brandão”

Quando o assunto foi o cenário eleitoral, Iracema Vale declarou apoio pessoal ao nome de Orleans Brandão, secretário estadual de Assuntos Municipais, destacando seu perfil jovem, municipalista e conhecedor da realidade maranhense. No entanto, ponderou que a decisão final será do grupo político liderado pelo chefe do Executivo, o governador Carlos Brandão.

“Este é um momento de avaliar perfis e possibilidades. Caminho com o governador Brandão e seguirei sua orientação política”, garantiu.

Encerrando a entrevista, Iracema ainda destacou as ações do governo estadual que têm elevado os indicadores sociais do Maranhão e falou com entusiasmo sobre a realização do Arraial da Assembleia, que promete movimentar São Luís nos próximos dias.

“O São João é uma das nossas maiores expressões culturais e também fortalece a economia. Vamos fazer uma festa bonita, para todos”, concluiu.

“..politicamente afastados, mas não rompidos..”, Brandão sobre Dino ao O Globo

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), em entrevista ao Jornal O Globo, e publicada nesta segunda-feira, dia 17, entre os temas que tratou, falou da sua relação com ex-governador e atualmente ministro do STF, Flávio Dino, de quem foi vice-governador por oito anos.

“… Deixamos de conversar quando ele foi para o Supremo (…) Acho que, depois de governar, é preciso esquecer que foi governador (…) Estamos politicamente afastados, mas não rompidos…”, disse Brandão.

O senhor foi vice-governador do hoje ministro Flávio Dino, do STF, por dois mandatos no Maranhão, mas depois se distanciaram. Por quê?

Deixamos de conversar quando ele foi para o Supremo. Há um grupo mais próximo a ele, quatro ou cinco deputados, que se distanciaram um pouco do governo. Há alguma insatisfação por espaço, e acabam envolvendo o próprio ministro. Acho que, depois de governar, é preciso esquecer que foi governador. Quando tem muita interferência, começa a ter problema. Estamos politicamente afastados, mas não rompidos.

O STF suspendeu uma indicação do seu governo ao TCE, em uma liminar do Dino, e nomeações de familiares do senhor em cargos públicos, em decisão do ministro Alexandre de Moraes.

No caso do TCE, está atrapalhando muito o funcionamento da instituição, considero muito ruim para o estado. Tem um grupinho no estado ligado ao ministro (Dino) que cria essa situação e leva a nível de Supremo. O que a gente esperava é que não tivesse interferência do Supremo, lamento muito isso. É muito ruim o Judiciário entrar nessa esfera. Espero que seja resolvido. Tentei algumas vezes (falar com o ministro), mas não prosperou.

O senhor concorreu em 2014 e 2018 no Maranhão contra a família Sarney, de quem agora se aproximou. O que mudou?

Nós disputamos em 2014 contra o Lobão Filho e em 2018 contra a Roseana Sarney, só que em 2022 eu me aproximei muito do grupo do presidente José Sarney. Foram nossos adversários por dois mandatos, mas hoje estamos muito próximos. Há pessoas do MDB que participam do meu governo, e eles entregaram a presidência do partido para o meu irmão (Marcus Brandão). Estamos alinhados. (…) O Flávio sempre foi muito ferrenho adversário dos Sarney, é uma pessoa mais ideológica. Eu não sou assim, tenho boa relação com os evangélicos, com o agro. Eles me adoram.

Falta ao presidente Lula mais diálogo com esses segmentos?

Eu disse ao presidente sobre essa questão dos evangélicos e do agro. Deixar essa questão ideológica um pouco de lado. O ministro (Carlos) Fávaro é do agro, uma boa ponte.

Não há um risco de os partidos mais de centro começarem a abandonar o governo?

Me parece que o Ciro (Nogueira, presidente do PP) deu entrevista falando sobre isso. Mas o próprio ministro (do Esporte, André) Fufuca (PP-MA), com quem eu conversei, me disse que não, que essa entrevista foi mal interpretada. Ciro Nogueira foi ministro da Casa Civil do Bolsonaro. Agora, se perguntar ao Fufuca, ele não quer sair do governo, não.

Ao GLOBO, Sarney disse que “é melhor sair da política muito bem do que já velho”, em um recado a Lula . Concorda?

O mais importante, além da idade, é a saúde. Vejo o presidente Lula saudável e ainda é um grande líder. Houve uma pequena perda de popularidade, mas isso é coisa passageira. Governo tem altos e baixos.

Por que a queda de avaliação de Lula chegou ao Nordeste, onde o PT é historicamente mais forte?

Isto é principalmente devido à alta dos alimentos, que atinge todo mundo, em especial as classes menos favorecidas. Mas acho que vai melhorar com a proposta do governo de zerar o ICMS de todos os produtos da cesta básica. Eu mesmo já fiz duas reduções de ICMS nos últimos anos, que diminuíram em 30% o custo da cesta básica no Maranhão. Este também será o ano de tirar do papel as obras do Novo PAC, o que vai melhorar a avaliação do governo. Só no nosso estado foram quase sete mil casas do Minha Casa Minha Vida que estavam paradas.

Cenário mais polarizado exige uma pressa maior nas entregas?

Exige. Eu mesmo estou num ritmo muito acelerado. Estruturei o Maranhão, porque com a queda do ICMS dos combustíveis, quase quebrou o estado. Foi uma demagogia, à época, do presidente Bolsonaro.

Mas zerar o ICMS dos alimentos não vai também prejudicar a arrecadação dos estados?

Vai aumentar o consumo, isso acaba aquecendo a economia. É a história da bicicleta: se você para de pedalar, cai. Essa medida tem que ser tomada.

O quanto o apoio do PSB a Lula em 2026 depende de Geraldo Alckmin seguir na vice?

Eu estou alinhado ao presidente Lula. Não sei qual será a posição do meu partido. A presidência do PSB vai mudar, ainda não sei o que o (prefeito de Recife) João Campos pensa. Uma decisão dessas se dá mais perto da eleição.

Considera João Campos um possível presidenciável?

No momento, ele não tem a idade mínima (35 anos) para ser presidente. Enxergo ele como um forte candidato ao governo de Pernambuco em 2026. Ele tem a herança política do pai (Eduardo Campos), que era carismático e um gestor de excelência. (João) É novo, simpático, leve e está fazendo uma boa gestão. Mas não é fácil falar sobre futuro, porque estamos falando de 2030 no caso dele. Será que até lá não vão aparecer outros líderes?

O senhor aprovou um projeto na Assembleia de complemento do Bolsa Família, o “Maranhão Livre da Fome”. Como vai funcionar?

Para esse programa, eu tive que aprovar um imposto sobre arma, munição, cigarro, venda de avião, helicóptero. E com isso a gente vai arrecadar cerca de R$ 30 milhões por mês para custear o programa. É um cartão de R$ 200 que é bloqueado para compra de bebida alcoólica e para apostar em bets.

Seu plano para 2026 é Senado?

Existe uma condição natural de o governador se candidatar para o Senado, mas isso é algo que eu só vou discutir em 2026. Por mais que eu queira, preciso saber como pensam os 13 partidos da minha base. Se antecipar a discussão, as pessoas ficam focadas na política e não enxergam suas entregas.