Ex-juiz Sérgio Moro alterou padrão de atuação ao divulgar áudios de Lula

 

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Ex-juiz e ministro da Justiça Sérgio Moro/Foto: Reprodução

O ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro, mudou seu padrão na divulgação de áudios em relação a Lula. É o que está revelando neste domingo (24) mais uma publicação do The Intercept dentro da serie de reportagem da Vaza Jato, em parceria com a Folha de S.Paulo.

“um levantamento feito pela Operação Lava Jato em 2016 e nunca divulgado põe em xeque a justificativa apresentada pelo ministro Sérgio Moro quando era o juiz do caso e mandou retirar o sigilo das investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”.

Na oportunidade, Moro declarou que somente havia seguido o padrão estabelecido pela Lava Jato, assegurando total publicidade aos processos que conduzia e a informações de interesse para a sociedade. No entanto, um levantamento realizado pela força-tarefa da operação em Curitiba indicou que a prática adotada no caso de Lula foi diferente de outras ações semelhantes.

“O levantamento da Lava Jato, que analisou documentos de oito investigações em que também houve escutas telefônicas, indicou que somente no caso do ex-presidente os áudios dos telefonemas grampeados foram anexados aos autos e o processo foi liberado ao público sem nenhum grau de sigilo. Nos outros exemplos encontrados pela força-tarefa, todos extraídos de ações policiais supervisionadas por Moro na Lava Jato, o levantamento do sigilo foi restrito”, diz a reportagem.

Outro detalhe revelado pela Vaza Jato é que o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, mentiu e manipulou o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Dallagnol disse a ele que era padrão de Sérgio Moro liberar o sigilo das gravações.

“é um dos fatos apontados pelo habeas corpus que a defesa de Lula apresentou ao STF para questionar a imparcialidade e Moro como juiz nas ações em que o petista foi condenado. O ex-presidente pede que o tribunal declare a suspeição de Moro e anule os processos contra ele”, acrescente a matéria.

“Quero ver Moro se segurar na cadeira”, editor do Intercept sobre novas publicações

 

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Foto: Reprodução

Folha Impacto – O jornalista Glenn Greenwald, editor do site Intercept que vem fazendo revelações na série de reportagens da Vaza Jato, que mostram tramas do ex-juiz Sérgio Moro e Deltan Dallagnol à frente da Lava Jato, afirmou em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre, que as próximas publicações serão um teste de resistência a Sérgio Moro.

“quero ver Moro se segurar na cadeira depois das próximas revelações”, disse Glenn.

A afirmação foi uma resposta à entrevista de Sérgio Moro a um dos jornalistas de confiança da Operação Lava Jato, Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo. Na entrevista, publicada sexta-feira (15), Moro desafiou a Vaza Jato e disse que não vai renunciar.

“Se quiserem publicar tudo, publiquem. Não tem problema”.

Afinal Lula sai ou não da prisão?..

 

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É grande a expectativa para saber como terminará a polêmica sobre a progressa da prisão do ex-presidente Lula que está preso em Curitiba. De acordo com a Lei, ele já tem direito ao beneficio, mas se recusa sair nas condições que pretende a Lava Jato.

Lula se considera inocente e vitima de armação e perseguição política.

Lula chama Sérgio Moro e Deltan Dallagnol de chefes de quadrilha

 

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Foto: Reprodução

Mais uma entrevista com o ex-presidente Lula que ainda está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba será exibida no Youtube nesta quinta-feira (19), às 21h. A entrevista foi concedida à Revista Fórum e o Operamundi. 

Entre os vários temas Lula falou sobre as revelações da Vaza Jato. Para ele, os indícios de praticas ilegais denunciados pelo The Intercept Brasil prova o que sua defesa já vinha denunciando em relação a conduta do ex-juiz da Lava Jato e Deltan Dallagnol, para os dois são ‘chefes de quadrilha’.

 

Glenn Greenwald do site The Intercept Brasil será homenageado no Maranhão

 

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Jornalista Glenn Grennwald e o deputado estadual Zé Inácio/Foto: Reprodução

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald editor do site The Intercept Brasil será homenageado  na Assembleia Legislativa do Maranhão, com a medalha ‘Manuel Beckman’, maior honraria do Parlamento Maranhense.

O autor do requerimento aprovado nesta quarta-feira (18), na Assembleia Legisltativa, é o deputado Zé Inácio (PT). O jornalista será homenageado pelo trabalho jornalístico que em parceria com outros meios de comunicação estão revelando os bastidores da Operação Lava Jato, através da série de reportagens chamada de VazaJato.

O deputado Zé Inácio festejou nas redes sociais a aprovação do seu requerimento.

“A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou na manhã de hoje a concessão da ‘Medalha Manuel Beckman’ ao jornalista Glenn Greenwald, proposição de minha autoria. Homenagear Glenn é reconhecer sua grande contribuição ao Estado Democrático de Direito através do jornalismo investigativo”, comemorou Zé Inácio.

Jornalista de direita é aplaudido ao dizer que ‘não há provas contra Lula’

 

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Foto: Reprodução

247 – O jornalista Reinaldo Azevedo, um dos principais líderes de opinião pelo golpe de Estado contra Dilma Roussef e que rompeu com o bolsonarismo, foi ovacionado no ato em defesa da liberdade de imprensa na noite desta segunda-feira (9) no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, no largo São Francisco, região central de São Paulo.

Lotado, o auditório veio abaixo quando o nome dele foi anunciado: “não há provas contra Lula”, exclamou. Assista ao discurso dele no fim.

Vaza Jato: novas mensagens comprometem ainda mais Deltan

 

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Coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novas mensagens revelam que empresária foi liberada de investigação porque fez doação ao instituto Mute )/ Foto: Reprodução

Mensagens trocadas entre o procurador Deltan Dallagnol e membros do Instituto Mude divulgadas nesta segunda-feira (2), mostram que o coordenador da Lava Jato recebeu e encaminhou doações de dona da empresa que seria investigada.

As conversas foram reveladas em mais uma etapa da Vaza Jato em parceria com a Agência Pública com The Intercept Brasil. A doadora atuava com fretamento de navios para a Petrobras, e foi poupada na operação anos depois.

O instituto Mude foi criado para levantar a bandeira das 10 Medidas contra a Corrupção e seria dirigido “nas sombras” por Dallagnol, que não queria aparecer tomando posições públicas.

Nas conversas Deltan Dallagnol aparece estabelecendo um elo entre a advogada Patrícia Tendrich Pires Coelho, dona da Asgaard Navegação – fornecedora navios para a Petrobras -, e integrantes formais da organização.

Íntegra da matéria na Agência Pública

(Revista Fórum)

Lava Jato investigou Dias Toffoli: “..temos que ver como abordar esse assunto. Com cautela.”

 

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Montagem: Reprodução

Em novos diálogos revelados pelo Intercept Brasil e Folha do S. Paulo nesta quinta-feira (1º), mostram que o atual presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli e sua esposa Roberta Rangel, foram informalmente investigados por Delta Dallagnol e procuradores da Lava Jato em 2016.

Em 13 de julho, Dallagnol já havia levantado a questão com procuradores da Lava Jato. “Caros, a OAS touxe a questão do apto do Toffoli?”. E foi advertido por Sérgio Bruno Cabral Fernandes, de Brasília. “Temos que ver como abordar esse assunto. Com cautela.”

De acordo com a Constituição Federal, os ministros do STF não podem ser investigados por procuradores da primeira instância. Eles só podem ser julgados pelo próprio tribunal, onde quem atua em nome do Ministério Público Federal é o procurador-geral da República.

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