Rodoviários iniciaram nesta segunda, dia 17, mais uma greve em São Luís

O sistema de transporte coletivo de São Luís, amanheceu está segunda-feira, dia 17, paralisado. A greve de rodoviários na capital maranhense e região metropolitana. Cerca de 700 mil usuários do sistema de transporte público são afetados com a paralisação de toda a frota.

A manhã começou com muitas pessoas nas paradas, em busca de transporte alternativo, como vans, motos ou transporte por aplicativo. 

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão a categoria e os empresários não chegaram a um acordo.

Os rodoviários exigem dos empresários reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho. Segundo o Sttrema, em novembro de 2024 a categoria encaminhou ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET) a proposta de Convenção Coletiva de Trabalho para 2025, um documento que assegura todos os direitos dos Rodoviários para o ano vigente.

Rodoviários decidem parar transporte público na Grande São Luís

O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão realizou uma Assembléia Geral neste sábado, dia 3, para apresentar a proposta dos empresários de pagamento do 13º salário da categoria na Grande São Luís, em oito parcelas. Eles não aceitaram e ainda anunciaram paralelização do transporte público em protesto e para assegurar seus diretos.

“Os empresários já não cumprem vários acordos, estabelecidos conforme Convenção Coletiva de Trabalho. Atrasam salários, atrasam o ticket alimentação, atrasam pagamento das férias e agora sugerem esse absurdo, pagar o 13º salário em oito parcelas. Não vamos aceitar. Isso é uma afronta e um desrespeito aos trabalhadores. Nos reunimos em assembléia geral, agora pela manhã, e foi decidido pela própria categoria cruzar os braços, pois com essa proposta indecente dos patrões não nos resta outra alternativa, que não seja partir para greve”, enfatiza Marcelo Brito, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

A paralisação do transporte público da Grande Ilha está prevista para as próximas 72 horas, caso o Sindicato Patronal não apresente condições justas, que atenda os direitos e reivindicações dos trabalhadores.