“Nem na ditadura militar isso aconteceu”, Renato Aroeira sobre investigação na PGR

 

Cartunista Renato Aroeira, alvo de pedido de investigação com base na Lei de Segurança Nacional/Foto: Reprodução

Segundo O Estadão, o cartunista, Renato Aroeira, 66 anos, sendo 50 deles dedicado a profissão de chargista, disse que se asustou com a notícia de ser transformado “inimigo público”.

“Fiquei muito tenso, porque apesar de já ter sido processado, é a primeira vez que  sou questionado pelo Estado. Nem na ditadura militar isso aconteceu. Até então, eu tive processos partindo de personalidades, autoridades, governadores… o escambau. Mas é a primeira vez que viro inimigo público. Isso me deixou angustiado e nervoso”, disse Renato.

Aroeira e Noblat são alvos de investigação na Procuradoria Geral da República, com base na Lei de Segurança Nacional, pedida pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, com aval do presidente Bolsonaro.

O motivo foi a charge de autoria de Aroeira postada pelo jornalista Ricardo Nobla, que mostra uma cruz vermelha, símbolo universal para serviços de saúde, com as pontas pintadas de preto, formando uma suástica nazista. Ao lado, uma caricatura de Bolsonaro segura uma lata de tinta preta, e diz: “Bora invadir outro?”.

A sátira foi publicada após o presidente sugerir, durante uma live, que seus apoiadores entrassem em hospitais de campanha e filmassem a situação encontrada.

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