Após cobrança de Dino o Congresso avisa que vai indicar autores de emendas

Do O Globo

O Senado e a Câmara enviaram ao STF documento no qual se comprometem a identificar e individualizar os autores de emendas com o objetivo de destravar a liberação dos recursos.

As Casas apresentaram planos que, na prática, poderão oferecer transparências às modalidades de emenda que não são individuais, como a de comissão e a de bancada.

No caso das emendas de comissão, a forma como é indicada hoje impede saber quem é o real padrinho do repasse. Agora, as Casas garantem que o nome do parlamentar autor da indicação, ou que a solicitou, estará no Portal da Transparência.

Em relação aos restos a pagar de emendas de comissão de 2023 e anos anteriores, os parlamentares vão fazer o registro de apoio por um site do Congresso Nacional.

O documento enviado ao STF informa que para o exercício de 2025, em relação às emendas de comissão, de bancada e Pix, haverá deliberação nas respectivas bancadas e comissões, sempre contendo registro detalhado em ata, com identificação nominal do parlamentar solicitante ou autor da proposta.

As Casas informaram que elaboraram um Plano de Trabalho para aprimorar a interface entre os sistemas e garantir maior transparência e rastreabilidade às emendas parlamentares.

O pagamento de boa parte das verbas ficou suspenso durante meses, por decisão do ministro Flávio Dino, que considerava que os critérios de transparência não estavam sendo cumpridos.

No fim do ano, Dino liberou o pagamento, mas exigiu novos requisitos, o que irritou o Legislativo. Além disso, o ministro depois ainda suspendeu a indicação de quase R$ 7 bilhões em emendas de comissão indicadas por deputados federais e senadores.

Alcolumbre aplica mais uma derrota no ex-presidente José Sarney

 

renan sarney
José Sarney(MDB-MA) trabalhou forte nos bastidores para eleger Renan Calheiros (MDB-AL) que perdeu para Alcolumbre (DEM-AP)/Foto: Reprodução

É cedo para dizer se a vitória do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), na tumultuada e disputada eleição no Senado Federal no último sábado (02), representa mudança de fato. Mas, teve um aspecto politico e simbólico importante ao pretender barrar a hegemonia do MDB de José Sarney e Renan Calheiros na ‘Câmara Alta’, dentro da estrutura de poder no país.

Desde a redemocratização das 20 eleições ocorridas no Senado, o MDB ganhou 17 delas. Os dois políticos nordestinos José Sarney e Renan Calheiros rotulados como representantes da “velha política” são recordistas de mandatos na Presidência do Senado.

Porém a chegada de Davi Alcolumbre na presidência, de certa forma não representa alternância no comando da casa, uma vez que o DEM antes PFL é o único partido que esteve e volta à presidência além do MDB, nos últimos 34 anos.

Mas, o resultado da eleição no Senado de modo particular representou mais uma derrota para o ex-presidente José Sarney, que se empenhou pessoalmente na campanha de Renan Calheiros. O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi eleito em 2014  após derrotar o ex-senador Gilvan Borges (MDB-AP), candidato do grupo político de José Sarney no Amapá.