IBGE: Brasil apresenta primeira deflação desde setembro de 2022

Do IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador considerado a inflação oficial do país, caiu 0,08% em junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira, dia 11, pelo IBGE.

Deflação é a queda generalizada de preços, produtos e serviços, de forma continua. Esta foi a primeira queda de preços na base mensal em 2023, segundo os dados do IBGE.

O principal recuo dentro foi dos Alimentação e bebidas que acumulou queda de 1,07% no mês. O principal item deflacionário foi o óleo de soja (-8,96%), que caiu na esteira da redução dos preços de grãos e outras commodities alimentícias.

O IBGE também destaca quedas relevantes nos preços de frutas (-3,38%), leite longa vida (-2,68%) e carnes (-2,10%). A alimentação fora de casa teve alta de 0,46%, mas desacelerou em relação ao mês anterior, em que havia subido 0,58%.

Veja o resultado dos nove grupos que compõem o IPCA:

Alimentação e bebidas: -0,66%;

Habitação: 0,69%;

Artigos de residência: -0,42%;

Vestuário: 0,35%;

Transportes: -0,41%;

Saúde e cuidados pessoais: 0,11%;

Despesas pessoais: 0,36%;

Educação: 0,06%;

Comunicação: -0,14%.

Reforma Tributaria: como ficam produtos prejudiciais à saúde e bebidas

Da Agência Brasil

A reforma tributária, aprovada na Câmara dos Deputados, prevê a instituição do Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos prejudiciais à saúde e meio ambiente.

Na prática, essa tributação atingirá bebidas alcoólicas, cigarros e alimentos com excesso de açúcar ou de sal.

Assim como o IVA dual, a alíquota do Imposto Seletivo será determinada posteriormente à reforma tributária. Para os cigarros e as bebidas alcoólicas, não deverá haver grandes alterações de preços, porque esses produtos, há décadas, pagam grandes alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como política de saúde pública.

Para os demais produtos com riscos sanitários e ambientais, o Imposto Seletivo resultará em encarecimento.

A inclusão dos agrotóxicos e defensivos agrícolas, no entanto, ainda será discutida em lei complementar. Para facilitar a aprovação da reforma tributária pela bancada ruralista, o governo concordou em excluir do Imposto Seletivo os insumos agrícolas, inclusive os agrotóxicos, que se beneficiam da alíquota de IVA reduzida em 60%.