Lula exonera Comandante do Exército, general Júlio Cesar de Arruda

O general Júlio César de Arruda foi exonerado neste sábado, dia 21, pelo presidente Lula. O novo comandante da instituição será o general Tomás Miguel Ribeiro Paiva,  62 anos, que está semana surgiu em vídeo discursando em defesa da democracia e do resultado das urnas.

Havia uma insatisfação do presidente Lula com a postura do Exército em relação aos atos antidemocráticos que culminou com o ato golpista do dia 8 de janeiro. Segundo o site Metrópoles, a exoneração teve como ‘gota d’agua’ a recusa do general Júlio César de Arruda em demitir o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, de um posto de comando estratégico em Goiânia.

O general Júlio Cesar Arruda também teria impedido prisões de participantes do ato golpista no dia 8, que se refugiaram no acampamento bolsonarista em frente ao quartel do Exercito em Brasília.

General desde 31 de julho de 2019, Tomás Miguel Ribeiro Paiva, e estava no Comando Militar do Sudeste. Participou de missões no Haiti e nos complexos da Penha e do Alemão, durante a pacificação, em 2012. O militar serviu em quartéis nos no Rio e Paraná também foi assessor militar do Brasil junto ao exército do Equador. Ele também esteve a frente a Guarda Presidencial em Brasília, Academia Militar das Agulhas Negras e a Escola Preparatória de Cadetes do Exército.

Dos 1.398 presos após ato golpista em Brasília, 11 são do Maranhão

Do UOL

Entre os 1.398 presos em Brasília após atos golpistas do dia 8 de janeiro, 11 são do Maranhão. As informações são da Secretaria de Administração Penitenciaria do Distrito Federal.

O estado de São Paulo tem o maior número de presos, o que apresenta o menor é Sergipe.

São Paulo – 273; Minas Gerais – 204; Paraná – 132; Mato Grosso – 105; Rio Grande do Sul – 105; Santa Catarina – 89; Distrito Federal – 84; Bahia – 70; Goiás – 49; Rondônia – 42; Pará – 39; Rio de Janeiro – 33; Mato Grosso do Sul – 32; Ceará – 25; Tocantins – 20; Espírito Santo – 18; Paraíba – 15; Alagoas – 13; Maranhão – 11; Pernambuco – 11; Rio Grande do Norte – 9 ; Piauí – 8; Amazonas – 6; Acre – 3; Roraima – 1; Sergipe – 1.

O ministro Alexandre de Moraes do STF concluiu na sexta-feira, dia 20, as análises das audiências de custódia de 1.406 detidos em Brasília:

942 pessoas ficarão presas preventivamente nos presídios da Papuda (homens) e Colmeia (mulheres).

464 obtiveram liberdade provisória e devem cumprir medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e não podem conversar com outros investigados, nem atuar nas redes sociais.

“Não sou profeta. Tampouco ‘engenheiro de obra pronta’..”, Dino sobre ato golpista

O ministro Flávio Dino, Justiça e Segurança Pública, reagiu neste sábado, dia 14, ao que classificou de ‘desvario’ a tentativa culpá-lo pelo que aconteceu no domingo, dia 8, em Brasília, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro promoveram a destruição nas sedes dos três Poderes da República, em ato considerado golpista.

“A direita golpista insiste no desvario que eu poderia ter evitado os eventos do dia 8. Esclareço, mais uma vez, que o Ministério da Justiça não comanda policiamento ostensivo nem segurança institucional. A não ser em caso de intervenção federal, que ocorreu na tarde do dia 8 (…) ‘Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública…’ Está no artigo 144, parágrafo 5º, da Constituição. Polícia Federal é polícia judiciária e não tem atribuição de segurança institucional dos prédios dos 3 Poderes (…) Fico pensando se eu tivesse proposto intervenção federal ANTES dos eventos do dia 8. O que diriam: “ditadura bolivariana, Coreia do Norte, Cuba, etc etc”. Propus intervenção federal com base real, não com base em presunções. Não sou profeta. Tampouco “engenheiro de obra pronta”..”, destacou Flávio Dino.