Engenheiros que atestaram segurança da barragem da Vale são presos

 

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Foto: Ricardo Stuckert

Dois engenheiros que atestaram a segurança da barragem 1 da Mina do Feijão, que se rompeu em Brumadinho (MG), foram presos na manhã desta terça-feira (29) em São Paulo. Em Belo Horizonte foram presas outras três pessoas “diretamente envolvidos e responsáveis pelo empreendimento minerário e seu licenciamento”, segundo o Ministério Público de Minas Gerais.

As ordens são de prisão temporária, com validade de 30 dias, e foram expedidas pela Justiça Estadual de Minas Gerais.

Os investigadores do Ministério Público e da polícia também apuram se documentos técnicos, feitos por empresas contratadas pela Vale e que atestavam a segurança da barragem que se rompeu, foram fraudados.

A força-tarefa envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Estadual e Federal e a Polícia Civil de São Paulo e Minas. Os nomes das empresas investigadas não foram informados.

(Informações Congresso em Foco)

Coletiva de Imprensa detalhará nova prisão do delegado Thiago Bardal

 

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Delegado Thiago Bardal/ Foto: Reprodução

A Secretaria de Segurança Pública convocou a imprensa para uma coletiva, no final da manhã desta quarta-feira (28), onde as autoridades darão todos detalhes sobre as investigações e a operação realizada na madrugada de hoje, que culminou com a nova prisão do delgado Thiago Bardal, um agente da Policia Cível e dois advogados.

As prisões foram resultado de um trabalho conjunto que envolveu a Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (SECCOR), Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO)  e Ministério Público Estadual.

O delegado Thiago Bardal foi preso preventivamente. Além dele também foram presos o investigador João Batista Sousa Marques e os advogados Werther FerrazJunior e Ary Cortez Prado Junior.

Também foram realizadas buscas e apreensões. As ações ocorreram, simultaneamente, em São Luis e Imperatriz.

As prisões foram determinadas pela 1ª Vara Criminal de São Luis e são fruto de investigação conjunta iniciada no primeiro semestre deste ano, os acusados se associaram em uma verdadeira organização criminosa, com objetivo de extorquir grupos criminosos, vindo a receber parcela dos produtos dos assaltos a agências bancárias, e a proteger, mediante o pagamento de propina, criminosos que integravam o crime organizado.

As investigações remontam aos anos de 2015 e 2016, quanto TIAGO BARDAL assumiu a chefia da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC).

De acordo com a investigação o delegado Thiago Bardal tinha como homem de confiança o agente Batista que juntos cobravam propina de quadrilhas que atuavam no Maranhão, especialmente no roubo a banco, e que o faziam por intermédio dos advogados

As informações dão conta de que os policiais recebiam cerca de R$100.000,00 (cem mil reais) por assalto realizado, como uma espécie de “pedágio”, e que ainda assim cobravam para evitar as prisões de líderes.

Os policiais presos seguem para a Delegacia da Cidade Operária e os advogados para o sistema prisional, onde ficarão à disposição da Justiça.As investigações avançam, com a intenção de averiguar a participação de outros policiais no esquema criminoso.