“visão retrógrada e superada”, presidente do PSD sobre fala de Mical Damasceno

O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, criticou a deputada estadual Mical Damasceno (PSD), que defendeu “a submissão da mulher ao marido”, ao propor solenidade em alusão ao Dia da Família, na Assembleia Legislativa do Maranhão, “apenas com a presença de homens”.

O presidente do PSD, classificou a declaração da parlamentar do seu partido, como “retrógrada e superada, falsamente escorada na religiosidade cristã”.

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“Lamento a fala da deputada estadual Mical Damasceno, do Maranhão. Traz uma visão retrógrada e superada, falsamente escorada na religiosidade cristã. Defendo a liberdade de expressão e de cada um seguir suas crenças religiões. Como presidente do Partido Social Democrático tenho relacionamento com lideranças de diversas religiões (…) O Estado brasileiro é laico e a atuação dos três poderes deve ser pautada pela Constituição, que é clara ao estabelecer a igualdade entre todos, neste caso específico entre homens e mulheres. Os poderes, a sociedade e o PSD têm atuado progressivamente para combater a cultura da discriminação e desvalorização que ainda existem contra as mulheres no Brasil, uma bandeira que seguirá prioritária e inadiável no nosso partido”, disse Gilberto Kassab.

Ao tentar justificar sua fala, após a polêmica e repercussão causada pela declaração, a deputada Mical Damaceno, disse que apenas expôs o que ‘está descrito na Bíblia’.

Dino cita a Bíblia ao comentar cassação de Deltan Dallagnol

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, também foi às redes sociais na noite desta terça-feira, dia 16, para comentar a cassação do mandato de deputado de Deltan Dallagnol (Podemos-PR).

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O ministro dedicou uma passagem da Bíblia ao presidente Lula alvo principal da Lava Jato, coordenada pelo então procurador Deltan e o hoje senador Sérgio Moro, então juiz.

Durante a realização da Lava Jato, Flávio Dino, era governador do Maranhão, mas sempre foi um crítico contumaz em relação à condução dos trabalhos da força tarefa por Deltan e Moro.

A cassação de Deltan Dallagnol teve como base a Lei Ficha Limpa, por fraude para impedir punição disciplinar.