Desigualdade, concentração de riqueza e poder no Brasil revelado no Congresso

 

BRASÍLIA 50 ANOS
Vista da Esplanada dos Ministérios e o Congresso Nacional/Foto: Sérgio Lima

A soma de bens dos parlamentares que estarão no Congresso no próximo ano, de acordo com dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), chega a R$ 2 bilhões. A cifra é alavancada pelos milionários, que representam quase metade dos eleitos.

O congressista mais rico é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), com patrimônio de R$ 389 milhões. Jereissati foi eleito em 2014 e concluirá o mandato em 2023.

O mais rico da Câmara dos Deputados, porém, tem patrimônio mais modesto: cerca de R$ 120 milhões.

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(Congresso em Foco)

Congresso de Incertezas: ruptura, mudança de perfil e agenda

 

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Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Dos 81 senadores com mandato a partir de fevereiro de 2019, 59% serão novos. É o maior índice de renovação das últimas três décadas. Na Câmara, a renovação foi de 52,5%, o mais alto percentual desde 1994. Vários outros fatores permitem afirmar que estamos diante de um quadro de ruptura política, que se reflete na composição do Congresso Nacional.

Eis alguns elementos de ruptura: (a) o brutal esvaziamento do PSDB, do MDB e de outras forças de centro, que elegeram 152 deputados federais em 2014 e só 97 agora; (b) o fato de a internet ter superado as demais mídias como principal meio de propaganda eleitoral, inclusive para o Legislativo; (c) o grande número de parlamentares novatos – 118 na Câmara e 9 no Senado –, que chegarão a Brasília sem terem passado por nenhum mandato eletivo anterior; (d) uma “bancada da bala” três vezes maior, que reunirá quase cem congressistas em torno de teses como o armamento civil e o combate inclemente a criminosos; (e) a inédita ascensão eleitoral de um partido de ultradireita; e (f) o fim da polarização PT/PSDB.

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Sete deputados já declararam que disputarão a Presidência da Câmara

CAMARA/SESSAO

Informações O Globo

Eleição da Presidência da Câmara Federal, para biênio 2019-2020, que acontece em janeiro já têm sete postulantes ao cargo, hoje comandado pelo Dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ). Já se declaram candidatos João Campos (PRB-GO), Alceu Moreira (MDB-RS), Capitão Augusto (PR-SP), Giacobo (PR-PR), Fábio Ramalho (MDB-MG), JHC (PSB-AL) e Delegado Waldir (PSL-GO).

A campanha do atual presidente, Rodrigo Maia, começará na próxima terça-feira (20). Apesar da negativa do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de que não interferirá na eleição da Câmara, mas a influencia e força do futuro presidente no Congresso, após as eleições será determinante no pleito.

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“Bancada da Bala” triplica: revogação do Desarmamento fica mais próximo

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Foto: Lúcio Bernardo Junior

A próxima legislatura na Câmara Federal deverá contar com uma “bancada da bala” triplicada e reforçada no Congresso Nacional. Formada em sua maioria por militares e polícias o grupo defende basicamente mais rigor no Código Penal e Política de Segurança. Atualmente com 36 deputados deverá contar com 102 a partir de janeiro de 2019.

O reforço da bancada se dará em razão da participação do PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, que entrou na disputa eleitoral nanico e saiu relativamente gigante. O partido é o segundo maior no Congresso, contará com 52 deputados e 4 senadores.

Um dos principais objetivo do grupo na próxima legislatura será  levar a plenário o projeto de revogação do Estatuto do Desarmamento, esse projeto que tem apoio do presidente Bolsonaro, já está sendo utilizado como especie de moeda de troca para a eleição da Presidência da Câmara.

Informações Congresso em Foco