Deputado Edson Araújo não faz mais parte dos quadros do PSB

Denúncias de envolvimento no escândalo do INSS contra o deputado estadual Edson Araújo resultaram no seu desligamento do PSB no Maranhão. A medida foi adotada após o desgaste provocado pelos avanços das investigações que colocaram o deputado no ‘olho do furacão’ das investigações de âmbito nacional.

A situação de Edson Araújo se agravou após entrar no radar da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União, por meio da operação Sem Desconto. O deputado foi alvo de mandados de busca e apreensão, retenção de valores em espécie e monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Edson Araújo também foi denunciado pelo deputado federal Duarte, que segundo este, teria sido ameaçado pelo investigado. Duarte é vice-presidente da CPMI, e registrou ocorrência na Polícia Legislativa da Câmara e solicitou proteção institucional, fato que elevou a tensão entre parlamentares envolvidos nos trabalhos da comissão.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou a convocação de Edson Araújo para prestar depoimento e autorizou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático.

De acordo com denúncias à CPMI, o deputado teria movimentado mais de R$ 18 milhões em um intervalo de seis meses no início de 2025, por meio de diversas contas bancárias. Parte relevante desse volume se concentrou em uma conta que registrou cerca de R$ 5 milhões no período, além de outra com fluxo aproximado de R$ 928,9 mil.

Weverton esclarece rumores que ligam seu nome à fraude no INSS

Em entrevista à GloboNews, na tarde desta sexta-feira (19), o senador Weverton Rocha esclareceu informações que tentam associar sua imagem a pessoas investigadas por um esquema de fraude no INSS. Segundo o parlamentar, a Procuradoria Geral da República (PGR) manifestou-se contra o pedido de busca em sua residência e, até o momento, não há qualquer demonstração de vínculo entre ele e as condutas ilícitas investigadas. Os jornalistas presentes confirmaram a informação.

Aeronave e o “Careca do INSS”

Questionado pela jornalista Andréia Sadi sobre uma informação publicada pelo portal Metrópoles, referente a uma foto em que aparece caminhando em direção a uma aeronave, em setembro, e à suposta cota que o chamado “Careca do INSS” teria nesse avião, o senador esclareceu que não foi “flagrado”, como sugerido na reportagem.

Weverton explicou que desembarcou em um local que utiliza com frequência em Brasília, passou por um terminal com raio-x, onde ficam registradas suas informações pessoais e, em seguida, entrou em seu veículo. Destacou ainda que a matéria foi publicada em novembro e que a suposta fraude só veio à tona cerca de oito meses depois, o que, segundo ele, tornaria ilógica ele utilizar uma aeronave envolvida em fraude.

O senador afirmou também que utilizou a aeronave por ela pertencer a um suplente de senador da Paraíba, empresário conhecido e filiado a partido político, e que não possui qualquer informação sobre eventual participação do “Careca do INSS” na aeronave.

Ex-assessor Gustavo Marques

O jornalista Otávio Guedes ressaltou que não há provas que liguem o senador Weverton às propinas investigadas no esquema do INSS e questionou sobre o ex-assessor do parlamentar, Gustavo Marques, acusado de lavagem de dinheiro e ocultação de bens em favor do “Careca do INSS”, por meio de sua empresa.

Weverton esclareceu que Gustavo Marques deixou seu gabinete em 2023 e que, desde então, não acompanha suas atividades. Negou ainda que o ex-assessor fosse seu “braço direito” e afirmou não manter qualquer vínculo com ele. O senador destacou que não pode ser responsabilizado por atos de terceiros, referindo-se a Gustavo Marques e a outros ex-assessores citados nas investigações.

Declaração final

Ao concluir a entrevista, o senador afirmou que não teria qualquer possibilidade de articular crimes, como sugerido por alguns veículos de comunicação. Disse não conhecer diretores do INSS, nunca ter frequentado o órgão nem associações ligadas a ele. Para Weverton, as acusações fazem parte de uma disputa política, a qual, segundo ele, está preparado para enfrentar.

PGR aponta fragilidade de provas contra o senador Weverton

Mesmo após a deflagração de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha (PDT) no âmbito da ‘Operação Sem Desconto’, documentos oficiais do processo indicam que, ao menos neste momento, não há provas robustas que vinculem o pedetista ao “escândalo do INSS”.

Trechos do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), contrário ao pedido de prisão formulado pela Polícia Federal, apontam fragilidade no conjunto probatório apresentado até agora. Ao analisar o caso, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu o pedido da PF e citou expressamente o entendimento da PGR.

De acordo com a Procuradoria, o “panorama probatório apresentado é assentado em inferências ainda não consolidadas”, ressaltando que, até o momento, não foi demonstrado vínculo direto entre Weverton Rocha e a execução de condutas ilícitas, tampouco o recebimento de valores irregulares.

“O simples fato de ex-assessores terem sido destinatários de valores não autoriza, automaticamente, a extensão de responsabilidade ao titular do mandato sem base fática robusta que o vincule”, destaca o parecer.

A PGR não descarta a possibilidade de eventual prática ilícita, mas é categórica ao afirmar que, neste estágio da investigação, os elementos disponíveis são frágeis para sustentar essa conclusão.

“Há mais dúvidas a esclarecer do que certezas aptas a embasar a medida extrema”, afirma a Procuradoria.

Confiança na Justiça

Após a divulgação do teor do parecer, o senador Weverton Rocha divulgou comunicado público nesta quinta-feira (18), reafirmando sua confiança na Justiça e no Estado Democrático de Direito. Segundo ele, a decisão do STF é clara ao reconhecer a ausência de provas que o vinculem a práticas ilícitas ou ao recebimento de recursos irregulares.

“Relações profissionais de terceiros não podem ser usadas para me imputar responsabilidade sem fatos concretos. Sigo exercendo meu mandato com serenidade e colaborando para o esclarecimento dos fatos, certo de que a verdade prevalecerá e minha inocência será plenamente reconhecida”, afirmou o parlamentar.

Em sua manifestação, o senador reforçou o discurso de respeito às instituições e ao devido processo legal.

“Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, Lula sobre INSS

O presidente Lula concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira, dia 18, os avanços políticos, econômicos e sociais alcançados pelo país ao longo de quase três anos. Ele destacou que os resultados superam as projeções feitas no início da gestão.

Questionado sobre as investigações da Polícia Federal e a CPMI relacionada ao INSS, Lula foi enfático em dizer que o trabalho será realizado com ‘rigor e sem exceções’. A possibilidade de envolvimento de um dos filhos e o irmão do presidente.

PF faz busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha

Com informações do O Globo

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi alvo de buscas e apreensão nesta quinta-feira, dia 18, em mais uma fase da ‘Operação Sem Desconto‘, realizada pela Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União). Ele é o vice-líder do governo Lula no Senado.

Na mesma operação foi preso o secretário executivo do Ministério da Previdência do governo Lula (PT), Adroaldo Portal, que investiga descontos indevidos de aposentados e pensionistas. Ele ficará em prisão domiciliar, segundo apurou a coluna.

Também foi preso pela PF Romeu Antunes, filho do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS — ele está preso desde setembro, acusado de ser um dos principais operadores do esquema criminoso.

Os agentes cumprem 16 mandados de prisão e 52 de busca e apreensão. As medidas são cumpridas em São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e no Distrito Federal.

Desde abril, a operação Sem Desconto investiga a cobrança irregular de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024 (entenda como funcionava o esquema). O então presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto, foi afastado do cargo naquele mês e preso em novembro.

“Grave! Blindagem na CPMI do INSS”, Duarte Jr. sobre decisão de Toffoli

A reação do deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA) é por conta da decisão do ministro do STF, Dias Toffoli, ao restringir o acesso da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aos documentos das quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico do banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do Banco Master.

 “…Trata-se de medida que fragiliza a transparência, compromete a busca pela verdade e gera profunda preocupação quanto ao equilíbrio entre os Poderes…”, disse Duarte Jr.

Os documentos serão retirados da CPMI e enviados para a presidência do Senado, onde deverão ficar guardados até uma decisão definitiva do STF sobre a questão.

Deputado maranhense é alvo da ‘Operação Sem Desconto” da PF

O deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA), é um dos alvos de mais uma fase da ‘Operação Sem Desconto’, realizada nesta quinta-feira, dia 13, pela polícia federal. Contra o parlamentar maranhense é realizado busca e apreensão.

PF prende Alessandro Stefanutto ex-presidente do INSS

Duarte pergunta: “você está me ameaçando?”. Araújo responde: “Tô porque”

Na operação foi preso o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Estão sendo cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 63 de busca e apreensão e outras medidas em 14 estados e no Distrito Federal.

A PF informou que “estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”. 

PF prende Alessandro Stefanutto ex-presidente do INSS

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira, dia 13, nova fase Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

“Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, disse a PF em nota.

A Polícia Federal prendeu nesta manhã o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, durante nova fase da Operação Sem Desconto, que apura descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões.

José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de buscas na mesma operação realizada pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União), segundo apurou a coluna. Ele mudou seu nome para Ahmed Mohamad Oliveira Andrade.

Policiais federais e auditores da CGU cumprem 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas da prisão nos estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal.

Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.