Arthur Lira começa sua presidência apostando na divisão da Câmara

Eleito novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), desmanchou a formação do bloco que apoiou Baleia Rossi (MDB-SP), formado por PT, MDB, PSB, PSDB, PDT, Solidariedade, PCdoB, Cidadania, PV e Rede nas votações dos cargos restantes da Mesa Diretora da Câmara.

A decisão ficou para esta terça-feira (2) sobre quem ocupará as três vice-presidências e quatro secretárias que estarão com Lira no comando da Casa para o próximo biênio.

De acordo com Lira a chapa organizada por Baleia Rossi foi registada após o prazo regimental e aceita monocraticamente e irregular pelo então presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Está marcado para hoje a decisão dos cargos: até as 11h, cada bloco – incluindo o seu, que ganhou a eleição – poderá escolher os cargos que deseja concorrer; até as 13h, serão registradas novas candidaturas. Às 16h, será realizada nova sessão para votar estes nomes.

A manobra de Arthur Lira influencia diretamente a formação da Mesa diretora da Câmara.

A possibilidade de o PT assumir a primeira secretaria da casa com Marília Arraes (PE) corre grande risco. Indicações a cargos como o da primeira vice-presidência, prometida a Marcelo Ramos (PL-AM), terão de ser refeitas. (Informações do Congresso em Foco)

Flávio Dino responde provocação de Bolsonaro sobre bloco de oposição

 

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Jair Bolsonaro (PSL) e Flávio Dino (PCdoB)/ Foto: Reprodução

Quem esperava do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), postura passiva diante do governo de Jair Bolsonaro (PSL), melhor rever essa convicção. Assim como o presidente eleito, Dino também usou o twitter, nesta quinta-feira (20), para responder no mesmo tom à provocação e ironia do presidente eleito, que insinuou que o bloco de oposição ao seu governo formado pelo PCdoB, PDT e PSB, seria uma posição política contra o Brasil.

Flávio Dino classificou de disparate a possibilidade dos partidos de esquerda do bloco formalizado e anunciado, apoiar o projeto do presidente eleito Bolsonaro. E foi além, para o governador do Maranhão o compromisso da esquerda sempre foi com o Brasil, ao contrário do governo Bolsonaro, que pretende atender interesses dos Estados Unidos.

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