Centrão condiciona apoio a Bolsonaro ao fim do ‘discurso golpista’

De acordo com a Folha de SP, nesta quarta-feira, dia 22, o Centrão condicionou a continuidade do apoio a Bolsonaro ao fim do ‘discurso golpista’, que o presidente utiliza para manter mobilizada sua base mais fiel.

Por enquanto, o presidente tem se posicionado de forma mais moderada em relação aos ataques ao sistema eleitoral. Resta saber até quando, e o que fará o Centrão, se Bolsonaro voltar atacar às eleições e a democracia.

“harmonia e independência não implicam impunidade”, Fux para Bolsonaro

Do Conjur

O ministro Luiz Fux, presidente do STF, reabriu os trabalhos na Suprema Corte, nesta segunda-feira, dia 2, com um pronunciamento direcionado ao presidente Bolsonaro, que tem atiçado seus seguidores contra a democracia e sistema eleitoral brasileiro.

“..Numa sociedade democrática, momentos de crise nos convidam a fortalecer — e não deslegitimar — a confiança da sociedade nas instituições. Afinal, no contexto atual, após 30 anos de consolidação democrática, o povo brasileiro jamais aceitaria que qualquer crise, por mais severa, fosse solucionada mediante mecanismos fora dos limites da Constituição (..) Porém, harmonia e independência entre os poderes não implicam impunidade de atos que exorbitem o necessário respeito às instituições (..) Permanecemos atentos aos ataques de inverdades à honra dos cidadãos que se dedicam à causa pública. Atitudes desse jaez deslegitimam veladamente as instituições do país; ferem não apenas biografias individuais, mas corroem sorrateiramente os valores democráticos consolidados ao longo de séculos pelo suor e pelo sangue dos brasileiros que viveram em prol da construção da democracia de nosso país..”, disse Fuxx.

No STF Bolsonaro é chamado de ‘moleque’ e TSE deve reagir aos ataques

Da Folha de SP

As reações no STF e TSE em relação a live do presidente Jair Bolsonaro na noite de ontem, quinta-feira, dia 29, onde o Sistema Eleitoral foi atacado duramente sem provas, não poderia ser pior.

No STF um dos magistrados chegou a classificar o presidente Bolsonaro de ‘moleque’.

Um dos integrantes do TSE destacou a importância das respostas institucionais e de comunicação contra os ataques, mas que não foram suficientes para barrar Bolsonaro.