“tá me achando bonito?”, Rubens Jr. para bolsonarista na CPMI

O deputado Rubens Jr (PT-MA), perdeu a paciência nesta terça-feira, dia 11, com o bolsonarista raiz e deputado Abílio Brunini (PL-MT), durante sessão da CPMI para que ouve o tenente-coronel, Mauro Cid, ajudante de ordem do ex-presidente Bolsonaro.

O deputado Abílio Brunini com claro objetivo de tumultuar e atrapalhar a base do governo estava gravando Rubens Jr. quando este inqueria Mauro Cide, reagiu e acusou o bolsonarista de tentar constrangê-lo.

“… tá me achando bonito deputado? É para levar pra casa, e depois ficar me admirando? Esse papel de ficar brincando não cabe aqui no Congresso nacional. Não cabe no parlamento sério. O deputado Abílio confunde brincadeira com momento de trabalho. O senhor pode ter tempo a perder, eu não tenho..”, disse Rubens Jr.

O mesmo Abílio Brunini também foi acusado por pratica de homofobia durante a sessão da CPMI contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Diante das várias manifestações contra o parlamentar bolsonarista o presidente da comissão, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA) anunciou a investigação para confirmar ou não a acusação da transfobia contra Abílio Brunini.

O tenente-coronel Mauro Cide optou para ficar em silêncio, mas mesmo assim, os membros da CPMI estão formulando seus questionamentos.

Eliziane Gama enaltece representatividade de mulheres na CPMI

A CPMI (Comissão Mista Parlamentar de Inquérito) que investigará os ‘ataques de 8 de janeiro aos Poderes da República’. Os trabalhos serão comandados pelo deputado federal Arthur Maia (União-BA) para a presidência; a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) para a relatoria que apresentará o plano de trabalho na reunião da próxima semana.

A senadora maranhense, Eliziane Gama, disse ser preciso investigar com seriedade “um dos atos mais terríveis da história brasileira” — os ataques de 8 de janeiro aos Poderes da República. Ela celebrou a representatividade das mulheres na CPMI.

Fazem parte do grupo 16 senadores e 16 deputados com igual número de suplentes. O prazo de funcionamento é de 180 dias. 

“Não haverá anistia para golpistas!”, Rubens Jr titular da CPMI do 8 de janeiro

O deputado federal, Rubens Jr, vice-líder do governo na Câmara Federal, será membro titular na CPMI do 8 de janeiro. O objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito que contará com participação de deputados federais e senadora vai apurar o ‘golpe tentado’ no inicio do ano que resultou na invasão destruição da sede dos três poderes.

“Aqui não tem tempo ruim”, Flávio Dino sobre Capelli no GSI

Com a demissão do general Gonçalves Dias do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), assume interinamente o órgão, o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Capelli.

Ricardo Capelli foi interventor em Brasília, quando o presidente Lula decretou intervenção após os ataques e tentativa de golpe em 8 de janeiro, com invasão dos Três Poderes.

Ricardo Capelli é jornalista e de total confiança do ministro Flávio Dino, Justiça e Segurança Pública.

STF autoriza retorno de Ibanes Rocha ao governo do DF

Do UOL

O Ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou nesta quarta-feira, dia 15, que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), retorne ao cargo, após ser afastado na noite de 8 de janeiro, após os atos golpistas que destruíram as sedes dos Três Poderes.

Na decisão, o ministro diz que os relatórios de análise da Polícia Judiciária não apontam indícios de que Ibaneis está tentando dificultar as apurações ou destruindo evidências.

“O momento atual da investigação — após a realização de diversas diligências e laudos — não mais revela a adequação e a necessidade da manutenção da medida, pois não se vislumbra, atualmente, risco de que o retorno à função pública do investigado Ibaneis Rocha Barros Júnior possa comprometer a presente investigação ou resultar na reiteração das infrações penais investigadas”, afirmou Moraes.

“Quem o colocou nesta situação foi o próprio Bolsonaro”, diz Flávio Dino 

Do UOL

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em entrevista concedida nesta quarta-feira, dia 8, que completa um mês do 8 de janeiro, data de invasão da sede dos Três Poderes em Brasília, por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro, o ministro afirmou não haver “determinação política” para investigar Jair Bolsonaro (PL), mas que os fatos dos ataques de 8 de janeiro se conectam ao ex-presidente da República e ao seu círculo íntimo.

“Quem o colocou nesta situação foi ele próprio [Bolsonaro] –que publicou um vídeo de apoio ou de incitação a esses atos terroristas golpistas –, e posteriormente aliados seus, deputados, senadores, pessoas credenciadas de seu círculo íntimo, que mostraram que havia um engendramento que passava por reuniões com ele”, disse Flávio Dino.

O ministro da Justiça e Segurança Pública também falou sobre a questão da desocupação das terras indígenas.

“Eu diria até que, considerando que nós estamos falando de milhares, dezenas de milhares de pessoas, tanto indígenas quanto garimpeiros, quanto mais voluntária for a desintrusão, melhor. A fase coercitiva começará em breve. […] Qual é a fase emergencial? A desintrusão. A fase seguinte? Investigação. E aí as pessoas vão ser chamadas na medida da sua responsabilidade porque há imagens, há identificações, enfim, há um procedimento investigatório em curso”, destacou o ministro.

Mas, o ministro Flávio Dino, também falou da questão das armas e o papel do ministro Alexandre de Moraes do STF e presidente do TSE, na atual conjuntura política, jurídica e social brasileira.