Kit Covid: CFM pode pagar R$ 60 milhões em indenização

Do Conjur

A Defensoria Pública da União protocolou ação civil pública na 22ª Vara Cível Federal de São Paulo contra o Conselho Federal de Medicina. Na petição, pede indenização de R$ 60 milhões pela atuação do órgão na crise sanitária provocada pela Covid-19.

“O CFM não pode dizer o que quiser, apesar da ciência. Tampouco ‘interpretar’ a ciência, como se algo normativo fosse. A autonomia do CFM é a de mudar e alterar suas decisões a todo o tempo sempre que novos conhecimentos científicos estejam à disposição”, diz trecho da peça inicial.

A ação foi provocada por parecer em que a entidade autoriza o uso dessas substâncias no tratamento de pessoas acometidas pelo coronavírus e sustenta que a decisão acerca do tratamento deveria ser tomada pelo médico.

Na peça de 34 páginas, os defensores apontam que o posicionamento do CFM foi contrário ao do Conselho Nacional de Saúde e do Conselho Nacional de Farmácia, que se mostraram preocupados com o uso dessas substâncias no tratamento da Covid-19.

“É bom eles virem!”, presidente da CPI sobre médicos que prescreveram Cloroquina

Da Forum

O presidente da CPI da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou durante o primeiro dia de depoimento que pretende investigar os médicos que prescreveram cloroquina e hidroxicloroquina a seus pacientes.

“.. Aqueles médicos que prescreveram cloroquina após todos os órgãos dizerem que não funciona e tem efeitos colaterais, quem vai ser responsável por isso? (..) A gente quer saber quantos pacientes foram salvos, quais foram os pacientes que foram atendidos para sabermos se eles tem efeitos colaterais e responsabilizarmos quem prescreveu esse medicamento. No meu estado, teve médica que veio de São Paulo para Manaus prescrever inalação de cloroquina e matou mulheres. Teve médico que inalou cloroquina e morreu! (..) Todo médico sabe os efeitos colaterais? Caso que sim, vamos fazer uma investigação também para que os médicos respondam no Conselho Regional de Medicina. Estão dizendo que a CPI não quer ouvir os médicos que defendem a cloroquina. É bom eles virem! E depois a gente vai atrás dos pacientes deles pra ver como estão hoje..”, disse Osmar Aziz, presidente da CPI da Covid-19.

Miguel Nicolelis rebate Bolsonaro e o presidente do CFM: Por que não vai pra trincheira?

 

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Miguel Nicolelis, Jair Bolsonaro e Mauro Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina (Montagem)

O coordenador do Comitê Científico que auxilia os governadores do Nordeste, o médico e cientista Miguel Nicolelis, rebateu neste domingo (3), declaração de Mauro Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), sobre o emprego de médicos formados no exterior nas Brigadas Emergenciais de Saúde no combate ao coronavírus, porta a porta principalmente nas cidades do interior.

“A pandemia expos a obscenidade e vilania daqueles que preferem que seres humanos sejam deixados à própria sorte e morram sem atendimento médico do que abrir mão do seu corporativismo obsceno. Por que o presidente do CFM não se oferece para ser parte das Brigada então? Pq ele não vai para a trincheira?”, indagou Nicolelis.

Ele denuncia o corporativismo, o lobby e a atitude político do presidente do CFM, que já teria esquecido o juramento de Hipócrates e a função da medicina. Nocolelis é respeitado mundialmente.

“Tem que ler o juramento de Hipócrates para este senhor! Ele já esqueceu qual é a função da medicina: servir a humanidade, diminuir o sofrimento do ser humano, salvar vidas! No juramento não se fala em nenhum lugar que local do diploma invalida o dever do médico em servir a sua causa”, dispara o cientista.

De acordo com Nicolelis vivemos uma guerra, com batalhas no campo sanitário e no de informação, para combater mentiras propagadas por Jair Bolsonaro.

“É uma Guerra! Que parte desta frase ainda não foi entendida pelos arautos do corporativismo de plantão que votaram no Pandemônio e não mexem 1 dedo para atuar no combate à Pandemia?”, diz o cientista, indignado com a posição do CFM.

O coro de Bolsonaro com o presidente do CFM, que já criticou “os governo do PT por popularizarem a medicina”, tem um alvo claro: a política de combate porta a porta proposta pelo conselho científico comandado pelo médico e cientista Miguel Nicolélis para combater o coronavírus no Nordeste.

A medida foi aprovada pelos nove governadores da região através do Consório Nordeste de Combate ao Coronavírus em 17 de abril, os médicos que participarão do projeto serão supervisionados por outros profissionais na política de combate a doença porta a porta.

Nicolelis disse que a batalha contra o coronavírus no Nordeste só será vencida superando o déficit de profissionais de saúde na região, que chega a 15 mil, mesmo número estimado de médicos que aguardam um novo exame Revalida para exercer a profissão no país. (Revista Fórum)