Rigo Teles (PV) e Fernando Pessoa (SD) protagonizaram debate sobre crise no Cordino Esporte Clube na Assembleia Legislativa do Maranhão/Foto: Reprodução
A sessão desta terça-feira (19), na Assembleia Legislativa do Maranhão, teve como destaque o time de futebol Cordino Esporte Clube, do município de Barra do Corda. Começou quando o deputado Rigo Teles (PV), foi à tribuna expor a situação de crise do Clube e botar na conta do atual prefeito de Barra do Corda, Eric Costa (PCdoB), a responsabilidade.
Aliado de Eric Costa e adversário político do deputado Rigo Teles, coube ao jovem parlamentar Fernando Pessoa(SD), sair em defessa do prefeito. Estreante no parlamento estadual mostrou atitude e prometeu apresentar documentos que provam que a responsabilidade pelas condições que se encontra o Cordino seria de gestões comandadas pelo grupo político de Rigo Teles, no município.
Salários atrasados, problemas no Estádio Leandrão e risco de rebaixamento são alguns dos problemas que justificariam a atual situação do Cordino. Abaixo alegações dos deputados sobre o imbróglio envolvendo a crise no Clube de Futebol, que enfrentará o Moto no próximo domingo (24), na cidade de Barra do Corda.
A esperada exoneração de Gustavo Bebianno, ocorrida na noite desta segunda-feira (18), não encerrou a mais recente crise no governo Bolsonaro, que começou tendo como pano de fundo o ‘laranjal do PSL’, partido do presidente.
As reações de setores da imprensa e classe política, inclusive os ligados ao governo, é que o incêndio continua e com possibilidade de intensificar, mesmo com esforço dos ‘bombeiros’ no Palácio do Planalto e Congresso Nacional.
A expectativa é que as baixas no governo não pare com Bebianno, caso a questão do ‘laranjal do PSL’ avance. Nesse contexto, a situação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é considerada delicadíssima. O próprio Bebianno reclamou do tratamento que recebeu do presidente, comparado ao dado a Marcelo Álvaro.
O vídeo do presidente divulgado após o anúncio da saída oficial de Bebianno do governo, acabou causando mais questionamentos e desconfiança sobre os reais motivos da exoneração. Jair Bolsonaro pareceu mais interessado e preocupado em acalmar Bebianno e salvar seu governo. Resta saber de quê?..
Pelo menos dois requerimentos para comparecimento do ex-ministro da Secretaria Geral do Governo, Gustavo Bebianno, no Senado Federal, ambos com mesmo objetivo já foram encaminhados. Os autores são Randoffe Rodrigues e Jorge Kajurú.
Os senadores querem que o ex-presidente do PSL e coordenador da campanha de Jair Bolsonaro, esclareça declarações consideradas graves dadas durante o acirramento da crise e que repercutiram na imprensa. Na Câmara Federal, esta semana a crise deverá ser um dos principais destaques.
Nas redes sociais parlamentares alertaram para a gravidade da crise. Entre eles representantes da bancada maranhense. “O ex-ministro Bebianno deve explicações ao Brasil sobre o laranjal do PSL e as fake news da campanha do Bolsonaro. Vamos cobrar isso na Câmara dos Deputados”, disse o Marcio Jerry (PCdoB).
“Em pronunciamento, o presidente Bolsonaro reconhece a seriedade do Ministro que ele acaba de exonerar. Deu pra entender? Se o cara é sério não deveria continuar no cargo? Por que não revelou o motivo da exoneração?”, destacou Bira do Pindaré (PSB), sobre os critérios para participar do governo Bolsonaro.
Bebianno e Bolsonaro, quando ainda eram grandes aliados/Foto: Fátima Meira / Futura Press
Nesta segunda-feira (18), no Plenário do Senado Federal, o senador Randolfe Rodrigues anunciou que a exemplo do que já havia feito o senador Cajurú, está requerendo a presença de Gustavo Bebiano, para que ele explique o imbróglio envolvendo o presidente Bolsonaro e seu governo.
Segundo publicação de O Globo, numa última tentativa de minimizar a crise e manter Bebiano mais longe do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaroofereceu a Bebiano a embaixada de Roma, na Itália.
A proposta teria sido apresentada no final de semana a Gustavo Bebiano, por Onix Lorenzoni ministro-chefe da Casa Civil, após conversa com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, que de pronto foi recusado por Bebiano.
Esta não foi a primeira proposta feita ao agora ex-ministro da Secretaria Geral de Governo, após a crise que se instalou no governo Bolsonaro, iniciada por Carlos Bolsonaro e Bebiano, que o presidente acabou tomando partido do filho.
Bolsonaro já tinha oferecido a Bebiano uma diretoria na Hidrelétrica de Itaipu, que também foi recusado por Bebiano. Segundo ele, não aceitou a proposta não apoiou Bolsonaro “para ganhar dinheiro” e “nem precisa de emprego”.
Uma nota publicada hoje por Lauro Jardim, do O Globo, reforçou minha suspeita de que Carlos Bolsonaro precisa de ajuda psicológica.
É visível um distúrbio que dificulta sua convivência com a realidade.
Ele tinha ambição de inspirar um serviço secreto paralelo de espionagem. Já existe um serviço secreto chamado Abin.
O paralelo seria montado com com delegados e agentes da PF de sua confiança. Desfecho do projeto, segundo o colunista do O Globo.
O general Augusto Heleno, que, aliás, comanda a Abin, vetou a maluquice.
Um filho de presidente, sem cargo, querer montar um serviço secreto revela uma anomalia de quem vive em estado de paranóia, criando uma realidade paralela.
Essa nota do Lauro Jardim é apenas um detalhe das minhas suspeitas sobre o desequilíbrio emocional de Carlos Bolsonaro. Quem montou a guerra contra Gustavo Bebianno – e não é de agora – foi Carlos.
Chegou a ponto de colocar um espião no Palácio do Planalto: o primo mais conhecido como “Leo Índio”. O jovem circula por lá com crachá amarelo, mas sem cargo.
Uma das razões secretas para o atrito de Bolsonaro com Bebianno foi a opinião de Carlos de que seu secretário-geral vazava informações sobre a família aos jornalistas da Globo.
Daí as reportagens sobre Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro.
Na condição de porta-voz do pai – o que já é uma anomalia – ele chamou Bebianno de mentiroso. O que além de descabido um filho de presidente agir como se fosse autoridade, produz um crime: ele vazou uma gravação secreta.
Não é só. Ele acha que Bebianno tem relações especiais com o site Antagonista que, segundo como publicou Carlos, estaria pronto para fazer negócios com dinheiro público. Bolsonaro passou a ver as notas do Antagonista com sinais da traição de seu secretário-geral.
Como sabemos, o presidente também tem surtos paranóicos: daí não andar de avião particular, com medo de sabotagem.
A forma como Carlos transformou a Globo em inimiga – e aí juntando de Bebiano ao general Mourão – reforça ainda mais a suspeita de transtorno mental. Chamou as Organizações Globo de chantagista por causa de dinheiro público. Mais: acusou-a de torcer pela morte do pai.
Lembremos que Carlos comentou, num post, que pessoas próximas estariam interessadas na morte de seu pai. Era um recado a Mourão e Bebianno, passando pelas Organizações Globo.
Daí que estou falando sério ao dizer que Carlos Bolsonaro precisa de ajuda psicológica urgente. Antes que cause mais danos ao seu pai e ao seu governo. Logo, ao país.
Gustavo Bebiano de malas prontas para deixar o governo, e Jair Bolsonaro que decidiu da razão ao filho/Foto: Reprodução
BRASIL 247 – O coordenador da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, que está deixando a Secretaria de Governo, mandou um recado claro ao chefe. “Uma pessoa leal, sempre será leal. Já o desleal, coitado, viverá sempre esperando o mundo desabar na sua cabeça”, postou Bebianno, que está sendo demitido, com apenas 45 dias de administração.
“A lealdade é um gesto bonito das boas amizades. Só consegue ser amigo quem aprende a ser leal”, apontou ainda em suas redes sociais.
O texto é atribuído ao escritor brasileiro Edgard Abbehusen e foi publicado por Bebianno no Instagram, segundo aponta reportagem do portal Uol.
“Saímos de qualquer lugar com a cabeça erguida ao carregar no coração a lealdade. É ela quem conduz os passos das pessoas que jamais irão se perder do caminho”, aponta ainda o texto. Bebianno chefiava interinamente o PSL quando da campanha eleitoral de 2018, sobre a qual recaem denúncias de uso de candidatos laranjas.
Carlos Bolsonaro vence Gustavo Bibiano que vai deixar o governo/Foto: Reprodução
BRASÍLIA — O secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebiano,vai deixar o governo. Em conversa com o presidente Jair Bolsonaronesta sexta-feira (15), Bebianno foi convidado a ocupar a diretoria de uma estatal, mas não aceitou e, por isso, ficou decidido que vai sair do governo, segundo relato de auxiliares do presidente.
A permanência de Bebianno no governo tinha sido costurada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, mas Bolsonaro não ficou satisfeito. Queria rebaixar o auxiliar de posto, o que não foi aceito por Bebianno. O ministro teria dito que a oferta era uma demonstração de “ingratidão”.
Segundo esses auxiliares, o presidente e seu ministro até teriam combinado uma nova conversa na segunda-feira, mas a divulgação pela imprensa da intenção de Bolsonaro de exonerá-lo teria acelerado o processo.
Ao longo da semana, Bebianno tentou ser recebido por Bolsonaro diversas vezes, mas vinha sendo ignorado. Nesta tarde, o presidente, finalmente, resolveu atendê-lo. Em um primeiro momento, a conversa teve a participação do vice-presidente Hamilton Mourão, de Onyx e de Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
Ao final, o ministro e o presidente se reuniram sozinhos em um diálogo ríspido, com ataques de ambos os lados.
Envolto numa crise provocada pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que trabalha pela demissão do desafeto no governo, o ministro passou os últimos dias tentando se segurar no cargo. Bebianno enfrenta um processo de desgaste provocado por denúncias envolvendo irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL, partido dele e de Bolsonaro.
Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro/Foto: Reprodução
Por Gilvandro Filho
O presidente Jair Bolsonaro é hoje refém dos próprios filhos. Não dá um passo que não seja após ouvi-los. Pretere os seus auxiliares mais diretos em troca do palpite de um dos três. Tem em Flávio, Carlos e Eduardo uma espécie de tríade divina que tudo pode e que pensa ter nas mãos os destinos do Brasil e dos brasileiros. E não é assim. Ou não pode ser assim.
A crise da hora envolvendo o filho do meio Carlos Bolsonaro e o ex-presidente do PSL e atual ministro Gustavo Bebiano é algo impensável que nem o mais crítico observador imaginaria acontecer.
Carlos não tem nenhum mandato federal, é vereador do Rio e deveria estar cuidando de sua castigada cidade – Flávio é senador e Eduardo, deputado federal -, mas é o filho mais ouvido pelo presidente, estando sempre ao lado do pai, desde a solenidade de posse ao acompanhamento na internação de no Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro se submeteu a uma cirurgia abdominal. Controla das redes sociais e a comunicação do presidente. Tudo de maneira informal, já que o governo possui um porta-voz nomeado e no exercício da função.
A situação é surreal. Um filho do presidente da República, sem qualquer importância funcional formal dentro do governo, chega e chama um ministro de Estado de mentiroso. O que faz o pai-presidente? Dá uma enquadrada no filho boquirroto? Tenta demonstrar que o governo não é o que parece? Nada disso. A reação de Bolsonaro-pai é deixar o seu ministro pendurado no pincel ao dizer praticamente a mesma coisa que disse o filho pseudo porta-voz.
Não que Bebiano seja isento de responsabilidade pelo rastilho de pólvora que se arma e precocemente começa a explodir a credibilidade do presidente, do governo e do partido. Ele foi o presidente do PSL antes de Luciano Bivar e tem tanta culpa quanto o sucessor na proliferação do imenso laranjal em que se transformou a legenda. Praticamente todo dia, a imprensa traz uma laranja nova, adubada com centenas de milhões de reais do fundo partidário e que responderam com as menores mais caras votações da História. Mas, daí pegar Bebiano e deixar ele torrar no forno armado por Carlos Bolsonaro, já são outros quinhentos.
A crise toma fôlego a cada lance desse episódio bizarro. A ponto de o presidente da Câmara dos Deputados chegar e jogar azeite na panela fervente. Sem usar de meias-palavras, Rodrigo Maia acusou Bolsonaro de se esconder atrás do filho para demitir um ministro. Mais claro, impossível.
Para um presidente da República, ouvir que não tem coragem de afastar um ministro e precisa, para tal, de um biombo familiar, convenhamos, é algo inédito na República. Não há notícia de um governo que, com 45 dias de vida, esteja tão enrolado, em boa parte, por causa da parentada do chefe do Executivo. E de um chefe de Executivo que não consegue conter a parentada intrometida.
O Brasil não é a casa dos Bolsonaro. Alguém, no entanto, precisa dizer isto ao presidente. Mas não é o bastante. E é bom o próprio presidente ter ouvidos e sensibilidade para entender, aceitar e efetivamente mudar a situação. A pena para essa surdez pode ser dura demais. Para o presidente e para o país.
Nessa crise envolvendo Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebiano, assistir ao noticiário do governo na televisão tem sido constrangedor. Parece um bando de desnorteados tentando disfarçar a gravidade, tanto do escândalo envolvendo o PSL quanto do agravamento da crise de relacionamento que isto provocou.
O quadro é muito ruim. A ingerência dos “garotos” em tudo e sobre todos deixa o País parado, após dois meses e meio de governo. O resultado é uma horda de aliados magoados e desrespeitados. É uma base parlamentar dividida e atônita. A maioria, vale lembrar, não simpatiza com Carlos Bolsonaro e fecha com Bebiano. Como é o caso, também, do vice-presidente Hamilton Mourão e até do ministro Chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni.
Resta saber se essa “unanimidade” afetará Bolsonaro e o fará se decidir entre ser o presidente ou o pai superprotetor. O segundo caso vence com folga, até agora.