‘O lema agora é: os parentes acima de tudo’, Flávio Dino sobre a polêmica da embaixada nos EUA

 

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Foto: Reprodução

Consultado pelo Jornal Folha de São Paulo nesta sexta-feira (12), sobre a polêmica da indicação do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, para embaixada do Brasil nos Estados Unidos da America, o governador do Maranhão disse que o Brasil fará história com ‘o primeiro caso de nepotismo internacional do Brasil”.

folha de embaixada

Para Flávio Dino, que também é ex-juiz federal e professor de Direito Constitucional, as leis e tradições diplomáticas brasileiras devem ser respeitadas.

“A Constituição, as leis e as elevadas tradições da nossa diplomacia devem ser respeitadas, quando do provimento de cargos no Itamaraty. O STF por meio de Súmula Vinculante, veda privilégios a parentes da autoridade nomeante”, disse Flávio Dino.

Embaixada nos EUA: Bolsonaro diz que filho fala Inglês, Espanhol e também é amigo dos filhos de Trump

 

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Deputado Federal Eduardo Bolsonaro em comitiva do pai nos EUA usando um boné de apoio à Donald Trump Foto: Reprodução

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (11) que cogita nomear o filho Eduardo Bolsonaro , deputado federal pelo PSL-SP, como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Bolsonaro disse também hoje, que por ele, decidiria logo.

“Está no meu radar sim, é uma possibilidade” declarou Bolsonaro.

Bolsonaro justificou sua intensão de indicar o próprio filho para embaixada nos EUA, em razão das qualidades do filho.

“Ele é amigo dos filhos do Trump, fala inglês e espanhol, tem uma vivência muito grande no mundo. Poderia ser uma pessoa adequada e daria conta do recado perfeitamente” disse Bolsonaro todo orgulhoso.

A legislação brasileira estabelece que os chefes de missão diplomática permanente devem ser escolhidos entre os ministros de primeira ou segunda classe (em casos específicos) do Itamaraty, mas abre uma exceção. Também podem ocupar o posto brasileiros natos que não pertençam aos quadros do Ministério das Relações Exteriores e sejam maiores de 35 anos de idade, “de reconhecido mérito e com relevantes serviços prestados ao país”.

A possibilidade de nomear o filho 03 para comandar a Embaixada em Washington veio a público, portanto, um dia depois de o deputado preencher um dos requisitos para assumir o posto. Completar 35 anos.

(Informações O Globo)

Bolsonaro ofereceu outro ‘cala boca’ a Bebiano; foi uma embaixada

 

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Bebianno e Bolsonaro, quando ainda eram grandes aliados/Foto: Fátima Meira / Futura Press

Nesta segunda-feira (18), no Plenário do Senado Federal, o senador Randolfe Rodrigues anunciou que a exemplo do que já havia feito o senador Cajurú, está requerendo a presença de Gustavo Bebiano, para que ele explique o imbróglio envolvendo o presidente Bolsonaro e seu governo.

Segundo publicação de O Globo, numa última tentativa de minimizar a crise e manter Bebiano mais longe do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro ofereceu a Bebiano a embaixada de Roma, na Itália.

A proposta teria sido apresentada no final de semana a Gustavo Bebiano, por Onix Lorenzoni ministro-chefe da Casa Civil, após conversa com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, que de pronto foi recusado por Bebiano.

Esta não foi a primeira proposta feita ao agora ex-ministro da Secretaria Geral de Governo, após a crise que se instalou no governo Bolsonaro, iniciada por Carlos Bolsonaro e Bebiano, que o presidente acabou tomando partido do filho.

Bolsonaro já tinha oferecido a Bebiano uma diretoria na Hidrelétrica de Itaipu, que também foi recusado por Bebiano. Segundo ele, não aceitou a proposta não apoiou Bolsonaro “para ganhar dinheiro” e “nem precisa de emprego”.