Denuncias de corrupção coloca governo Bolsonaro no ‘olho do furacão’

Da Folha de SP

Caiu como uma bomba a denuncia publicada na Folha de SP, que o governo Bolsonaro, através do Ministério da Saúde, negociou a compra de vacinas contra a Covid-19 em troca de propina.

Um representante da empresa Davati Medical Supply disse que recebeu a proposta de pagamento de US$ 1 (dolar) por dose para assinar o contrato.

“.. não avança dentro do ministério se agente não compusesse com o grupo, que existe um grupo que trabalha só dentro do ministério, se a gente conseguisse algo a mais tinha majorar o valor da vacina, que a vacina teria queria que ter um valor diferente do que da proposta que a gente tava propondo..”, disse o representante da empresa.

Mensagens da negociação teriam sido realizadas entre Roberto Ferreira Dias (diretor de logística do Ministério da Saúde), Herman Cardenas (que aparece como CEO da empresa) e Cristiano Alberto Carvalho, que se apresenta como procurador dela.

Edson Fachin suspende Resolução que zerou imposto de armas de fogo

O ministro do STF, Edson Fachin, suspendeu nesta segunda-feira, dia 14, a determinação do governo Bolsonaro, de zerar o imposto de importação de armas para o país. Para o ministro, o dever do Estado é viabilizar políticas de segurança para reduzir o número de armas de fogo.

“.. o aumento dramático da circulação de armas de fogo, motivado por fatores de ordem econômica, parece-me suficiente para que a projeção do decurso da ação justifique o deferimento da medida liminar (..) ao Estado cabe diminuir a necessidade de se ter armas de fogo por meio de políticas de segurança pública que sejam promovidas por policiais comprometidos e treinados para proteger a vida e o Estado de Direito”, destacou o ministro do STF.

A decisão de Edson Fachin atendeu ação impetrada pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro). A liminar será submetida a apreciação dos demais ministros no Pleno do STF.

A Resolução 126/2020, que zerou a alíquota de importação de revólveres e pistolas,passaria valer a partir de 1º de janeiro de 2021. Aqui decisão de Edson Fachin