PF deflagra nova operação contra fraudes bancárias no PIX

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30/10), a segunda fase da Operação Magna Fraus, para desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias. A investigação é conduzida pela Polícia Federal, com o apoio do Cyber GAECO do Ministério Público do Estado de São Paulo.

O esquema desviou mais de R$ 813 milhões de contas usadas por bancos e instituições de pagamento para gerenciar transferências PIX de seus clientes.

Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão (19 preventivas e 7 temporárias) nas cidades de Goiânia/GO, Brasília/DF, Itajaí/SC, Balneário Camboriú/SC, São Paulo/SP, Praia Grande/SP, Belo Horizonte/MG, Betim/MG, Uberlândia/MG, João Pessoa/PB e Camaçari/BA.

Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e valores, na ordem de até 640 milhões de reais.

Parte dos investigados encontra-se no exterior, e as prisões internacionais estão sendo executadas simultaneamente, com apoio do Centro de Coordenação e Comando da Interpol, dos Escritórios da Interpol no Brasil, Espanha, Argentina e Portugal e da Brigada Central de Fraudes Informáticos da Polícia Nacional da Espanha, por meio de cooperação policial internacional.

São investigados os crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

Neto critica politização com a segurança após ações criminosas em São Luís

O deputado Neto Evangelista (União Brasil) reagiu às críticas da oposição relacionadas a problemas no sistema de segurança pública do Maranhão. Ele observou que se trata de tema cada vez mais sensível e que não faz sentido politizá-lo e responsabilizar o governador Carlos Brandão por uma situação que ganha dimensão em todo o território nacional e que não é um caso isolado.

Ele disse que não se pode tocar o terror como vem acontecendo nas últimas semanas e lembrou que em gestões anteriores houve, inclusive, toque de recolher, o que não é o caso desta vez.

“Nós não vimos agora toque de recolher, a não ser feito pela oposição, que quer politizar o assunto (…) Quando se fala em segurança pública, nós vivemos um caos lá em 2014, quando cabeças foram decepadas durante rebeliões (…) Atualmente, os presos trabalham e produzem. Ontem, por exemplo, estive em Coroatá entregando móveis produzidos por apenados do sistema prisional maranhense (…) É importante irmos até a Corregedoria do Tribunal de Justiça para conversar com o secretário de Segurança e tentar entender o que está acontecendo É uma maneira de tentarmos ajudar o nosso Estado”, acrescentou Neto Evangelista.

Evangelista frisou que o problema da segurança pública é de responsabilidade do Governo Federal. Ele disse, ainda, que o que se presencia atualmente no Maranhão é algo que também já foi presenciado em gestões federais anteriores. O parlamentar abordou, também, a problemática das facções criminosas e do tráfico de drogas, afirmando que esta decorre de uma triste realidade presente em todos os estados do Brasil, exceto Goiás.

Na condição de líder do Governo na Assembleia Legislativa, Neto Evangelista chegou a sugerir que os deputados proponham a aplicação de mais recursos financeiros também no sistema carcerário do Estado. E voltou a frisar que não é politizando o tema da segurança pública que a solução aparecerá.

ALEMA se manifestam sobre denúncia da vereadora de Afonso Cunha

A Assembleia Legislativa do Maranhão e a Procuradoria da Mulher da Casa se manifestaram sobre a denúncia de tentativa de estupro e outros tipos de violencia contra o vice-prefeito de Afonso Cunha, Floriano Pereira da Costa, feita pela presidente da Câmara Municipal do município, Júlia Maria Rodrigues da Silva.

“Não podemos normalizar nem silenciarmos diante de tamanha violência. Nosso compromisso é cobrar das autoridades competentes a apuração urgente e rigorosa dos fatos, garantindo a responsabilização exemplar do acusado (…) um ataque covarde que atinge não apenas a sua integridade física e moral, mas também a democracia e o direito das mulheres a participarem da política de forma segura e respeitosa”, afirmou Iracema Vale.

O caso

O caso repercutiu negativamente em todo o Maranhão desde que a vereadora Júlia Rodrigues publicou, em suas redes sociais, o vídeo denunciando o vice-prefeito Floriano Pereira. Ela justificou que gravou o vídeo por respeito às mulheres e, principalmente, a ela, que é mãe de família.

“Hoje, o vice-prefeito, Floriano, tentou me estuprar no meu local de trabalho, na presidência da Câmara. Me bateu, me soqueou no rosto, rasgou minha roupa, puxou meu cabelo e me jogou no sofá, pegou nas minhas partes íntimas, foi horrível…”, contou a presidente da Câmara Municipal de Afonso Cunha, Júlia Rodrigues.    

“Dinheiro Sujo”: ALEMA se solidariza com autoridades e comunicadores

A Assembleia Legislativa do Maranhão se solidarizou com as autoridades e comunicadores, que aparecem listados na investigação da Polícia Civil, como prováveis alvos marcados para morrer, segundo a SEIC (Superintendência Estadual de Investigações Criminais).

A operação da Policia Civil é intitulada da “Operação Dinheiro Sujo”, em São Luís.

SOLIDARIEDADE AO DEP. YGLÉSIO MOISÉS

A Assembleia Legislativa do Maranhão manifesta irrestrita solidariedade ao deputado estadual Yglésio Moisés, ao delegado de Polícia Civil Pedro Adão e ao jornalista Domingos Costa, diante das ameaças de morte que vêm sofrendo por parte de integrantes de grupo investigado na Operação Dinheiro Sujo.

Os três atuam em pleno exercício de funções essenciais à democracia: o parlamentar, no cumprimento do mandato que lhe foi conferido pelo povo; o delegado, no dever constitucional de garantir a aplicação da lei; e o jornalista, no compromisso com a informação e a liberdade de imprensa.

É inadmissível qualquer forma de intimidação ou violência contra agentes públicos e profissionais que exercem seu papel em defesa da legalidade e do interesse coletivo. Não se pode tolerar a tentativa de silenciar, constranger ou coagir aqueles que atuam com responsabilidade e compromisso com a sociedade.

Reafirmamos nosso absoluto repúdio a atos de violência e reiteramos o compromisso da Assembleia Legislativa do Maranhão com a democracia, o respeito às instituições e a proteção aos direitos fundamentais.

Iracema Vale

Presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão

Realizada ‘Operação Dinheiro Sujo’ contra influenciadores digitais no MA

A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, nesta quarta-feira, dia 30, a Operação Dinheiro Sujo, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de promover jogos de azar e lavar dinheiro por meio das redes sociais.

A ação, coordenada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), foi realizada em São Luís e cumpriu mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens de alto valor.

Entre os alvos da operação estão seis influenciadores digitais, incluindo Tainá Sousa, conhecida por divulgar o jogo ilegal popularmente chamado de “Tigrinho”, além de Otávio Filho, Neto Duailibe, Otavio Vitor Lima, Andressa Tainá Sousa e Maria Angélica. Na  residência de Andressa Tainá Sousa foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos que devem reforçar as investigações.

A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 11.424.679,00 em contas ligadas ao grupo investigado, bem como o sequestro de veículos de luxo — entre eles uma Range Rover Velar, uma Range Rover Evoque, uma BMW, uma Toyota Hilux — e uma moto aquática. Celulares, computadores e outros objetos também foram apreendidos. Ninguém foi preso.

Segundo a Seic, os suspeitos usavam as redes sociais para atrair vítimas com promessas de lucros fáceis por meio de plataformas de apostas no estilo caça-níquel. Influenciadores contratados induziam seguidores a realizarem depósitos e movimentarem grandes quantias em dinheiro.

A estrutura criminosa também incluía uma gerente encarregada da administração de grupos de WhatsApp voltados à captação de apostadores, além de uma advogada responsável pela lavagem dos valores obtidos ilegalmente.

A líder da organização, apontada como principal investigada, já possui antecedentes por furto qualificado e maus-tratos a animais. Em um dos episódios, chegou a utilizar o cartão de crédito de uma pessoa falecida no mesmo dia do óbito. Em outra ocasião, publicou nas redes sociais um vídeo em que forçava seu cachorro a ingerir bebida alcoólica.

A Operação Dinheiro Sujo é mais uma ofensiva da Polícia Civil do Maranhão contra o uso das redes sociais para práticas criminosas com fins lucrativos.

PF realiza operação contra abuso sexual infantil no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, dia 30, a Operação Conteúdo Proibido XV, para combater crimes de violência sexual infantil praticados por meio da internet no Maranhão. A ação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão e na quebra de dados telemáticos na residência de um investigado nos municípios de Governador Archer/MA e Imperatriz/MA.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos encaminhados à perícia técnica, visando identificar vestígios digitais que possam auxiliar nas investigações em andamento.

Se confirmada a hipótese criminal, os investigados poderão responder pelo armazenamento e disponibilização de conteúdo relacionado ao abuso sexual infantil. As investigações seguem em andamento. 

A Polícia Federal ressalta seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, destacando a importância da participação da sociedade e da realização de denúncias contra qualquer forma de violência praticada contra esse público. As investigações seguem em andamento.

Prefeito de Igarapé Grande se entrega à polícia em São Luís

Após decretação da sua prisão, o prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT) se entregou à polícia nesta terça-feira, dia 15, ele é apontado como autor dos disparos que resultou na morte do policial militar Geidson Thiago da Silva, ocorrido no último dia 6 de julho, durante uma Vaquejada em Trizidela do Vale.

Prefeito de Igarapé Grande se apresenta à polícia e alega ‘legitima defesa’

Prefeito de Igarapé Grande passará por exame psiquiátrica e pedirá licença

A prisão preventiva foi decretada ontem, segunda-feira, dia 14, pelo juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara de Pedreiras.

João Vitor Xavier se entregou na Delegacia Geral, na capital, e seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) para realizar o exame de corpo de delito e, em seguida, será encaminhado ao sistema prisional.

O governador Carlos Brandão (PSB) e o secretário de Segurança Pública, Mauricio Martins, anunciaram a prisão nas redes sociais. 

Iracema Vale anuncia Termo de Acordo Extrajudicial para conflito agrário da “Fazenda Jurema”

Horas após a deputada Iracema Vale (PSB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, denunciar na tribuna da Casa o conflito agrário envolvendo a área conhecida como “Fazenda Jurema”, a empresa Suzano S.A., a União e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anunciaram um Termo de Acordo Extrajudicial para tentar resolver a disputa.

O conflito se arrasta há mais de 15 anos e afeta cerca de 600 famílias nos municípios de Vila Nova dos Martírios e São Pedro da Água Branca.

Segundo o documento, o Incra e a União, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), iniciarão um processo administrativo para a aquisição, pelo Incra, da área ocupada pelas famílias, que, segundo a Suzano S.A., é parte das terras que pertencem à empresa. Ao todo, a área soma mais de 23 mil hectares. Destes, menos de 3 mil são ocupados pelas famílias para moradia e agricultura de subsistência.

Durante as negociações, a empresa chegou a apresentar um “Plano de Reintegração Humanizado”, que foi duramente criticado pela deputada Iracema Vale em seu pronunciamento. Segundo a parlamentar, a Suzano oferecia às famílias que há 50 anos ocupam a terra, apenas um aluguel social de R$ 180,00 por seis meses e cestas básicas pelo mesmo período.

“Estamos falando de famílias humildes que vivem há mais de 50 anos nessa terra, que nela cultivam, criam seus filhos e que dependem diretamente da agricultura familiar. São pessoas que têm o sentimento de pertencimento e que estão sendo ameaçadas de perder suas casas, roças e suas histórias”, declarou Iracema Vale em seu pronunciamento, no qual destacou ainda que a situação está sendo acompanhada pelo Governo do Estado, além de ter ganhado repercussão internacional. Na ocasião, a deputada cobrou posicionamento enérgico também do Parlamento Estadual.

Antes da apresentação do Termo de Acordo, estava em curso a ação de reintegração de posse em desfavor das famílias. A ação de despejo estava marcada, inicialmente, para o dia 30 de junho, mas havia sido adiada para o próximo dia 15 de julho.

Discurso

Em seu discurso, Iracema Vale cobrou respeito aos direitos humanos e à dignidade do povo maranhense. Ela também falou de sua experiência como ex-prefeita do município de Urbano Santos e relatou as consequências dos impactos causados pela empresa.

“Lá ficaram apenas as florestas de eucalipto. Os empregos saíram, a promessa da fábrica não se concretizou e a população foi abandonada. Mas não deixamos nosso povo à deriva. Reerguemos o município com a agricultura familiar, com trabalho e dignidade”, relembrou.

Por fim, Iracema Vale pediu a colaboração de seus pares para que o caso seja revisto e que seja apresentada uma solução que respeite os direitos das famílias envolvidas.

“Peço que a Suzano reflita, que reveja sua posição. Se quer ser respeitada como uma empresa internacional, que também cumpra sua função social. Porque com a vida, com o lar, com a dignidade do povo do Maranhão não se negocia”, concluiu Iracema.