‘Chance da oposição em 2022 é um Projeto acima dos interesses partidários’ diz Flávio Dino

 

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Governador do Maranhão Flávio Dino/Foto: Reprodução

Em entrevista concedida à Revista Carta Capital, na mais recente publicação, o governador Flávio Dino (PCdoB), voltou revelar suas impressões e preocupações com o futuro do país.

Vários temas foram explorados na entrevista e analisados pelo governador do Maranhão, que passou a figurar entre os principais nomes da esquerda para disputa presidencial em 2022.

Sobre alternativa da oposição para restabelecer um dialogo mais proativo com a sociedade para o Brasil, Flávio Dino, demonstrou um cenário que necessita ser ampliado ainda muito. Ele tem alertado para a divisão implantada no Brasil entre bolsonaristas e os defensores da Constituição.

“Acho que ainda não conseguimos apontar um novo caminho. Temos exercido o direito de crítica e resistido bravamente a iniciativas deletérias do ponto de vista social e econômico, mas é nossa obrigação fazer mais. Como muitos setores despertaram para os riscos reais que o governo Bolsonaro representa, estamos em melhores condições do que em janeiro. Há uma marcada divisão no Brasil. De um lado situa-se o bolsonarismo e, de outro, aqueles que respeitam a Constituição.”

Ainda sobre qual a melhor estratégia da oposição para enfrentar o bolsonarismo, Flávio Dino, diz que será necessário um projeto nacional que deverá está acima dos interesses partidários.

“Sem dúvida, a união política é imprescindível. Resta discutir o modelo jurídico mais adequado. Para mim, o conceito de federações partidárias é bem interessante. A chance de a oposição vencer em 2022 depende de um projeto nacional desenhado em conjunto, acima dos interesses partidários.”

Flávio Dino se reunirá com Bolsonaro, mas avisa que continuará crítico responsável e contumaz

 

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Flávio Dino e Jair Bolsonaro devem se reunir em Brasília, na quinta-feira (9)/Foto: Reprodução

Para quem imaginava remota a possibilidade de Flávio Dino (PCdoB) e Jair Bolsonaro (PSL), sentarem à mesa para tentarem se entender e discutir demandas do Brasil e o Maranhão, terá que rever o modo de vê política.

Durante entrevista no último sábado (4), na TV Difusora, ao ser questionado sobre a relação com Bolsonaro, o governador do Maranhão Flávio Dino, um dos mais contumazes e duros críticos do presidente e as medidas que vem adotando, informou que eles se reunirão na próxima quinta-feira (9), em Brasília.

A reunião de Bolsonaro e Dino ocorrerá dias antes da visita que o presidente fará ao Maranhão, ainda este mês, como vem sendo comentado nos bastidores da política e imprensa local.

O encontro deve agitar a agenda política em Brasília, considerando atual conjuntura política e social no país, colocará frente a frente visões completamente antagônicas. Ao falar da reunião Flávio Dino avisou que independente de qualquer coisa, não recuará da sua postura critica em relação ao governo Bolsonaro.

“A minha principal contribuição que possa prestar ao governo federal, é continuar fazendo uma boa oposição. Critico o governo firmemente lutando pra ver se acha um bom caminho. É a primeira vez que sou chamado pelo presidente da República para uma audiência que acontecerá, na quinta-feira. Lá estarei. Eu já havia pedido formalmente desde janeiro. Se o presidente vier ao Maranhão também, se depender de mim, se ele quiser, será bem recebido, como eu recebo todo mundo com educação e nos termos da lei, independentemente da minha posição crítica”, destacou Flávio Dino.

Alcântara: oposição e bancada maranhense criticam acordo

 

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Base de Alcântara no Maranhão/Foto: Reprodução

Do Uol, Brasília

Parlamentares criticaram o acordo feito pelo governo federal que permitirá aos Estados Unidos lançarem satélites com fins pacíficos na Base de Alcântara, no Maranhão. A parceria foi firmada na segunda-feira (18) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em um de seus compromissos em solo americano. A iniciativa de cooperação, no entanto, ainda
precisa de aprovação do Congresso, onde poderá sofrer resistência.

No Senado, a maranhense Eliziane Gama (PPS) afirmou ter protocolado requerimento de convocação dos ministros da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para que prestem esclarecimentos sobre o assunto. O pleito ainda será apreciado pelo plenário.

“Eles [ministros] deverão vir aqui no Senado discutir o teor desse acordo para, quando chegar o texto a esta Casa, nós podermos fazer as alterações, as implementações, as medidas e as emendas que forem necessárias para, quem sabe, promover uma aprovação ou rejeitar, se não estiver levando em consideração esses princípios que nós acabamos de colocar.”

Eliziane ressaltou que “ainda não tem um juízo de valor específico” sobre o uso de Alcântara pelo governo de Donald Trump, mas disse considerar que o seu estado natal, o Maranhão, “não pode ficar fora desse debate”.

“Não pode se deixar de considerar, por exemplo, a primazia do governo [estadual], a importância do governo na realização de um acordo dessa natureza, porque ele passaria a ser ignorado e automaticamente não poderia compreender e fazer parte desse projeto, que, se tiver a importância necessária, poderá trazer benefícios não apenas
para o Maranhão, mas para o Brasil”, comentou.

Na Câmara dos Deputados, membros da bancada maranhense também apresentaram uma série de pedidos a fim de acompanhar o acordo sobre a base de Alcântara. Há requerimentos semelhantes aos do Senado para que Pontes e Araújo sejam ouvidos pela Casa.

Um dos protocolos, de autoria do deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), sugere a criação de uma comissão externa. A solicitação está sob análise do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “As comunidades quilombolas perderam território com a base. Falta investimento e estrutura para aquela população. Temos que ver se os problemas que existiam na região foram resolvidos”, declarou.

O parlamentar criticou a falta de diálogo do presidente Bolsonaro com os deputados. “Um acordo dessa magnitude poderia ter sido previamente apresentado ao país. Não sabemos o inteiro teor. Agora ele tem que vir para Câmara e ser debatido.”

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que a parceria entre Estados Unidos e Brasil representa uma atitude de “subserviência” por parte do governo Bolsonaro. “Em contrapartida, os Estados Unidos não deram nada, a
não ser mais um bonezinho de Trump para 2022.”

Weverton Rocha (PDT-MA) declarou que o Brasil não pode “abrir mão da soberania nacional” ao permitir o lançamento de satélites americanos em Alcântara sem que o assunto seja discutido pelo Congresso.

“O governo poderia ter trazido essa discussão para levar já de forma mais construída esse entendimento, mas, como sempre, nós apenas fomos comunicados pela imprensa de que houve a assinatura desse acordo”, declarou.

“Nós somos representantes legítimos do estado e queremos ser ouvidos e olhar detalhes desse acordo. Repito: não podemos admitir que a soberania nacional seja, de qualquer forma, prejudicada ou ameaçada”, Senador Weverton Rocha.

Chico Rodrigues (DEM-RR) foi o único senador que, durante a sessão de ontem, defendeu o acordo com o governo americano. Na visão dele, é necessário “entender que o planeta é uma integração de todos”.

“E por que esse radicalismo?”, questionou ele. “São milhões de dólares que o país captará com esses lançamentos utilizando essa base. É uma base física a de Alcântara –ou eles vão criar um país ali dentro de Alcântara por acaso?”, completou.

O acordo

O documento prevê que satélites sejam lançados por meio de foguetes na base brasileira, que deverá passar a se chamar Centro de Lançamento de Alcântara. Mísseis norte-americanos não poderão ser enviados ao espaço a partir do local, já que o acordo limita o uso para fins pacíficos, informou a assessoria do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A intenção de firmar o acordo vem desde o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O texto foi barrado pelo Congresso Nacional brasileiro na ocasião. A administração do ex-presidente Michel Temer (MDB) voltou a dar andamento às conversas, sem conclusão.

A base em Alcântara é considerada um dos pontos mais privilegiados do mundo para esse tipo de lançamento. Como está próxima da Linha do Equador, permite reduzir até 30% do combustível necessário para a atividade. O acordo é chamado de “salvaguarda tecnológica”, por estabelecer que apenas pessoas designadas pelas autoridades dos EUA
terão acesso aos artefatos com tecnologia norte-americana. O país detém 80% do mercado espacial e teme espionagem.

Em contrapartida, o Brasil receberá pagamento pelo uso do espaço. No entanto, o ministro Marcos Pontes ainda não soube estimar quanto o Brasil ganhará com o acordo.

Prefeito de São Luís Gonzaga do MA divulga ‘vídeo prestação de contas’

 

Há dois anos à frente do município de São Luis Gonzaga do Maranhão, o prefeito Francisco Pedreira Martins Junior, o ‘Dr. Junior’, utilizou no sábado (5), uma forma interessante mesmo não sendo inédita, para fazer uma especie de prestação de contas dos dois primeiros anos da sua gestão, e também se defender das críticas da oposição à sua administração.

A ideia e eficacia na utilização de vídeos para este fim não é novidade como destacamos acima, mas é oportuno e barato considerando a força da comunicação objetiva e online através das redes sociais, com forte utilização e influência política atualmente no país.

É aguardar a receptividade e resultado da iniciativa do prefeito junto à população gonzaguense. Mas é preciso reconhecer a positividade da ideia, que também serve para o gestor dizer aos adversários que se defenderá com trabalho.

O vídeo é uma espécie de analogia com a máxima popular “uma imagem vale mais que mil palavras”, e nele há registro de muitas ações concretas. Se foram ou são, suficientes para reconhecimento da população, isso caberá a cada um.

Abaixo o vídeo:

Criação do bloco formado por PCdoB, PSB e PDT incomodou Bolsonaro

 

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Foto: Reprodução

Sem a participação do PT que contará com 56 parlamentares na próxima legislatura na Câmara Federal, as siglas partidárias também de esquerda PDT, PCdoB e PSB anunciaram nesta quinta-feira (20), a criação de um bloco de oposição ao governo Bolsonaro. Os três partidos juntos contarão com 69 deputados.

O acordo foi assinado pelos líderes André Figueiredo (PDT-CE), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Tadeu Alencar (PSB-CE). Um dos objetivos centrais da união dos partidos será criar uma nova alternativa de poder no campo da esquerda.

O presidente eleito Jair Bolsonaro ao ser informado da união dos três partidos reagiu com ironia através da sua conta no twitter. A reação imediata do presidente eleito foi considerada positiva pelo bloco, para eles, sinal que a criação do grupo já está incomodando o futuro governo, antes de começar atuar oficialmente no Congresso Nacional.

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Tapetão: oposição quer fazer com Dino o que fizeram com Jackson

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Governador Flávio Dino, durante discurso na solenidade de diplomação dos eleitos nas Eleições 2018, no Maranhão/ Foto: Reprodução

O governador Flávio Dino convidou todos para sua posse dia 1º na praça Pedro II, centro de São Luís. Além da motivação e determinação para enfrentar os desafios que virão, considerando as incertezas da atual conjuntura política e econômica no país, Dino terá que dobrar atenção aos passos dos seus adversários.

A oposição vem buscando, desde antes do pleito eleitoral, as condições para respaldar ações contra ele na Justiça. O objetivo é tumultuar o ambiente político e desestabilizar o governo. Estratégia semelhante a adotada contra o ex-governador Jackson Lago, que culminou na sua cassação no “tapetão”.

O MDB partido do ex-presidente José Sarney, não perdeu tempo, já ingressou com  uma ação na Justiça, alegando abuso de poder econômico e político, com base no Programa Mais-Asfalto, nas eleições deste ano.

O secretário de Infraestrutura do Estado, Cleyton Noleto, disse na noite desta quarta-feira (19), no Program Ponto e Virgula, da Difusora FM, que está tranquilo quanto a ação judicial, uma vez que o Programa Mais Asfalto, não foi realizado de maneira açodada.

Nos bastidores políticos o assunto é recorrente em relação às pretensões dos adversários de Dino. Apesar da grande popularidade do governador, há certa cautela no trato do assunto.

Como em política tudo possível, inclusive o aparentemente impossível, medidas preventivas estão sendo adotadas para que Flávio Dino tenha a tranquilidade necessária para continuar caminhando a passos firmes para mais quatro anos de governo.

No solenidade de diplomação ocorrida na terça-feira (18), o governador Flávio Dino, após ser diplomado encerrou o evento com um discurso, e de forma indireta referiu-se às intenções da oposição,  e elogiou o trabalho da Justiça Maranhense, em especial à Justiça Eleitoral, pelo trabalho em todo processo.

“No Brasil todo, infelizmente, nós temos a chamada hiperjudicialização. Isso vem desde antes do processo eleitoral. Todos acompanharam que anteriormente houve a tentativa de impugnar a candidatura do nosso candidato a vice-governador Carlos Brandão. Depois anunciaram que eu estaria inelegível. E depois que eu não poderia ser candidato e que seria cassado”, destacou o governador Flávio Dino.

Maranhão continuará com gasolina e diesel mais baratos do Nordeste

 

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Foto: Reprodução

Item mais contestado pela oposição contra o Projeto Anticrise, aprovado na Assembleia  Legislativa do Maranhão, o ajuste na gasolina e o óleo diesel no estado permanecerá o mais baratos do Nordeste.

A gasolina no Maranhão e sétima mais barata no Brasil. O óleo diesel também é o mais barato do Nordeste e o quinto no país.

O mais recente levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostra que o litro da gasolina no Maranhão sai em média por R$ 4,312.

O Estado que mais se aproxima desse valor no Nordeste é Pernambuco, com R$ 4,415. Uma diferença de pouco mais de R$ 0,10 (dez centavos) a cada litro.

O ajuste na alíquota do ICMS, a gasolina no Maranhão terá impacto de R$ 0,08 para o consumidor final.

No caso do diesel, o impacto para o consumidor final no Maranhão será: R$ 0,01. O valor médio do diesel no Maranhão é de R$ 3,586, o menor do Nordeste.

Com a alteração, ficará um centavo mais caro, abaixo ainda do Estado nordestino que mais se aproxima do Maranhão, a Bahia, com R$ 3,627. E será o sexto mais barato de todo o Brasil.