Meio/Ideia: Lula lidera disputa espontânea e estimulada

Pesquisa Meio/Ideia para presidente da república divulgada nesta quarta-feira, dia 11, mostra o presidente Lula na liderança nos cenários espontânea (quando nome dos candidatos não é apresentado o eleitor) e nos cenários estimulados (quando é apresentado uma lista de candidatos).

Espontânea

Lula (PT): 33,4%

Flávio Bolsonaro (PL): 18,5%

Jair Bolsonaro* (PL): 7%

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 5%

Ratinho Junior (PSD): 3%

Romeu Zema (Novo): 2,5%

Ronaldo Caiado (PSD): 2%

Michelle Bolsonaro (PL): 2%

Ciro Gomes (PSDB): 1,5%

Eduardo Leite (PSD): 0,9%

Eduardo Bolsonaro (PL): 0,6%

Renan Santos (Missão): 0,3%

Aldo Rebelo (DC): 0,1%

Fernando Haddad (PT): 0,1%

Outros: 0,7%

Ninguém/Branco/Nulo: 7%

Não sabe: 15,4%

Estimulado

2º Turno

STF inicia julgamento de deputados relacionado a emendas

Do STF

O STF através da Primeira Turma iniciará inicia nesta terça-feira, dia 10, o julgamento do primeiro caso envolvendo deputados pelo mau uso de emendas parlamentares.

O julgamento presidido pelo ministro Flávio Dino, o caso está sob relatoria de Cristiano Zanin. A Ação Penal, envolve deputados federais do Partido Liberal (PL) denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.  

Os acusados são os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, além do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa.

Os três respondem pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Segundo a PGR, eles teriam solicitado pagamento de propina em troca da destinação de recursos ao município de São José de Ribamar (MA) por meio de emendas parlamentares.  

De acordo com a denúncia, para destinarem R$ 6,67 milhões em recursos públicos por meio de emendas parlamentares, em 2020, os deputados teriam solicitado ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), José Eudes, o pagamento de R$ 1,6 milhão — equivalente a 25% do valor das emendas — como contrapartida.   

Após a abertura da sessão pelo presidente da Primeira Turma, o processo será chamado a julgamento, e o relator da ação penal, ministro Cristiano Zanin, fará a leitura do relatório. Trata-se de um resumo do caso, com a descrição dos fatos, o histórico processual, as alegações da acusação e das defesas e os crimes imputados. 

Em seguida, o subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, representante da PGR, terá uma hora para se manifestar, podendo o tempo ser prorrogado em razão da quantidade de réus. Na sequência, os advogados de defesa terão prazo de até uma hora cada para suas sustentações.

Concluídas as sustentações orais, terá início a votação. Após o ministro Zanin, votarão o ministro Alexandre de Moraes, a ministra Cármen Lúcia e o presidente da Turma, ministro Flávio Dino.  

A decisão será tomada por maioria de votos e, em caso de condenação, será definida a pena a ser aplicada.   

Moraes nega ter recebido mensagens de Vorcaro no dia da prisão

Do O Globo

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, negou ter recebido as mensagens de Daniel Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025.

Em nota divulgada pela Corte nesta sexta-feira, dia 6, o magistrado afirma que uma análise feita no conteúdo extraído do celular do dono do Banco Master “constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.

NOTA

A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal, por solicitação do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, informa:

Análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos.

No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes.

A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes.

Os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos não serão mencionados na presente nota em virtude do sigilo decretado pelo Ministro André Mendonça, mas constam no arquivo que a CPMI do INSS disponibilizou para toda a imprensa.

Anulados sigilos de todos os alvos da CPMI, inclusive de Lulinha

O ministro do STF, Flávio Dino, suspendeu  a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), e outros investigados pela CPMI do INSS.

A decisão foi motivada por pedido da defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, que teve seu sigilo quebrado pela CPMI.

Segundo o ministro, é irregular a votação “em globo”, na qual diversos pedidos foram aprovados simultaneamente, sem análise individualizada ou motivação específica para cada caso.

Ele disse ainda que embora CPIs tenham poderes para determinar quebras de sigilo, essas decisões devem seguir parâmetros semelhantes aos exigidos do Poder Judiciário.

Ele apontou que a deliberação deve seguir etapas claras, incluindo: apresentação individual do caso investigado; exposição dos fundamentos do requerimento; debate entre os parlamentares; votação individualizada; deliberação formal; registro em ata da motivação e do placar da votação.

Sem esses requisitos, segundo o ministro Flávio Dino, há risco de nulidade das provas produzidas durante a investigação parlamentar.

‘Operação Farândola’ contra esquema de corrupção eleitoral em Caxias

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, dia 5, a Operação Farândola, com o objetivo de desarticular esquema de caixa dois eleitoral e de corrupção eleitoral no município de Caxias/MA.

A investigação revelou que recursos não contabilizados foram utilizados para financiar o oferecimento de vantagens ilícitas e a realização de gastos paralelos por candidatos durante o pleito eleitoral.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 19ª Zona Eleitoral, com diligências realizadas nos municípios de Caxias/MA e de São Luís/MA. O esquema investigado baseava-se na atuação de um operador financeiro interposto, responsável por receber e por distribuir valores a mando de candidatos eleitos ao cargo de vereador durante o pleito de 2024.

O objetivo das medidas é a apreensão de dispositivos eletrônicos, de documentos, de registros contábeis informais, de valores em espécie e de outros elementos capazes de comprovar a origem e a destinação dos recursos ocultos.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e de corrupção eleitoral.

Dino suspende ‘quebra de sigilo’ na CPMI por falta de fundamentação

O ministro do STF, Flávio Dino, concedeu parcialmente medida liminar no Mandado de Segurança 40.781 para suspender os efeitos de deliberação da CPMI do INSS que havia aprovado, em votação conjunta, requisitos que incluíam a quebra de sigilo bancário e fiscal de uma investigada e de pessoa jurídica de qual ela é sócia.

Alcolumbre e Viana se abraçam após ser mantido quebra de sigilo de Lulinha

A decisão esclarece que não há impedimento para que a CPMI delibere novamente sobre os requisitos, desde que o faça com análise individualizada, debate e motivação fundamentada, com o devido registo em ata.

A decisão foi proferida nesta quarta-feira, dia 4, e será submetida a referendo no Plenário.

Votação “em globo”

De acordo com os autos, a CPMI aprovou, em uma única votação simbólica (“em globo”), 87 requisitos apresentados por parlamentares, entre eles pedidos de convocação para depoimento e medidas de quebra de sigilo.

No mandado de segurança, a impetante alegou ausência de fundamentação concreta e individualizada para a adoção das medidas consideradas invasivas, sustentando violação às garantias constitucionais do devido processo legal e da intimidação.

Investigação contra Vorcaro tem acesso ao MPF, PF, FBI e até ‘pau’ em jornalista

Do G1

Investigações da Polícia Federal apontam que integrantes do grupo comandado pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acessaram indevidamente sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.

Vorcaro é investigado por fraudes bilionárias relacionadas ao Master e foi preso de novo nesta quarta-feira, dia 4, por determinação do ministro do André Mendonça.

Na decisão, Mendonça apontou que a prisão se justifica porque há risco à ordem pública, às investigações e a autoridades envolvidas.

Também foram presos:

Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador finaceiro de seus esquemas fraudulentos;

Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário” e apontado como coordenador de uma milícia privada chamada “A Turma”, usada pelo banqueiro para monitorar ilegalmente e ameaçar adversários, autoridades e jornalistas;

Marilson Roseno da Silva, integrante do grupo “A Turma” que, segundo a investigação, usou sua experiência e contatos para obter informações sigilosas e realizar vigilância clandestina.

Alcolumbre e Viana se abraçam após ser mantido quebra de sigilo de Lulinha

O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta terça-feira, dia 3, manteve o resultado da votação na CPMI do INSS que determinou a quebra do sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

Após o anuncio da manutenção da quebra de sigilo, o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da CPMI, Carlos Viana (Pomemos-MG), se abraçaram no plenário do Senado.

A base do governo no Senado, denunciou fraude na aprovação da quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula. O placar foi 14 votos contra e 7 a favor, mesmo assim o presidente da CPMI proclamou o resultado, que segundo ele, foi aprovado pela comissão.