Paulo Coelho lembra tuíte de Aécio Neves: “Só para não deixar esquecer”

 

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Foto: Montagem/Reprodução

Escritor brasileiro mais lido no mundo e morando na Suiça, mesmo distante do Brasil, tem sido atuante no atual debate sobre o rumo que a política no país tomou.

Aproveitando a repercussão e polêmica sobre a convocação da manifestação contra o Parlamento feita por Bolsonaro, ele lembrou de Aécio Neves, uma personagem que sumiu do debate, e que para Paulo Coelho, foi o inicio de tudo que está acontecendo hoje.

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Paulo Coelho usou ontem, quarta-feira (26), sua conta no twitter para lembrar da comemoração de Aécio Neves (PSDB), após o impeachment de Dilma Rousseff. O então senador tucano e candidato a presidente em 2014, foi derrotado para a petista e não aceitou o resultado.

De acordo com o escritor, Aécio tem papel determinante na atual conjuntura política brasileira e chegada de Bolsonaro a Presidência da República. (Informações Revista Fórum)

Polícia Federal volta madrugar em endereços da família de Aécio Neves

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Senador Aécio Neves (PSDB-MG): Foto: Fátima Meira

Agentes da Polícia Federal fazem, na manhã desta quinta-feira (20), buscas em três endereços ligados à família do senador e deputado eleito Aécio Neves (PSDB-MG), em Belo Horizonte. A ação, autorizada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem como objetivo, segundo a PF, coletar elementos que possam indicar envolvimento do parlamentar com os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Um dos endereços vasculhados é o apartamento onde mora a mãe do senador, localizado em área nobre da capital mineira. Também é alvo da PF a residência de Frederico Pacheco, primo do senador que foi preso em 2017, acusado de intermediar, a pedido de Aécio, o recebimento de dinheiro do grupo J&F.

Essa é a segunda ação da PF contra Aécio em dez dias. No último dia 11, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis do senador e da irmã dele, Andrea Neves, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Na ocasião também foram cumpridas ordens judiciais contra Frederico Pacheco e o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força Sindical.

Operação Ross

A operação, batizada de Ross, tem como ponto de partida delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F. Os delatores afirmam que repassaram quase R$ 110 milhões em propina ao senador tucano. Segundo eles, os valores eram repassados por meio da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias. Aécio sempre alegou inocência.

Ricardo Saud diz que a J&F comprou o apoio de 12 partidos para formar a coligação que apoiou Aécio nas eleições de 2014. Um dos partidos beneficiados, segundo a colaboração, foi o Solidariedade, que teria recebido R$ 15,27 milhões.

“Não podemos mais aceitar que delações de criminosos confessos e suas versões se sobreponham aos fatos. E o fato concreto é um só: o que estamos tratando nesse inquérito é de doações a campanha eleitoral de 2014 feitas de forma legal, registradas na Justiça eleitoral e aprovadas por essa mesma Justiça Eleitora, sem qualquer contrapartida”, afirmou Aécio em coletiva no último dia 11 ao protestar contra as buscas e apreensões determinadas também pelo ministro Marco Aurélio.

Do Congresso em Foco

Aécio Neves usa ‘ataque como defesa’ ao falar sobre Operação da PF

 

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Senador Aécio Neves(PSDB)/Foto: Pedro Ladeira

O senador Aécio Neves (PSDB), se posicionou após a Operação Ross realizada nesta terça-feia (11), pela Polícia Federal que teve ele e sua irmã como principais alvos. Réu no STF (Supremo Tribunal Federal), voltou tentar desqualificar os executivos da JBS que o acusam de receber propina do grupo empresarial e comprar apoio político.

Com medo de não obter sucesso na sua reeleição para o senado, Aécio Neves disputou e conseguiu uma das vagas para Câmara Federal, o que lhe garante certa tranquilidade frente às investigações e processos que responde. O senador classificou de desnecessária a operação da policia federal e disse ser o maior interessado no esclarecimento de todas acusações contra ele.

Tucanos dos mais e menos bicudos, já não escondem o desejo de defenestra-lo do PSDB, após mais esse escândalo.

 

Aécio Neves, Cristiane Brasil e Paulinho da Força são alvos de operação da PF

 

julgamento impeachment
Foto: Reprodução/Rafael Feliciano

Polícia Federal e Ministério Público Federal nesta terça-feira (11), fazem buscas e apreensão em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB) e da irmã dele, Andréa Neves, no Rio e em Minas Gerais.

Andréa é considerada operadora do senador nas investigações da Lava Jato. Ela foi presa pela PF em maio de 2017 e foi solta há um ano, por decisão do ministro Marco Aurélio.

A operação tem objetivo de encontrar documentos baseados em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud. Os executivos do grupo J&F relataram repasse de propina de quase R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves.

Suspeita-se que os valores eram recebidos através da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

São um total de 24 mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos em oito estados e no Distrito Federal. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

São alvos da operação: Aécio Neves (PSDB), senador e deputado federal eleito; Agripino Maia (DEM), senador; Andréa Neves, irmã de Aécio; Antonio Anastasia (PSDB-MG), senador; Benito da Gama (PTB), deputado federal; Cristiane Brasil (PTB), deputada federal; Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do partido Solidariedade. Empresários também são investigados e alvos da da polícia Federal.

A operação no Rio é braço de investida que ocorre simultaneamente em São Paulo (capital e interior, com nove mandados), Brasília, Bahia e Rio Grande do Norte. Decorre do inquérito 4519, que tem como relator, no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio.

Segundo a PF, o senador Aécio Neves comprou apoio político do Solidariedade, por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Com informações G1