“Boa conversa com o presidente Lula”, comemora Carlos Brandão

O governador Carlos e o presidente Lula se reuniram sexta-feira, dia 31, em Brasília, para falarem da parceria dos governos federal e do Maranhão, e ainda, as eleições de 2026. Esse encontro era aguardado com grande expectativa no estado.

Os detalhes do que eles conversaram ou acertaram ainda não são conhecidos, mas considerando a alegria de ambos estampada na foto divulgada pelo governador nas redes sociais, pode se dizer que o governador Carlos Brandão e Lula saíram muito satisfeitos do encontro.

“… Falamos da causa comum de cuidar das pessoas. Também do cenário político do Maranhão e do andamento das grandes obras e projetos que temos realizado juntos…”, disse o governador Carlos Brandão.


Encontro de Lula e Trump revela momento desfavorável para direita

Do O Globo

O silêncio de governadores e as reações contidas de outras figuras da oposição ao encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o americano Donald Trump evidenciam o momento desfavorável da direita após uma série de reveses nos últimos meses.

Depois da reunião e da foto em que os dois presidentes aparecem sorridentes lado a lado, Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO) não se manifestaram. Outro silêncio sentido foi o do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), principal comunicador digital do bolsonarismo, que nada falou.

Além da ausência de comentários por parte de nomes relevantes do campo político, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro adotaram discurso desalinhado para enfrentar a repercussão da reunião bilateral nas redes.

Reação à foto de Lula e Trump — Foto: Editoria de arte

Lula confirma disputa para o 4º mandato para presidente

O presidente Lula confirmou sua candidatura a reeleição em 2026, durante agenda que está cumprindo na Indonésia. A declaração foi para imprensa diante do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto. Ele disse está com a mesma energia de quando tinha 30 anos.

“Eu quero lhe dizer que eu vou completar 80 anos, mas pode ter certeza que eu estou com a mesma energia de quando eu tinha 30 anos de idade. E vou disputar um quarto mandato no Brasil”afirmou Lula.

Lula e Trump se encontrarão no domingo, dia 26, na Malásia

Às vésperas do possível encontro bilateral entre Lula e Trump, na Malásia, em paralelo à Cúpula Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean)no próximo domingo, dia 26, aliados de Bolsonaro ainda tentam novas sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Aliados de Eduardo Bolsonaro confirmaram que o parlamentar pleiteou nas últimas reuniões com a administração Trump a adoção de novas ações contra magistrados.

A prioridade seriam os demais integrantes da Primeira Turma do STF, que decidiu pela condenação de Bolsonaro, a exceção, claro, de Luís Fux, único a se posicionar pela absolvição do ex-presidente.

Filiados do Centrão exonerados de cargos de confiança no governo Lula

Do UOL

O governo Lula exonerou filiados do Centrão indicados a cargos de confiança, após os partidos votarem para deixar caducar a MP do aumento de impostos para bets e investimentos, na semana passada.

O levantamento inclui apenas cargos ocupados por pessoas registradas nos partidos. Indicações de funcionários sem filiação partidária não estão contabilizadas, embora também possa.

No caso de PP, União Brasil e Republicanos, a quantidade de filiados passou a crescer à medida em que o governo foi fazendo acenos ao Centrão em busca da aprovação de pautas importantes.

STF: ‘trauma’ com Dino pode causar problemas para Jorge Messias

Do O Globo

O favoritismo do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), por indicação de Lula, já começou a criar ruídos na base governista do Senado.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já enviou um recado ao presidente por meio de ministros palacianos: caso realmente insista com Messias, o governo terá dificuldades para fazer a indicação passar no Senado.

Interlocutores de Alcolumbre consultados pela equipe da coluna avaliam que os senadores ficaram “traumatizados” com o último ministro nomeado por Lula, Flávio Dino. Assim como Cristiano Zanin, Dino foi uma escolha pessoal do presidente da República, e teve o nome aprovado sem dificuldades, por 47 votos contra 31.

Mesmo sendo uma escolha particular do presidente, pesou a favor, na ocasião, o fato de Dino ser também senador. Mas, uma vez no Supremo, Dino protagonizou uma ofensiva contra o orçamento secreto, fonte de recursos para emendas de todos os parlamentares.

As investigações e as medidas para dar transparência à aplicação dos recursos, com bloqueios e a abertura de dezenas de investigações sobre desvios, acirraram o clima entre o Congresso e o Supremo.

STF: ministro Roberto Barroso se despede após 12 anos no Supremo

O ministro Luís Roberto Barroso se despediu nesta quinta-feira (9) do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando uma trajetória de mais de 12 anos na Corte, os dois últimos como presidente. Em discurso emocionado na sessão plenária, ele afirmou que deixa o cargo com o sentimento de dever cumprido e sem apego ao poder.

“Deixo o Tribunal com o coração apertado, mas com a consciência tranquila de quem cumpriu a missão de sua vida”, disse. “Não foram tempos banais, mas não carrego comigo nenhuma tristeza, nenhuma mágoa ou ressentimento. E começaria tudo outra vez, se preciso fosse”. Ao fim do pronunciamento, foi aplaudido de pé.

“Foi uma decisão muito dura”, diz Fufuca após punição do PP

Do O Globo

O ministro do Esporte, André Fufuca, sinalizou a interlocutores que ainda vai tentar achar um acordo para permanecer no PP e ter o aval da sigla para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.

O ministro foi punido pelo partido após decidir ficar no governo, mas ele avalia que até o ano que vem o cenário pode mudar.

“Foi uma decisão muito dura, afastar da vice-presidência nacional, afastar do diretório do meu estado. Não concordo, mas respeito. Vou ficar no Ministério, estou aqui hoje trabalhando, amanhã também teremos agenda”, disse o ministro ao participar de um evento da pasta que ele comanda.

O entendimento dele é que se Lula se mostrar competitivo para a disputa presidencial, o partido não vai proibir alguns estados de apoiar o petista, mesmo que a legenda esteja coligada nacionalmente com um candidato de oposição. 

Após ter sido punido pelo PP, Fufuca conversou com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que demonstrou solidariedade ao ministro e reiterou que o governo estava à disposição para auxiliar no projeto político de ser senador.

O presidente do partido também disse que tem apreço por Fufuca, mas indicou que precisava tomar uma decisão de se afastar do governo.

Em relação ao comando do diretório do Maranhão, a expectativa do ministro é que a deputada Amanda Gentil (PP-MA) assuma o cargo. Ela costuma votar a favor dos projetos de interesse do governo na Câmara, mas é considerada alinhada à cúpula nacional da legenda. 

Com a formalização da federação entre PP e União, a tendência é que o comando do grupo no estado fique com o líder do União, deputado Pedro Lucas Fernandes, que também tenta se viabilizar como candidato a senador e pode inviabilizar uma candidatura de Fufuca.

O ministro avalia que, mesmo com a perda do comando do diretório, se o deputado do União não pontuar bem nas pesquisas, ele não conseguirá garantir a candidatura ao Senado. Apesar de ter sido punido, o PP não abriu um processo de expulsão de Fufuca da legenda.

O partido de Fufuca e o União Brasil, que anunciaram uma federação para ganhar maior musculatura política nas próximas eleições, determinaram que todos os filiados com cargos ligados ao governo Lula devem ser desligados das suas funções, sob pena de serem expulsos das legendas. 

O movimento ocorre em meio às movimentações políticas para as eleições de 2026, pois os partidos do Centrão estão de olho em uma eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à Presidência da República.