Duarte pergunta: “você está me ameaçando?”. Araújo responde: “Tô porque”

O deputado federal Duarte J. (PSB-MA), vice-presidente da CPI do INSS, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Legislativa contra o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA) por ameaça de morte.

Araújo é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), citada entre as entidades na Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que investiga fraudes contra os aposentados, entre 2019 e 2024.

O esquema envolvia descontos não autorizados no valor dos benefícios para associações e entidades sindicais por meio de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS.

Segundo Duarte Jr., o deputado Edson Araújo teria enviado ameaças pelo aparelho celular de sua mãe. Na troca de mensagens, Edson Araújo teria chamado Duarte de Jr. de ‘palhaço, irresponsável e incompetente”. Ele teria dito ainda “nós vamos nos encontrar”.

“você está me ameaçando?”, perguntou Duarte Jr. E teve como resposta: “Tô porque”. Duarte Jr. então pergunta o que Araújo faria. Ele responde: “Você vai saber”.

Lula chama operação no Rio de ‘matança’ e aumenta confronto com a oposição

O presidente Lula mudou o tom ao afirmar, em entrevista a correspondentes internacionais, em Belém, onde acontecerá a COP 30, que a megaoperação policial que deixou 121 mortos, na semana passada, nos complexos da Penha e do Alemão, foi uma “matança”.

Lula disse ainda que pediu uma investigação sobre a ação do Estado do Rio, que classificou como “desastrosa”.

Após a repercussão da sua declaração, o presidente Lula divulgou nas redes sociais dados sobre resultados de ações do governo no enfrentamento às organizações criminosas.

A nova manifestação de Lula, porém, foi o combustível necessário para que oposição e governo entrassem em confronto verbal tanto no Congresso quanto nas redes.

Encontro de Lula e Trump revela momento desfavorável para direita

Do O Globo

O silêncio de governadores e as reações contidas de outras figuras da oposição ao encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o americano Donald Trump evidenciam o momento desfavorável da direita após uma série de reveses nos últimos meses.

Depois da reunião e da foto em que os dois presidentes aparecem sorridentes lado a lado, Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO) não se manifestaram. Outro silêncio sentido foi o do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), principal comunicador digital do bolsonarismo, que nada falou.

Além da ausência de comentários por parte de nomes relevantes do campo político, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro adotaram discurso desalinhado para enfrentar a repercussão da reunião bilateral nas redes.

Reação à foto de Lula e Trump — Foto: Editoria de arte

Lula confirma disputa para o 4º mandato para presidente

O presidente Lula confirmou sua candidatura a reeleição em 2026, durante agenda que está cumprindo na Indonésia. A declaração foi para imprensa diante do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto. Ele disse está com a mesma energia de quando tinha 30 anos.

“Eu quero lhe dizer que eu vou completar 80 anos, mas pode ter certeza que eu estou com a mesma energia de quando eu tinha 30 anos de idade. E vou disputar um quarto mandato no Brasil”afirmou Lula.

Lula e Trump se encontrarão no domingo, dia 26, na Malásia

Às vésperas do possível encontro bilateral entre Lula e Trump, na Malásia, em paralelo à Cúpula Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean)no próximo domingo, dia 26, aliados de Bolsonaro ainda tentam novas sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Aliados de Eduardo Bolsonaro confirmaram que o parlamentar pleiteou nas últimas reuniões com a administração Trump a adoção de novas ações contra magistrados.

A prioridade seriam os demais integrantes da Primeira Turma do STF, que decidiu pela condenação de Bolsonaro, a exceção, claro, de Luís Fux, único a se posicionar pela absolvição do ex-presidente.

STF decide que Estado não deve indenizar ofendidos por discursos de parlamentares 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Estado não pode ser obrigado a pagar indenização por opiniões, palavras ou votos de vereadores, deputados e senadores, protegidos pela chamada imunidade parlamentar.

A decisão foi tomada, em sessão virtual, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 632115, com repercussão geral (Tema 950), e vale para todos os processos que tratam de situações semelhantes em tramitação no país. 

O caso analisado envolvia o Estado do Ceará, condenado pelo Tribunal de Justiça local (TJ-CE) a indenizar um juiz ofendido por declarações feitas por um deputado estadual na tribuna da Assembleia Legislativa. O STF derrubou essa condenação. 

Censura ou intimidação 

O ministro Luís Roberto Barroso, relator do recurso, disse que condenar o Estado por esse tipo de discurso poderia gerar censura ou intimidar os parlamentares, atrapalhando o debate público. “Permitir a responsabilidade civil objetiva do Estado, nesse contexto, criaria incentivos para calar, diluir ou minimizar a crítica”, afirmou. Segundo Barroso, isso geraria, pela via econômica, os riscos de pressão e interferência indevida que a Constituição pretendeu evitar com a imunidade parlamentar. 

Imunidade não é escudo 

Barroso destacou, no entanto, que a imunidade “não protege quem a usa como escudo para manifestações abusivas, totalmente desconectadas da função legislativa”. Nesses casos, o parlamentar pode, sim, responder civil ou penalmente. 

No caso concreto, o ministro explicou que, se o deputado cearense tivesse ultrapassado os limites da imunidade, a ação deveria ter sido movida diretamente contra ele, e não contra o Estado. A decisão foi unânime. 

Tese 

A tese de repercussão geral fixada foi a seguinte: 

1. A imunidade material parlamentar (art. 53, caput, c/c art. 27, § 1º, e art. 29, VIII, CF/1988) configura excludente da responsabilidade civil objetiva do Estado (art. 37, § 6º, CF/1988), afastando qualquer pretensão indenizatória em face do ente público por opiniões, palavras e votos cobertos por essa garantia.  

2. Nas hipóteses em que a conduta do parlamentar extrapolar os limites da imunidade material, eventual responsabilização recairá de forma pessoal, direta e exclusiva sobre o próprio parlamentar, sob o regime de responsabilidade civil subjetiva. 

Filiados do Centrão exonerados de cargos de confiança no governo Lula

Do UOL

O governo Lula exonerou filiados do Centrão indicados a cargos de confiança, após os partidos votarem para deixar caducar a MP do aumento de impostos para bets e investimentos, na semana passada.

O levantamento inclui apenas cargos ocupados por pessoas registradas nos partidos. Indicações de funcionários sem filiação partidária não estão contabilizadas, embora também possa.

No caso de PP, União Brasil e Republicanos, a quantidade de filiados passou a crescer à medida em que o governo foi fazendo acenos ao Centrão em busca da aprovação de pautas importantes.

STF: ‘trauma’ com Dino pode causar problemas para Jorge Messias

Do O Globo

O favoritismo do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), por indicação de Lula, já começou a criar ruídos na base governista do Senado.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já enviou um recado ao presidente por meio de ministros palacianos: caso realmente insista com Messias, o governo terá dificuldades para fazer a indicação passar no Senado.

Interlocutores de Alcolumbre consultados pela equipe da coluna avaliam que os senadores ficaram “traumatizados” com o último ministro nomeado por Lula, Flávio Dino. Assim como Cristiano Zanin, Dino foi uma escolha pessoal do presidente da República, e teve o nome aprovado sem dificuldades, por 47 votos contra 31.

Mesmo sendo uma escolha particular do presidente, pesou a favor, na ocasião, o fato de Dino ser também senador. Mas, uma vez no Supremo, Dino protagonizou uma ofensiva contra o orçamento secreto, fonte de recursos para emendas de todos os parlamentares.

As investigações e as medidas para dar transparência à aplicação dos recursos, com bloqueios e a abertura de dezenas de investigações sobre desvios, acirraram o clima entre o Congresso e o Supremo.