‘Não é um erro de agora, o país fez a aposta errada e estamos pagando o preço’, Carlos Lula à Radio CBN

O secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Eduardo Lula, em entrevista à Rádio CBN, na manhã desta terça-feira, dia 16, falou sobre falta de vacinas e uma terceira onda com variante.

Para ele, o Brasil está pagando o preço por apostar em uma só vacina e não seguir os países desenvolvidos. O cenário é ruim porque gera descredibilidade e permite o surgimento de novas variantes do coronavírus.

‘Não é um erro de agora, mas do passado’, afirma o secretário. Ele acrescenta que ‘quando a gente aposta em várias vacinas, a gente está ‘comprando’ lugar na fila. O país fez a aposta errada e, infelizmente, estamos pagando pelo preço desse erro’.

Sobre a postura da população, ele disse que ‘parece que a sociedade já normalizou a doença. É uma situação alarmante e gravíssima’. Ao falar da segunda dose, ele disse que está garantida porque os estados reservaram os lotes. ‘Foi uma estratégia’. Ele finalizou dizendo que ‘o Ministério da Saúde tem que estar focado em adquirir mais vacina para imunizar mais gente’. (Rádio CBN)

Carlos Lula defende em São Paulo incorporação ao PNI de todas as vacinas contra a Covid-19

O secretário de Saúde do Maranhão e presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula, defendeu em agenda nesta segunda-feira, dia 14, em São Paulo, a incorporação ao Programa Nacional de Imunização, todas as vacinas consideradas eficazes e seguras.

“O que todos os secretários de Saúde do país sugerem é que haja uma Coordenação Nacional, que deixemos de lado qualquer tipo de disputa política ou animosidade para pensarmos em cuidar das pessoas e que possamos, o quanto antes, incorporar todas as vacinas ao PNI, para que ele possa de fato dar uma resposta”, disse Lula.  

Carlos Lula ressaltou ainda que o Conass se coloca como mediador para qualquer tipo de divergência que haja entre o Governo do Estado de São Paulo e o Ministério da Saúde, para que seja iniciada o quanto antes a imunização no Brasil.

“O objetivo, afinal de contas, é um só, garantir a imunização de toda a população brasileira ainda em 2021. Menos que isso não é possível, não é razoável e nem aceitável”, enfatizou Carlos Lula.

O Instituto Butantan durante a agenda anunciou a conclusão dos testes com a vacina CoronaVac, em parceria com a Sinovac, e o envio do resultado testes da vacina à Anvisa e ao órgão correspondente da China. 

Conselho de Secretários Estaduais de Saúde defenderá SUS em todas instâncias

O CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) se reuniu nesta quarta-feira, dia 28, para analisar o Decreto 10.530 do governo Bolsonaro, publicado no Diário Oficial da União, sobre Unidades Básicas de Saúde.

O secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, também presidente do CONASS divulgou no inicio da noite posicionamento da entidade em defesa do SUS e se mostrou preocupada com os ‘reais propósitos’ da medida do governo.

“..o Decreto 10.530, deixa sérias dúvidas quanto a seus reais propósitos.., sem debate, o texto mistura aspectos distintos, como construção, modernização e operação de Unidades Básicas de Saúde. Decisões relativas à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) não são tomadas unilateralmente..”, destaca parte da nota do Conass.

‘Com 50 mil mortes não aprendemos nada?’, Carlos Lula sobre recursos para combate ao Covid-19

 

carlos-lula
Carlos Lula, Secretario de Estado da Saúde do Maranhão critica politização de distribuição de recursos para combate ao Coronavírus

A coluna painel da Folha de Sp nesta segunda-feira (22), diz que o Centrão melou o entendimento inicial entre o Ministério da Saúde e Secretários Estaduais e Municipais de Saúde, que estabelecia critérios técnicos para distribuição dos R$ 10 bilhões da MP 969, para combate ao coronavírus.

O Secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, lamentou nas redes sociais a politização da distribuição dos recursos, e lembrou que isso ocorre quando o país passou de mais 1 milhão de contaminados e 50 mil mortos pela Covid-19.

 

Carlos Lula fez um apelo ao Congresso para considerar carater técnico e não político para distribuição do recurso, que segundo ele, é o único caminho possível.

“Não é hora de pensar em eleição, o momento é de salvar vidas”, alerta Carlos Lula.

A posição do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) é que a distribuição consider três aspectos:proporcionalidade populacional entre estados;  estrutura assistencial; incidência epidemiológica.